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sábado, 19 de setembro de 2026

ATOS 23:11

 *ATOS 23:11*

_Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem!_


O livro de Atos dos Apóstolos, por meio do testemunho de Lucas - autor também do Evangelho que leva seu nome -, é uma obra-prima. Nele, vemos a caminhada de homens e mulheres de Deus que buscavam cumprir a “grande comissão”, levando por todos os cantos a mensagem de Jesus e sua salvação.


Surge, neste tempo, um apóstolo que tem um destaque especial pela forma como Jesus o chamou e, depois, o comissionou. Este era Paulo, que nasceu por volta do ano 5 a.C. e, no ano 67 d.C., foi martirizado e entregue à morte. É um dado importante para entendermos que ele não era um homem comum, mas alguém consciente de sua missão e propósito de vida. Somente alguém assim conseguiria resistir até o fim para “cumprir sua carreira”.


Em meio a cadeias, perseguições, acusações, defesas e tramas do mal, nosso Deus não o deixou órfão e a ele apareceu, dando-lhe uma palavra de encorajamento semelhante à que fizera a Moisés e Josué, que também tinham sua missão e deviam cumpri-la totalmente.


Deus chama! Deus vai junto! Deus garante a sua presença!


Este é o maior tesouro que alguém chamado por Ele pode receber: “Coragem!” - assim disse Deus.


Creia nesta palavra hoje e sirva ao Senhor até o fim.


Pastor Carlos Puck

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

JOÃO 10:9

JOÃO 10:9

Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem

A associação bíblica com aprisco e ovelhas, aponta para uma realidade de cuidado, dependência e socorro aos que saem de perto do Pastor.

Ela sintetiza a exclusividade da salvação, a segurança absoluta do crente e a verdadeira liberdade espiritual, em nítido contraste com o legalismo dos fariseus e a exploração dos falsos líderes religiosos da época. Inclusive dando o entendimento adequado sobre o ladrão, que nada tem a ver com as ovelhas, senão a sua destruição.

Para Calvino, a declaração “Eu sou a porta” estabelece que não há acesso legítimo a Deus ou à salvação senão por meio de Cristo. Matthew Henry explica que o ato de “entrar e sair” não denota instabilidade ou vagueação errante, mas sim liberdade santa, paz e direção contínua concedidas pelo Bom Pastor. Na cultura oriental, as ovelhas entravam no aprisco à noite para proteção e saíam de manhã para o pasto. Herman Bavinck argumenta que a soteriologia repousa na iniciativa divina. Cristo não é apenas um guia que aponta a porta; Ele é a própria infraestrutura da salvação.

Extraindo destas realidades tão profundas e relacionais com o Pastor que é a Porta, tomamos o Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor… Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto...


ATOS 12:5

ATOS 12:5

Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele

O cuidado cristão está profundamente conectado com o Céu. As pessoas a quem Pedro pregou, discipulou e com quem esteve junto agora marcam sua vida com a intercessão, tão necessária para os dias em que passamos por sérias tribulações. Este é um reflexo do amor entre as pessoas que foram chamadas por Deus para a salvação.

A crueldade dos ímpios era grande: "por aquele tempo, mandou o rei Herodes prender alguns da igreja para os maltratar, fazendo passar a fio de espada a Tiago, irmão de João" - e, "vendo ser isto agradável aos judeus, prosseguiu, prendendo também a Pedro..."

Quem levará algo que console e fortaleça? E quem está disposto a pagar o preço por amor ao próximo?

A oração gera milagre! Creia de todo o seu coração.

O que ocorreu quando todos oravam? "Porém, logo sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão; e, tocando ele o lado de Pedro, o despertou: Levanta-te depressa! Então, as cadeias caíram-lhe das mãos."

Eis as situações: “...fio de espada a Tiago... prendendo também a Pedro... sobreveio um anjo...

