Pesquisar este blog

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Jó 19:25-27

O SERVO QUE CONHECIA A DEUS

Jó 19:25-27 "Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros...

Já tendo tratado algumas vezes sobre a vida de Jó, vem ainda algumas ideias a serem pensadas acerca de sua vida.

1. O homem que dizia “meu REDENTOR vive” não se relacionava com produtos criados por mãos humanas. Estava ali alguém que tinha plena convicção de um DEUS VIVO e VERDADEIRO.

2. O homem que sacrificava diariamente, por pecados que porventura tenham ocorrido em sua vida e casa, não dava animais a ídolos ou deuses estranhos e sem vida.

3. O homem que se rendeu aos pés do SENHOR com dor, se expondo, e até mesmo se colocando sob os olhos de todos, apresentava seu lamento, mas não em forma de murmuração, mas de humilhação diante a poderosa mão do SENHOR.

4. O homem que pensava ter toda a experiência necessária, agora se via num conhecimento ainda mais profundo do SENHOR, a ponto de declarar que tinha apenas “ouvido falar”, claro, numa forma de expressar sua relação com DEUS. Nesta expressão podemos perceber que estava admirado, além do que, satisfeito com os planos divinos.

5. Um REDENTOR VIVO é ALGUÉM capaz de se relacionar com o ser criado, como ALGUÉM que abraça causas, ouve a voz e seca a lágrima.

6. Um REDENTOR VIVO é capaz não somente de expirar os aromas dos sacrifícios, mas de agir em favor de quem os oferece.

7. Um REDENTOR VIVO pode perdoar e abençoar a partir do limite de cada um dos seus servos.

8. O homem que apresentava seus filhos diariamente soube que o REDENDOR VIVO os recebera na glória, pela GRAÇA que movia sua vida a sacrificar em favor de cada um deles.

9. O homem e o REDENTOR estavam vivos, e por isso, e somente por isso, poderiam interagir e criar vínculos de ligação entre CÉU e Terra, entre altar de sacrifício e ALTAR DIVINO, entre ser amado e SER que ama.

10. O homem que finalmente conhecia o PERDÃO poderia interceder pelos seus amigos e ainda os representar diante do SENHOR, considerando que DEUS, o REDENTOR VIVO, somente ouviria e aceitaria a oração do servo sofredor, que conhecia o que era a dor, que sabia o que era humilhação e que poderia se apresentar sem restrições.

ALGUMA SEMELHANÇA COM ALGUÉM QUE O PROFETA ISAÍAS MOSTRA EM SEU CAPÍTULO 53?

 

Jó 1:20-21

Jó 1:20-21 “o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!”

Entender os desígnios de DEUS não é tarefa fácil.

Quando o servo Jó e atacado pela angelical hoste e ali perde todas as coisas, de bens a saúde, de conceitos de homem de DEUS frente a uma sociedade, ele não tenta explicar as razões de tudo, como seus amigos.

Poderia ser por tudo, por ações ou qualquer obra humana.

Mas tudo é eliminado quando o próprio DEUS diz a satanás quem era aquele servo (Jó 1) e esta é a grande diferença.

Como explicar tal diálogo?

Vemos no Novo Testamento nosso CRISTO, encarnado , e levado pelo ESPÍRITO ao deserto, a fim de ser tentado (Mateus 4), e nada pode explicar as razões.

Tudo se tornará especulação.

Como explicar, na obra acabada, no Jardim, a presença do mesmo satanás, tentando Adão e Eva? (Genesis 3)

Pois bem.

Jó teve a consciência de que, fosse o que fosse, apenas se renderia ao SENHOR, reconhecendo sua estrutura (pó), e rasgando suas vestes, raspando a cabeça e posto seu rosto em terra (Jó 1:20-21), dizer que DEUS era louvado - ele adorou.

Muitas vezes e na maioria, nunca teremos as respostas exatas, senão a revelação de quem somos e de que forma devemos agir em meio às nossas mais profundas crises e dores.

E de fato é o que revelará nosso caráter e nos moldará e aperfeiçoará a fima de sermos achados com as “mãos limpas e o coração puro (Salmos 24:4)”.

DEUS conhece nossos limites, nossa estrutura e não ama o soberbo – filhos de DEUS nunca devem se achar mais do que são, posto que o que são depende exclusivamente do CRIADOR.

Portanto, ao ver todas as coisas ruírem, não lamente, mas apenas adore, e veja que os “planos de DEUS não podem ser frustrados” (Jó 42:2), ainda que passem pelo vale da sombra da morte.

