GÁLATAS 5:24,25
E os que são de Cristo
Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos
no Espírito, andemos também no Espírito
O ser humano é bem
complicado mesmo. Gosta de legalismos infindos. Tem a liberdade dada por Jesus,
mas abre mão dela para buscar o jugo da Lei. E, neste contexto, Paulo vem
exortar os gálatas... e os chama de “insensatos” (3:1), lhes pergunta “se
foi pela Lei que receberam o Espírito ou por Cristo e sua Palavra” (3:2) e
completa dizendo que “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera
milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da
fé?” (3:5).
Onde reside a
insensatez? Tendo sido salvos pela Graça, cuja justiça vem de Cristo, agora
querem se justificar pela Lei, os famosos judaizantes penetrando no Corpo e
instigando os crentes a buscarem viver sob as obras da carne/Lei - Igrejas estão
voltando a Moisés.
Mostra-nos: “…Deus
enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que
estavam sob a lei…” (4:4b, 5a), “…porque vós sois filhos, enviou Deus ao
nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (4:6b).
Teimamos em “…sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez,
aos rudimentos…” (4:9). O que buscamos, afinal de contas?
Se Cristo é o
tabernáculo entre nós, o sacerdote e o sacrifício, o que mais precisamos?
Tornamos a sua presença aqui inutilizada, pois ficamos brincando de tocar
chofares, colocar arcas como amuletos, falar e desejar festejar as festas
judaicas que apontavam para Cristo. Estudar. Aprender é uma coisa, mas trazer
tais rudimentos é o que Paulo chamará de insensatez. A Lei deve apontar para o
pecado, e nos conduzir ao Senhor Jesus. Nada mais. Então, como os Gálatas,
cessemos de retornos inúteis e nos lancemos no que é útil para nossa fé.
Paulo ensina sobre
os frutos do Espírito (5:22), e traduza: “mas, se sois guiados pelo
Espírito, não estais sob a lei” (5:18) e “se vivemos no Espírito,
andemos também no Espírito” (5:25).
Gostamos deste legalismo por ser a vida de aparência, mas em nada poderá competir com a Graça, favor imerecido, que projeta todo mérito a Jesus.