Propósito! É isso. Depois, reunidos, mesmo diante da dor pela morte de Tiago, eles agora têm seu líder solto.

Esta deve ser a palavra que nos conduz tanto nas perdas quanto nos milagres de preservação. Então, busquemos ao Senhor e tentemos perceber o propósito.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MATEUS 6:12

 

Mateus 6:12 - “e perdoa-nos... assim como nós temos perdoado”

 

A RAIZ DA AMARGURA corrói a alma quando alimentamos desculpas para guardar o rancor. Diante da petição de Mateus 6:12 - “e perdoa-nos... assim como nós temos perdoado” -, somos confrontados com a nossa incapacidade natural.

Como bem pontuou João Calvino, “o coração humano é uma fábrica perpétua de ídolos e dureza, um verdadeiro coração de pedra que resiste à graça e se apega ao ressentimento” (As Institutas da Religião Cristã (especificamente no Livro 1, Capítulo 11, Seção 8).

Nossa vã tendência é criar subterfúgios sociais para justificar a falta de perdão. Contudo, o remédio para essa dureza não reside em um esforço puramente humano ou moralista, mas na contemplação da obra de Cristo.

Como nos lembra Paulo em Filipenses 2, “Jesus esvaziou-se, assumindo a forma de servo até a morte de cruz”. Esta atitude não foi um mero impulso emocional, mas a suprema disposição redentora ordenada pelo Pai.

Tal disposição opera em nós não por mérito próprio, mas como fruto indispensável da união com Cristo e da habitação regeneradora do Espírito Santo. Quem foi alvo da graça soberana não pode guardar dívidas contra o próximo, pois compreende a imensidão da dívida que lhe foi perdoada.

Quando Jesus nos ensina a orar "não nos deixes cair em tentação" incluindo a si mesmo no pronome plural, Ele nos revela que a dependência da graça é diária e comunitária. O perdão horizontal é o reflexo inevitável do perdão vertical recebido.

Como ponderava Thomas Watson, "Não precisamos subir ao céu para ver se os nossos pecados estão perdoados: olhemos para os nossos corações e vejamos se conseguimos perdoar aos outros" – (The Lord’s Prayer)

Portanto, tratar a amargura exige abandonar a hipocrisia das aparências e buscar a comunhão secreta com o Pai. É no oculto do nosso quarto, em quebrantamento diante da santidade divina, que a nossa soberba é quebrada.

A verdadeira piedade não floresce da ostentação, mas na contrição silenciosa onde reconhecemos que somos miseráveis pecadores salvos unicamente pela misericórdia.

Quando experimentamos esse galardão íntimo, o rancor perde o seu domínio sobre nós, e perdoar deixa de ser um fardo insuportável para se tornar a marca evidente de que pertencemos, de fato, à família de Deus. Vá para teu quarto escuro e com teu Pai, em secreto, aprenda perdoar.

 

Pastor Carlos Puck

 

DEUTERONÔMIO 31:7

DEUTERONÔMIO 31:7 

Chamou Moisés a Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: Sê forte e corajoso; porque, com este povo, entrarás na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais; e tu os farás herdá-la

Este é um capítulo que poderia ser um marco na vida de Moisés, de Josué e dos sacerdotes.

Trata da memória da Aliança, de uma prescrição divina sob mandamento e de um estímulo claro aos sucessores de Moisés.

Mas, quando Moisés fala a Josué sobre ser forte e corajoso, não se trata apenas de um discurso motivacional contra os inimigos e as nações a serem conquistadas.

Lendo todo o capítulo, veremos que Deus, em sua onisciência, diz que o povo o abandonaria, que seguiria outros deuses e que teria o rosto de Deus virado contra si por esta razão.

Deus fala da "dura cerviz", mesmo reunindo toda a congregação de Israel para ouvir a Lei, e esse mesmo público ouve que seu comportamento será reprovado: "deixará e anulará a Aliança" (v. 16), vindo em seguida o anúncio que deveria gerar tremor e temor: "Nesse dia, a minha ira se acenderá contra ele; desampará-lo-ei e dele esconderei o rosto, para que seja devorado; e tantos males e angústias o alcançarão" (v. 17).