Somos levados a modelagem a cada dia e com a certeza de que "Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus." (Jó 19).

Que nossos dias, nas mãos do OLEIRO, sejam todos repletos de ADORAÇÃO, pois é o que DEUS procura (João 4).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Romanos 16:17-18

A SERVIÇO DO DIABO

Romanos 16:17-18 "Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos"


A realidade apostólica não estava distante do que vemos em nossos dias.

No lombo de um falso profeta, à luz do que Paulo alerta, vem as mentiras que o mesmo usa para justificar suas trapaças.

Tem cara de ovelha, cheiro de ovelha, assim como satanás é prefigurado como uma serpente. 

Seu veneno mata.

Divide.

Traz dano.

E sempre alegam estar fazendo a vontade de DEUS - mentem.

E com a CARA de ser luciferiano, esbanja simpatia para alcançar incautos.

Paulo alerta que são seres vorazes, prontos a dominar as mentes mais fracas.

Vestido de luz, leva as trevas por onde passa. 

Zelar pela unidade do CORPO é requisito apenas dos ELEITOS DE DEUS.

O que passar disso se enquadra nos inimigos de CRISTO, SENHOR da igreja.

Precisamos orar, pois a sujeira deixada, marcam caminhos que conduzem à perdição.

Precisamos orar para que amados de DEUS não caiam nas arapucas armadas.

Precisamos orar para que quando estes seres abjetos se aproximarem do povo de DEUS os espantemos com pedras duras para poupar a vida do rebanho. 

E por fim, orar para não sermos enganados, pois eles vêm para roubar, matar e destruir - pois esta é a sua arte - seguir e servir seu senhor, o diabo.

-----------------

https://carlospuck.blogspot.com/2022/08/romanos-1617-18.html

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Mateus 28:20

Mateus 28:20 "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século"

Ouvindo o testemunho de Rossana Lidório, esposa do Missionário Ronaldo, tratando deste verso e compondo sua alegria em servir ao SENHOR na Missão.

Ela mostra as questões de suas lutas como mãe, como esposa, com dificuldades imensas, mas atestando que MÃO do SENHOR sempre esteve com eles, onde quer que fossem.

Cita o Salmo 94:22, quando mostra DEUS como seu ALTO REFÚGIO (baluarte).

Sua experiência traz a certeza de que seja onde e o que for que passemos, podemos confiar NAQUELE que nos chamou para sua LUZ.

Muito interessante ouvir a razão de nossa fé:

"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus." (Philippians 4:6-7)

"Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?" (Matthew 6:25)

"lançando sobre ele toda a vossa ansiedade" (1 Peter 5:7)

Os apóstolos precisaram confiar.

Os missionários precisaram confiar.

Nós precisamos confiar.

Os atributos de DEUS nos alcançam e esta VERDADE é muito relevante: ELE estará conosco todos os dias, até o final das eras.

Temos muito a fazer.

Tanto que DEUS continua chamando pessoas para a MISSÃO SALVADORA pela pregação do EVANGELHO.

Mas é necessário ainda que para ouvirem, alguém tem que ir...

As portas da Missão estão abertas.

Que tal?

---------------------

NAS Psalm 94:22 But the LORD has been my stronghold, And my God the rock of my refuge.

BGT Psalm 93:22 kai. evge,neto, moi ku,rioj eivj katafugh.n kai. o` qeo,j mou eivj bohqo.n evlpi,doj mou

ARA Psalm 94:22 Mas o SENHOR é o meu baluarte e o meu Deus, o rochedo em que me abrigo.

ARC Psalm 94:22 Mas o SENHOR foi o meu alto retiro; e o meu Deus, a rocha em que me refugiei.

BRP Psalm 94:22 Mas o SENHOR é a minha defesa; e o meu Deus é a rocha do meu refúgio.


-----------------------

Significado: n m 1) Lugar alto, refúgio, altura segura, retirada 1a) fortalezas 1b) Refúgio (de Deus)

n Pr Loc Misgab = "Height" 2) Um lugar em Moab

Uso: AV - Defesa 7, Refúgio 5, Torre High 3, Fort High 1, Misgab 1; 17

Significado: uma altura segura, fortaleza

Uso: fortaleza elevada (1), refúgio (1), fortaleza (14), inatacável (1).

Significado: 1) Para ser alto, ser inacessivelmente alto 

Presbiterianismo no Brasil... 163 anos

Presbiterianismo no Brasil... 163 anos


7. Primórdios do PRESBITERIANISMO no Brasil

·        Antes da chegada do pioneiro Rev. Ashbel Green Simonton, alguns grupos e indivíduos reformados estiveram no Brasil.


7.1 Os franceses na Guanabara (1555-1567)

No final de 1555, chegou à Baía da Guanabara uma expedição francesa comandada pelo vice-almirante Nicolas Durand de Villegaignon, para fundar a “França Antártica”. Esse empreendimento teve o apoio do almirante huguenote Gaspard de Coligny, que seria morto no massacre do dia de São Bartolomeu (24-08-1572).

·        Em resposta a uma carta de Villegaignon, Calvino e a igreja de Genebra enviaram um grupo de crentes reformados, sob a liderança dos pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier (1557). Fazia parte do grupo o sapateiro Jean de Léry, que mais tarde estudou na Academia de Genebra e tornou-se pastor (†1611). Ele escreveria um relato da expedição, História de uma Viagem à Terra do Brasil, publicado em Paris em 1578.

·        Em 10 de março de 1557, esses reformados celebraram o primeiro culto evangélico do Brasil e talvez das Américas. Todavia, pouco tempo depois Villegaignon entrou em conflito com as calvinistas acerca dos sacramentos e os expulsou da pequena ilha em que se encontravam.

·        Alguns meses depois, os colonos reformados embarcaram para a França. Quando o navio ameaçou naufragar, cinco deles voltaram e foram presos: Jean du Bordel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon, André Lafon e Jacques le Balleur. Pressionados por Villegaignon, escreveram uma bela declaração de suas convicções, a “Confissão de Fé da Guanabara” (1558). Em seguida, os três primeiros foram mortos e Lafon, o único alfaiate da colônia, teve a vida poupada. Balleur fugiu para São Vicente, foi preso e levado para Salvador (1559-67), sendo mais tarde enforcado no Rio de Janeiro, quando os últimos franceses foram expulsos.

·        A França Antártica é considerada como a primeira tentativa de estabelecer tanto uma igreja quanto um trabalho missionário protestante na América Latina.


7.2 Os holandeses no Nordeste (1630-1654)

Depois de uma árdua guerra contra a Espanha, a Holanda calvinista conquistou a sua independência em 1568 e começou a tornar-se uma das nações mais prósperas da Europa. Pouco tempo depois, Portugal caiu sob o controle da Espanha por sessenta anos – a chamada “União Ibérica” (1580-1640).

·        Em 1621, os holandeses criaram a Companhia das Índias Ocidentais com o objetivo de conquistar e colonizar territórios da Espanha nas Américas, especialmente uma rica região açucareira: o nordeste do Brasil. Em 1624, os holandeses tomaram Salvador, a capital do Brasil, mas foram expulsos no ano seguinte. Finalmente, em 1630 eles tomaram Recife e Olinda e depois boa parte do Nordeste.

·        O maior líder do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que governou o nordeste de 1637 a 1644. Nassau foi um notável administrador, promoveu a cultura, as artes e as ciências, e concedeu uma boa medida de liberdade religiosa aos residentes católicos e judeus.

·        Sob os holandeses, a Igreja Reformada era oficial. Foram criadas vinte e duas igrejas locais e congregações, dois presbitérios (Pernambuco e Paraíba) e até mesmo um sínodo, o Sínodo do Brasil (1642-1646). Mais de cinqüenta pastores ou “predicantes” serviram essas comunidades.

·        A Igreja Reformada realizou uma admirável obra missionária junto aos indígenas. Além de pregação, ensino e beneficência, foi preparado um catecismo na língua nativa. Outros projetos incluíam a tradução da Bíblia e a futura ordenação de pastores indígenas.

·        Em 1654, após quase dez anos de luta, os holandeses foram expulsos, transferindo-se para o Caribe. Os judeus que os acompanhavam foram para Nova Amsterdã, a futura Nova York.


7.3 Eventos posteriores

Após a expulsão dos holandeses, o Brasil fechou as portas aos protestantes por mais de 150 anos. Foi só no início do século XIX, com a vinda da família real portuguesa, que essa situação começou a se alterar. Em 1810, Portugal e Inglaterra firmaram um Tratado de Comércio e Navegação, cujo artigo XII concedeu tolerância religiosa aos imigrantes protestantes. Logo, muitos começaram a chegar, entre eles um bom número de reformados.