Isso nos prova que a ação soberana do Senhor age de forma justa e reta.

Ele poderia inibir o povo deste mal, mas agiu como fez com Adão, apontando o caminho e entregando-o ao exercício de sua vontade pessoal.

Paulo ratificará em Romanos que "Deus entrega o homem a uma disposição mental" reprovável, sob a qual se manifesta a sua ira.

Chamamos isso de "zelo". Deveríamos temer seguir o nosso próprio coração, mas é nesta sala de aula que entenderemos a necessidade da "justificação pela fé em Cristo", pois continuamos a desobedecer a cada dia.

E o recurso vem da voz de Jesus, que ensina que "haverá mais tolerância para com Sodoma e Gomorra no dia do juízo do que para com aquela geração" má e corrupta.

Deus nos quer inteiramente para Ele, amando-o "com toda a alma, força e entendimento".

Que tenhamos zelo pela presença do Senhor, o mesmo que estava à porta da tenda da congregação e que hoje está à porta do nosso coração. Não devemos abrir mão do sacrifício de Cristo, desprezando-o e trocando uma vida santa por uma vida de pecados.

Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

Josué termina seu livro com uma afirmação que explica tudo: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor".

Eis uma escolha. Qual será a nossa?

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

GENESIS 2:7

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente." (Gênesis 2:7).

O Pó da terra, matéria criada, com toda sua fragilidade e dependência de sua origem, Deus. Quando do sopro, transmissibilidade da vida sobre o pó em formação, alma vivente do ex nihilo, existência agora com propósito, integrado com o superior plano, Deus, em sua natureza transmitida, parte que brota do Senhor, e não da obra criada, pó.

João Calvino, em sua obra As Institutas da Religião Cristã (Livro I, Capítulo 15), ao tratar da criação do homem:

"A alma é uma essência incorpórea, contudo é uma verdadeira criatura; não é uma partícula da essência divina, mas uma centelha de vida criada por Deus a partir do nada, alojada no vaso de barro que é o corpo."

Se o espírito torna a Deus que o deu (Eclesiastes 12:7), concluímos que o corpo, ente passageiro originado do pó da terra, atua como o vaso que temporariamente contém a respiração e a ordenação de Divina. Soprar é muito mais que exalar sobre; é conferir propósito, força e existência racional.

Neste ato criativo, o sopro passa a ser a dignidade estrutural dada ao homem. Teimamos em dar valor excessivo ao visível e tangível, esquecendo-nos de que a nossa subsistência depende inteiramente da sustentação do Criador. Como destaca Herman Bavinck em sua Dogmática Reformada:

"O homem não é apenas um agregado de matéria e espírito; ele é uma unidade psicossomática criada para a comunhão com Deus. A morte não aniquila o homem, mas separa o receptáculo terreno da sua respiração espiritual, devolvendo cada parte à sua devida origem até o dia da redenção física."

É fascinante notar a tipologia bíblica: o primeiro Adão, formado do pó da terra, cedeu ao pecado e introduziu a morte. Mas, como argumentou o teólogo puritano John Owen ao discorrer sobre a encarnação e a obra de Cristo:

"O Filho de Deus tomou sobre si a verdadeira carne humana, gerada da estirpe de Davi, sujeitando-se às debilidades do pó para que, como o segundo Adão, pudesse resgatar tanto a alma quanto o corpo da corrupção."

A ressurreição de Cristo desmonta o triunfo absoluto da matéria morta. Ela exalta a soberania da criação sobre a sepultura. Quando Jesus ressuscita em carne glorificada, o próprio pó ganha significado eterno; o corpo físico não é descartado gnósticamente, mas redimido para a comunhão eterna com o Criador - pó e fôlego unidos na pessoa do homem glorificado.