·        Após a independência, a Constituição Imperial (1824) reafirmou esses direitos, com algumas restrições. Em 1827 foi fundada no Rio de Janeiro a Comunidade Protestante Alemã-Francesa, que veio a congregar, ao lado de luteranos, reformados alemães, franceses e suíços.

·        Um dos primeiros pastores presbiterianos a visitar o Brasil foi o Rev. James Cooley Fletcher (1823-1901), que aqui chegou em 1851. Fletcher foi capelão dos marinheiros que aportavam no Rio de Janeiro e deu assistência religiosa a imigrantes europeus. Ele manteve contatos com D. Pedro II e outros membros destacados da sociedade; lutou em favor da liberdade religiosa, da emancipação dos escravos e da imigração protestante. Ele escreveu o livro O Brasil e os Brasileiros (1857), que foi muito apreciado nos Estados Unidos.

·        Fletcher não fez nenhum trabalho missionário junto aos brasileiros, mas contribuiu para que isso acontecesse. Foi ele quem influenciou o Rev. Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah P. Kalley a virem para o Brasil, o que ocorreu em 1855. Kalley fundou a Igreja Evangélica Fluminense em 1858. No ano seguinte, chegou ao Rio de Janeiro o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, o Rev. Ashbel G. Simonton.


8. História da Igreja Presbiteriana do Brasil

Atualmente, existem no Brasil várias denominações de origem reformada ou calvinista. Entre elas incluem-se a Igreja Presbiteriana Independente, a Igreja Presbiteriana Conservadora e algumas igrejas criadas por imigrantes vindos da Europa continental, como suíços, holandeses e húngaros. Todavia, a maior e mais antiga denominação reformada do país é a Igreja Presbiteriana do Brasil. Sua história divide-se em alguns períodos bem definidos:


8.1. Implantação (1859-1869)

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Alcançado por um reavivamento em 1855, fez sua profissão de fé e pouco depois ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862, recebeu os primeiros membros, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro jornal evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o primeiro presbitério (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes).

Os principais colaboradores de Simonton nesse período foram: seu cunhado Alexander L. Blackford, que em 1865 organizou as igrejas de São Paulo e Brotas; Francis J. C. Schneider, que trabalhou entre os imigrantes alemães em Rio Claro, lecionou no seminário do Rio e foi missionário na Bahia; George W. Chamberlain, grande evangelista e operoso pastor da Igreja de São Paulo. Os quatro únicos estudantes do “seminário primitivo” foram também grandes obreiros: Antonio B. Trajano, Miguel G. Torres, Modesto P. B. Carvalhosa e Antonio Pedro de Cerqueira Leite.

Outras poucas igrejas organizadas no primeiro decênio foram as de Lorena, Borda da Mata (Pouso Alegre) e Sorocaba. O homem que mais contribuiu para a criação dessas e outras igrejas foi o notável Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), um ex-sacerdote que tornou-se o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro do evangelho (1865). Visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando o evangelho da graça.


8.2. Consolidação (1869-1888)

Simonton e seus companheiros eram todos da igreja presbiteriana do norte dos Estados Unidos (PCUSA). Em 1869 chegaram os primeiros missionários da igreja do sul (PCUS): George N. Morton e Edward Lane. Eles fixaram-se em Campinas, região onde havia muitas famílias norte-americanas que vieram para o Brasil após a Guerra Civil no seu país (1861-65). Em 1870, Morton e Lane fundaram a igreja de Campinas e em 1873 o famoso, porém efêmero, Colégio Internacional. Os missionários da PCUS evangelizaram a região da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás. O pioneiro em várias dessas regiões foi o incansável Rev. John Boyle.

Os obreiros da PCUS também foram os pioneiros presbiterianos no nordeste e norte do Brasil (de Alagoas até a Amazônia). Os principais foram John Rockwell Smith, fundador da igreja do Recife (1878); DeLacey Wardlaw, pioneiro em Fortaleza; e o Dr. George W. Butler, o “médico amado” de Pernambuco. O mais conhecido dentre os primeiros pastores brasileiros do nordeste foi o Rev. Belmiro de Araújo César, patriarca de uma grande família presbiteriana.

Enquanto isso, os missionários da igreja do norte dos Estados Unidos também continuavam o seu trabalho, auxiliados por novos colegas. Seus principais campos eram Bahia e Sergipe, onde atuou, além de Schneider e Blackford, o Rev. John Benjamin Kolb; Rio de Janeiro, que inaugurou seu templo em 1874, e Nova Friburgo, onde trabalhou o Rev. John M. Kyle; Paraná, cujos pioneiros foram Robert Lenington e George A. Landes; e especialmente São Paulo. Na capital paulista, o casal Chamberlain fundou em 1870 a Escola Americana, que mais tarde veio a ser o Mackenzie College, dirigido pelo educador Horace Manley Lane. No interior da província destacou-se o Rev. João Fernandes Dagama, português da Ilha da Madeira. No Rio Grande do Sul, trabalhou por algum tempo o Rev. Emanuel Vanorden, um judeu holandês.

Entre os novos pastores “nacionais” desse período estavam Eduardo Carlos Pereira, José Zacarias de Miranda, Manuel Antônio de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, João Ribeiro de Carvalho Braga e Caetano Nogueira Júnior. As duas igrejas norte-americanas também enviaram notáveis missionárias educadoras: Mary P. Dascomb, Elmira Kuhl, Nannie Henderson e Charlotte Kemper.


9. Identidade

A fé reformada tem uma série de características e ênfases que conferem aos presbiterianos uma identidade bem definida. Cinco áreas são especialmente importantes:


9.1. Doutrina

Os presbiterianos creem que uma teologia correta, equilibrada e bíblica é essencial para a vida do cristão. Todo crente, mesmo sem o saber, tem concepções teológicas e essas concepções irão influenciar todos os aspectos da sua vida cristã. Os reformados não valorizam a teologia pela teologia, mas como um instrumento para nos proporcionar um melhor conhecimento de Deus e do nosso relacionamento com ele.

·        O fundamento maior da fé reformada são as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, nossa única regra de fé e prática. Os documentos de Westminster (Confissão de Fé e Catecismos) não tem a mesma autoridade que a Bíblia. Eles são aceitos pelos presbiterianos como expressão histórica do seu entendimento da fé cristã e como um roteiro ou auxílio para o estudo das Escrituras.

·        A fé reformada abraça três categorias de doutrinas: (a) algumas delas são aceitas por todos os cristãos, como a trindade, o caráter divino-humano de Jesus Cristo, a sua ressurreição, sua morte expiatória, a segunda vinda, etc. – essencialmente, as verdades afirmadas pelos grandes concílios da igreja antiga, nos séculos IV e V; (b) outras doutrinas são as que temos em comum com as demais igrejas protestantes ou evangélicas: as Escrituras como única regra de fé e prática, a suficiência da obra redentora de Cristo, a salvação exclusivamente pela graça mediante a fé, o sacerdócio universal dos crentes, os sacramentos do batismo e da santa ceia, etc.; (c) finalmente, existem aquelas doutrinas e práticas mais específicas dos presbiterianos, como a ênfase na absoluta soberania de Deus, a consequente crença na eleição ou predestinação, o batismo por “aspersão” e o batismo infantil, e a forma de governo presbiterial.

·        Por causa da sua ênfase nas Escrituras e na boa teologia, os reformados têm dado grande valor à educação, tanto para as pessoas em geral, quanto para os seus pastores – os ministros da Palavra. Essa preocupação intelectual nunca deve ocorrer às expensas da vida espiritual (estudo + devoção).


9.2. Culto

O reconhecimento da soberania do Senhor e a preocupação com a sua glória devem ter reflexos sobre o culto, a expressão mais visível e central da vida coletiva da igreja. Calvino acentuou os seguintes princípios para o culto: integridade bíblica e teológica (lex orandi, lex credendi), equilíbrio entre estrutura/forma e essência, inteligibilidade, edificação, simplicidade (sem pompa, teatralismo), flexibilidade (por ex., frequência da Ceia do Senhor), participação congregacional (cânticos, salmos metrificados).

·        O objetivo principal do culto é exaltar e glorificar a Deus, e não agradar os participantes. Daí a necessidade de reverência. O culto também visa suprir necessidades legítimas da congregação. Disso decorre a importância da pregação no culto reformado. A pregação autêntica deve ser bíblica, doutrinária e prática, isto é, relacionada com a vida. O culto deve refletir um saudável equilíbrio entre intelecto e sentimento, mente e coração. Um belo exemplo desse equilíbrio foi a vida do pastor e teólogo reformado Jonathan Edwards (1703-1758).