Por que Deus insiste em resgatar e redimir aquilo que foi maculado pelo pecado? Porque a Sua graça é soberana e irrecusável em seus desígnios de adoção. Deus não despreza as obras de suas mãos. O valor da matéria reside na dignidade que o Criador lhe conferiu, e a alma encontra seu repouso somente quando reconciliada por meio de Cristo. Sem Deus, o ser humano é espiritualmente morto.

Agostinho de Hipona (As Confissões, Livro I, Capítulo 1, Parágrafo 1)disse:

"Fizeste-nos para ti, e o nosso coração estará inquieto enquanto não descansar em ti."

Diante da transitoriedade da vida e da vã ilusão de acumular tesouros passageiros, as Escrituras nos lembram da soberania final de Deus sobre a história:

"Pela mesma Palavra, os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o Dia do juízo e para a destruição dos ímpios" (2 Pedro 3:7).

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar" (Mateus 24:35).

"Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça" (2 Pedro 3:13).

A ampulheta do tempo se esvai, conduzindo o corpo de volta ao seu elemento natural, a terra. Mas a esperança da fé fundamenta-se no criacionismo bíblico, na soberania absoluta de Deus e na eficácia da cruz de Cristo.

A eternidade não é um conceito abstrato, mas a concretização da promessa de que habitaremos para sempre na presença d'Aquele que é o Autor e o Consumador da nossa fé.


SALMO 23:5

SALMO 23:5 

Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda


A Teologia carrega em sua interpretação a necessidade de contextos exatos em que o texto fora escrito, dedicando tempo sobre autor, data, tipos, etc.

Mas o grande lance da pregação e estudo emerge da aplicação, pois sem esta a fala fica distante do auditório.

E é nesta questão que amo a Palavra inspirada pelo Espírito Santo e a própria instrução deste sobre a mente que Ele leva cativa sob suas mãos.

"Preparas" me joga na total dependência dele enquanto Deus presente e consolador, sinônimo deste derramado de óleo que marca a vida de quem ele mesmo socorre e busca. Tal preparo está além do trato curativo, mas transcende à humanidade quando aprendemos que "devemos nos encher do Espírito".

Só pode derramar, de forma que não seja lançado de forma irreverente aquele servo e filho cuja unção, este derramar, encher toma conta.

Adversários, oi adversidades, ou nossa dureza de coração, ou mesmo a plena confiança no Pastor, sim, está que revelará em que nível da "taça" que somos nós o óleo, a unção estará.

Lembrando de outro Salmo que nos remete à leitura "desce pela barba, a barba de Arão".

A mesa preparada com o cálice transbordante me faz pensar na Graça que devo comunicar aos que me cercam, o ser testemunha do Sangue de Cristo lançado sobre a humanidade, o Amor que refaz a comunhão como Céu, o paraíso abandonado pelo meu pecado.

Mesa e cálice, muito próximo do último encontro do Senhor com os seus, quando reparte pão e cálice.

Ao cantarem o hino, muito devem ter se emocionado, mas em expressão de satisfação de dever cumprido e sequenciar a missão do Mestre e Salvador.

Eis-nos à Mesa.

Transbordemos ao nos enchermos do Espírito, no orar sem cessar e na gratidão por tão grande Salvação.

Não sejamos nós os nossos próprios inimigos, que ouvem e não praticam a Palavra.

MATEUS 6:12

 

MATEUS 6:12

...e perdoa-nos...assim como nós temos perdoado...

Como tratar a raiz da amargura? Partindo desta pergunta, é útil meditarmos em algumas questões importantes na Palavra.

Criamos muitos conceitos. Muitos. Muitas expressões, com cara de desculpa. Etc. Mas uma só é a razão de perdoarmos ou não: coração de pedra, que é a razão bíblica, por exemplo, para o divórcio, segundo a bíblia.