9.3. Vida Comunitária

A identidade presbiteriana também deve manifestar-se na maneira como os irmãos vivem e se relacionam na comunidade da fé. Os reformados creem firmemente no sacerdócio de todos os fiéis, ou seja, todos os crentes são iguais em sua dignidade e direitos. Não existe distinção entre clero e leigos: todo crente é um ministro de Deus. Os ofícios instituídos na igreja (pastor, presbítero, diácono) visam apenas dar maior ordem e estabilidade ao trabalho e suprir necessidades nas áreas de liderança, assistência espiritual e beneficência.

·        O sistema presbiteriano é democrático e representativo. Todos os membros comungantes da igreja têm o direito e o dever de envolver-se nas atividades e decisões da comunidade, participando das assembleias, elegendo oficiais, contribuindo para o sustento da igreja e seus programas, servindo em diferentes áreas conforme os dons e capacidades de cada um. O conceito do pacto tem muitas implicações para a vida familiar e eclesial.

·        A tradição reformada também dá grande valor à participação do crente na comunidade mais ampla, a sociedade. Calvino, a partir das suas convicções teológicas e da sua experiência em Genebra, insistiu que o cristão deve viver responsavelmente no mundo, como cidadão, como profissional e em outras capacidades. Deus é o senhor de todas as coisas; portanto, todas as esferas da vida devem refletir os valores do seu reino.


9.4. Missão

Os presbiterianos reconhecem que Deus chama os seus filhos e filhas para uma missão junto à sociedade e ao mundo. Essa missão tem duas dimensões primordiais:

·        Evangelização: desde o princípio, os calvinistas tiveram uma forte preocupação missionária, primeiramente na Europa e mais tarde em outras partes do mundo. Foi graças a essa preocupação que nasceu a Igreja Presbiteriana do Brasil. No que diz respeito ao mundo, a missão maior da igreja é compartilhar o evangelho da graça e da glória de Deus com aqueles carentes de reconciliação, perdão e vida eterna. A crença na eleição não é um empecilho, mas um incentivo para a evangelização. Alguns dos maiores evangelistas e missionários do mundo foram calvinistas, como os pregadores ingleses George Whitefield (1714-1770) e Charles H. Spurgeon (1834-1892), o pioneiro das Novas Hébridas John Paton (1824-1907), a missionária em Calabar, África Ocidental, Mary Slessor (1848-1915) e o missionário aos muçulmanos Samuel M. Zwemer (1867-1952).

·        Serviço: Calvino e seus herdeiros sempre deram muita importância ao serviço cristão ou diaconia. Seguindo o exemplo de Cristo, o crente deve ser instrumento de Deus para ministrar a todos os tipos de necessidades humanas, ao ser humano integral: corpo, mente e espírito. Isso é tão importante que as igrejas reformadas têm uma classe de oficiais dedicados especificamente às atividades beneficentes: os diáconos. Todavia, o serviço cristão é dever de todo crente. Historicamente, os reformados têm se envolvido em muitas iniciativas de socorro aos sofredores e carentes, e têm se mobilizado para transformar situações de injustiça e opressão.


9.5. Ética

Uma outra área importante para a vida reformada diz respeito aos valores. O cristão é chamado para uma vida de santidade e integridade na sua relação com Deus, com a igreja e com a sociedade, naquilo que ele é e faz. Não se pode dissociar a ética pessoal da ética social. Se um crente não é íntegro individualmente, dificilmente poderá lutar pela justiça, honestidade e transparência na vida política, econômica e social do país. Esse é outro elemento importante para a identidade presbiteriana, em um mundo cada vez mais carente de padrões firmes e seguros. Mais uma vez, o fundamento de tudo está na soberania e na graça de Deus.


-------------------


Relações vedadas

A IPB não adere ao Ecumenismo e é contra qualquer contato ecumênico com religiões não cristãs, bem como com a Igreja Católica Apostólica Romana, e ramos cristãos fora do Protestantismo. A IPB apenas possui contatos ecumênicos com outras denominações reformadas, mas reconhece como irmãs a maioria das denominações evangélicas. Do mesmo modo não aceita relações intereclesiásticas com igrejas e organizações que defendam o Liberalismo Teológico ou casamento entre pessoas do mesmo sexo.[23]

Em 2010, a Igreja Presbiteriana do Brasil declarou que não reconhece como igrejas genuinamente evangélicas a Igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus. Em 2014 o mesmo foi declarado sobre a Igreja Verbo da Vida. No Supremo Concílio de 2022, a denominação também declarou não reconhecer como genuinamente evangélicas a Congregação Cristã no Brasil e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Desde então membros vindas de tais denominações devem ser recebidas na IPB por batismo e profissão de fé, tal como ocorre na conversão de não-evangélicos.[60][61][62]

Em 2018 o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil declarou que a Igreja Puritana Reformada no Brasil é uma denominação reformada, mas sectarista e divisionista, recomendando a todos os pastores e concílios que não estabelecessem nenhuma relação eclesiástica com esta denominação.[63]


-------------------


Missões

A Igreja Presbiteriana do Brasil possui diversas autarquias missionárias, destacam-se a Agência Presbiteriana de Missões Transculturais e Junta de Missões Nacionais. A Missão Evangélica Caiuá que trabalha entre indígenas também é um trabalho da IPB.


-------------------


Orientação Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

Fundador Rev. Ashbel Green Simonton

Origem 12 de janeiro de 1862 (160 anos)

Localização Rio de Janeiro, RJ,  Brasil


--------

--------

Por Alderi Souza de Matos

Fonte: www.mackenzie.br


ipb.org.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

2 Pedro 3:18

2 Pedro 3:18 "antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo"

Após falar que DEUS quer todos chegando ao *arrependimento*, vamos aprender com Pedro que sem *CONVERSÃO* não há vida eterna.
Sem atentar para a *Verdade, em obediência*, de nada será útil uma vida religiosa, pois precisamos estar atentos que teremos acerto de conta pelas nossas obras de *arrependimento* ou não.
Não há como entrar no céu sem *arrependimento* e isto pressupõe _mudança de mente, conversão genuína_.
Não cremos na *VIDA ETERNA*, pois se assim crêssemos, por ela viveríamos e de forma a *batalhar pela fé um dia entregue* aos salvos.
Sem arrependimento, sem *CONVERSÃO*, sem mudança de mente, sem transformação de vida... tudo acaba aqui.
_"Virá, entretanto, como ladrão, o *Dia do Senhor*, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade."_ 2 Pedro 3:10,11

PENSE!

PENSE!

Sabe por qual motivo estamos tão arraigados, ligados, grudados nesta existência que é como a erva do campo, que agora existe e daqui umas horas já não mais?

PORQUE não acreditamos de fato no REINO ETERNO, NO JUIZO FINAL, NA VIDA EM CRISTO, NA NEGAÇÃO DE NÓS MESMOS, NO FIM DE TODAS AS COISAS.

Se acreditássemos, viveríamos e pensaríamos nas coisas do ALTO, onde está nosso CRIADOR e nosso CRISTO.

Observei que a SANTA CEIA pouco nos atrai para a CASA DE DEUS, nem mesmo há sede da PALAVRA.

Como, pois falar de compromisso.

O planeta está em plena ebulição e amamos mais o caos do que a LUZ...

Amaram mais as trevas do que a LUZ.

A história apenas se repete e dentro em breve gritaremos para que soltem Barrabás.

E vamos novamente crucificar JESUS.

Seguimos de mal a pior.

Lucas 6:39

Lucas 6:39 "Pode, porventura, um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?"

Tenho visto que tratar bodes como ovelhas tem seu prejuízo.

Vendo pessoas alisando tais bodes, se por pena ou amizade, percebo que falta-lhes discernimento baseado na VERDADE.

Neste momento é que o salto no escuro de fato leva ao poço da perdição.

Cegos, neste sentido tem muito a ver com a mente profana, fechada para caminhos que levam à LUZ.

Vejamos que a parábola propõe queda de fato.

Abismos aguardam os cegos e aqueles que os ceguem.

Quando os bodes acabam sendo amados por nós da forma que estão, estamos dizendo a eles que de fato está bom da forma em que se encontram e assim jamais saberão que densas trevas os envolvem.

O susto maior é quando, de nosso SENHOR for ouvido: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante" (Lucas 6:46,47).

E mais, por não terem sido reconhecidos pela VERDADE: "Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas" (Lucas 6:44).

Alisar bodes é para incautos.

Amar ovelhas e ter o cuidado com quem de fato ajunta e não espalha, alguém que de fato é amado por DEUS.

A revelação do AMOR DIVINO não nos permite jamais passar a mão em anjos achando-os provenientes da LUZ ou parecidos com a LUZ.

Satanás sempre esteve neste universo espiritual tentando confundir os olhos dos despercebidos ou quem sabe, "bem intencionados".

Com cara de conservadorismo, acabam sendo levados ao inferno dando glórias a DEUS - no fundo são dos que saíram do nosso meio, mas nada tem de nós nem do nosso SENHOR.