Coração de pedra é dura cerviz são expressões para nós apresentar a nós mesmos, sobre nossa natureza.

No meio dos conceitos, entra Jesus, de forma clara: "deixa sua glória, esvazia-se, fica parecido com a gente, entrega-se à vergonha e humilhação, e chega até a cruz" (filipenses 2), que é quando Paulo dirá "tenham o mesmo sentimento que Cristo teve" - a isto chamamos de disposição para... Sem disposição, Jesus jamais viria. E não é uma disposição natural, mas um produto de quem se enche do Espírito, busca a vontade de Deus e sabe que é um filho eleito. Disposição não deixa opções, mas convicções para se obedecer.

Some-se a isto, a palavra ainda mais direta, quando se pergunta a Jesus: "se perdoar será perdoado, se não, não será".

A graça dada é a mesma que temos que praticar. Senão banalizamos esta ação do Céu e a vendemos condicionadas às aparências - é fruta estragada.

E por isso Ele dirá na oração: "não nos deixe cair em tentação", e neste ensino, usa pronome que o inclui - "nos".

Se queremos andar com e como Cristo, tratando de perdão, então deveremos passar por este caminho, que nada mais é que um desenho tracejado que devemos preencher para cumprirmos o nosso papel de filhos de Deus.

Nisto entenderemos que esta ação da Graça em nós começa num encontro interior e íntimo, longe de tudo e de todos, como disse Jesus: "tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" (6:6) - define galardão.

O resto é hipocrisia e falso cristianismo (6:5).

domingo, 6 de setembro de 2026

LUCAS 8:13

LUCAS 8:13

A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam.

Os tipos humanos estão bem representados na parábola que Jesus propõe, referindo-se à mensagem que lhes era pregada. Ao compará-la com uma semente, o Senhor aborda os destinatários quanto ao destino de cada um e às consequências da rejeição.

Empolgação talvez seja a palavra perfeita para este tipo de coração. Na atual cultura que prioriza o espetáculo e a autossatisfação, empolgar o público com um aparente fervor de curas e facilidades revela quanto tempo durará a fé de muitos.

Tem sido cômodo viver segundo nossos desejos. Ter um deus que apenas mime e satisfaça nossos caprichos, em detrimento do arrependimento genuíno e de uma vida em santidade, parece atraente.

Sou favorável ao crescimento exponencial da comunidade de fé e nada tenho contra grandes congregações, afinal, o Espírito Santo ultrapassa qualquer limite conceitual humano.

No entanto, cabe o questionamento: onde estão todos os que creram? Quanto tempo durou essa semente e que tipo de fruto ela realmente gerou?

Viver para Cristo é o grande desafio de nosso tempo, e negarmos a nós mesmos acentua este chamado.

Por isso, devemos rever que tipo de solo somos.


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

LUCAS 21:27

 LUCAS 21:27

Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória


O dia que nunca nasceu. Este será o dia em que todos passarão pelo grande abalar das emoções, da alma e do corpo, quando nada mais se poderá fazer, senão receber as palavras de "separação do joio e do trigo".


A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem…” (Hb 11:1) e é nesta expectação que dorme a humanidade, de não ver – ainda – mas que verá certamente. E todo este enigmático dia não é um simples tremor de terra, um vendaval, um furacão, ou os eclipses... estes são apenas sinais: o que está por vir é um terror qual jamais houve na Terra.


Nas palavras do Bom Pastor, para quem está mergulhado neste mundo de sinais, a palavra é “exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (v.28). Mas para aqueles que sequer creem ou no mínimo acreditam, que dia terrível será – “homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo” (v.26).


O que Jesus disse: “sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?” (Mt 16:3).

Lendo as Sagradas Escrituras, extraí a porção preciosa com promessa no hoje e no amanhã: “crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa…” (At 16:31). 


Ele vem. Prometeu. Está às portas. Você crê?


Carlos Puck