Não alise as trevas.

Elas matam.

sábado, 6 de agosto de 2022

Lucas 12:20

Lucas 12:20 "Mas Deus lhe disse: Louco (tolo, sem razão), esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?"

Observei durante um tempo, chamando este de vida.

Observei gentes, indo e vindo, se enfeitando, retocando suas belezas, modelando seus corpos.

Observei tantos com tempo suficiente para academias, corridas, desafios na natureza.

Observei os povos gastando seu tempo em tudo, tudo que enchia seus olhos e coração, que realizava suas vontades e desejos.

Observei pais e mães dando à luz crianças, e alguns levando-as aos mais diversos cantos do planeta, de brinquedos e diversões às melhores escolas de formação.

Observei e descobri que DEUS não condena absolutamente nada disso, desde que tais atividades e desejos não conflitem com tempo e vontade dedicados à sua LEI e DEVOÇÃO.

Quando vejo DEUS dizendo aos jovens que aproveitem seus dias e que destes dias será pedido conta, vejo que nas linhas mais profundas da PALAVRA há uma chamada para a CONVERSÃO.

E porquê?

Desde o princípio está toda a criação à nossa disposição, mas em todo instante DEUS chamando o ser humano para "AMÁ-LO E BUSCÁ-LO DE TODO CORAÇÃO".

E desperdiçando este tempo tão precioso para dedicar ao SENHOR, de andar em seus caminhos, de obedecer seus mandamentos, de ter prazer na LEI DO SENHOR, de dedicar seu tempo em suas prioridades na meditação e obediência à LEI DIVINA, eis que a tentação da vaidade, hedonismo, narcisismo invadem a alma.

E aprendemos que sem estes pontos receberemos o adjetivo acima, que significa "tolo, louco" e tal adjetivação não emerge de bocas humanas comuns, mas dos lábios de DEUS.

Ou seja, observei que pouco se tem dedicado ao CRIADOR, e muito mais à criação - valoração totalmente equivocada, se porventura acreditamos em ETERNIDADE, em VIDA ETERNA, em um REINO DOS CÉUS.

Se não, de fato, se limitamos nossa existência a esta mera materialidade, bem, então continuemos assim, prevaricando, deixando para ver depois no que deu viver.

Lembro, de observar a PALAVRA, da parábola do rico e do Lázaro, em Lucas 16 e suas consequências.

Ter e viver jamais serão problemas, mas dirigir a vida ao SENHOR com prioridade, ah... como será bem-aventurado o que medita, vive e obedece a LEI DO SENHOR.

Desta observação e do mesmo texto, em sua complementação aprenderemos com clareza:

"Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus" (Luke 12:21)

"Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te" (Luke 12:19)

"Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança" (Luke 12:13).

"A seguir, dirigiu-se Jesus a seus discípulos, dizendo: Por isso, eu vos advirto: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir, porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes" (Luke 12:22-23).

Pensemos: qual a ênfase senão nesta existência, e a despreocupação com a ETERNIDADE.

"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem. Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência; porque do Senhor é a terra e a sua plenitude." (1 Coríntios 10:23-26)   

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Judas 1:3

Devocional do dia 04

Judas 1:3 "Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos"

Zona de conforto não é o lugar exato onde DEUS quer seus filhos.

Certamente o desenvolver a SALVAÇÃO está diretamente ligado a esta batalha pela fé, não apenas conceitualmente, mas pela sua razão de ser.

Ser sal e luz, reflexos DAQUELE que nos chamou para seu REINO, signifca que teremos muito trabalho a fazer, inclusive na preservação da COROA que nos está reservada.

Não podemos ser os vasos que recebem o CONTEÚDO DIVINO e o retém, de forma imatura e inconsequente.

Devemos perceber que batalhar requer esforços, multiplicação e dar frutos.

Devemos unir as forças como CORPO, a fim de alcançar o mundo em unidade e modelo de fiéis - lembremos que o FILHO DE DEUS reuniu um grupo que além de se desenvolver, batalhar, cresceu e multiplicou a semente preciosa da SALVAÇÃO, resultado da FÉ que lhes fora entregue um dia, e que chegou até nós - e ELE poderia resolver tudo sozinho.

A porta do inferno jamais prevalecerá, mas a nossa luta contra os principados e potestades é real e contínua.

Lendo Paulo aprendemos: "Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica; e que em nada estais intimidados pelos adversários. Pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus" (Filipenses 1:27-30).