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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MATEUS 6:12

 

Mateus 6:12 - “e perdoa-nos... assim como nós temos perdoado”

 

A RAIZ DA AMARGURA corrói a alma quando alimentamos desculpas para guardar o rancor. Diante da petição de Mateus 6:12 - “e perdoa-nos... assim como nós temos perdoado” -, somos confrontados com a nossa incapacidade natural.

Como bem pontuou João Calvino, “o coração humano é uma fábrica perpétua de ídolos e dureza, um verdadeiro coração de pedra que resiste à graça e se apega ao ressentimento” (As Institutas da Religião Cristã (especificamente no Livro 1, Capítulo 11, Seção 8).

Nossa vã tendência é criar subterfúgios sociais para justificar a falta de perdão. Contudo, o remédio para essa dureza não reside em um esforço puramente humano ou moralista, mas na contemplação da obra de Cristo.

Como nos lembra Paulo em Filipenses 2, “Jesus esvaziou-se, assumindo a forma de servo até a morte de cruz”. Esta atitude não foi um mero impulso emocional, mas a suprema disposição redentora ordenada pelo Pai.

Tal disposição opera em nós não por mérito próprio, mas como fruto indispensável da união com Cristo e da habitação regeneradora do Espírito Santo. Quem foi alvo da graça soberana não pode guardar dívidas contra o próximo, pois compreende a imensidão da dívida que lhe foi perdoada.

Quando Jesus nos ensina a orar "não nos deixes cair em tentação" incluindo a si mesmo no pronome plural, Ele nos revela que a dependência da graça é diária e comunitária. O perdão horizontal é o reflexo inevitável do perdão vertical recebido.

Como ponderava Thomas Watson, "Não precisamos subir ao céu para ver se os nossos pecados estão perdoados: olhemos para os nossos corações e vejamos se conseguimos perdoar aos outros" – (The Lord’s Prayer)

Portanto, tratar a amargura exige abandonar a hipocrisia das aparências e buscar a comunhão secreta com o Pai. É no oculto do nosso quarto, em quebrantamento diante da santidade divina, que a nossa soberba é quebrada.

A verdadeira piedade não floresce da ostentação, mas na contrição silenciosa onde reconhecemos que somos miseráveis pecadores salvos unicamente pela misericórdia.

Quando experimentamos esse galardão íntimo, o rancor perde o seu domínio sobre nós, e perdoar deixa de ser um fardo insuportável para se tornar a marca evidente de que pertencemos, de fato, à família de Deus. Vá para teu quarto escuro e com teu Pai, em secreto, aprenda perdoar.

 

Pastor Carlos Puck

 

DEUTERONÔMIO 31:7

DEUTERONÔMIO 31:7 

Chamou Moisés a Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: Sê forte e corajoso; porque, com este povo, entrarás na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais; e tu os farás herdá-la

Este é um capítulo que poderia ser um marco na vida de Moisés, de Josué e dos sacerdotes.

Trata da memória da Aliança, de uma prescrição divina sob mandamento e de um estímulo claro aos sucessores de Moisés.

Mas, quando Moisés fala a Josué sobre ser forte e corajoso, não se trata apenas de um discurso motivacional contra os inimigos e as nações a serem conquistadas.

Lendo todo o capítulo, veremos que Deus, em sua onisciência, diz que o povo o abandonaria, que seguiria outros deuses e que teria o rosto de Deus virado contra si por esta razão.

Deus fala da "dura cerviz", mesmo reunindo toda a congregação de Israel para ouvir a Lei, e esse mesmo público ouve que seu comportamento será reprovado: "deixará e anulará a Aliança" (v. 16), vindo em seguida o anúncio que deveria gerar tremor e temor: "Nesse dia, a minha ira se acenderá contra ele; desampará-lo-ei e dele esconderei o rosto, para que seja devorado; e tantos males e angústias o alcançarão" (v. 17).

Isso nos prova que a ação soberana do Senhor age de forma justa e reta.

Ele poderia inibir o povo deste mal, mas agiu como fez com Adão, apontando o caminho e entregando-o ao exercício de sua vontade pessoal.

Paulo ratificará em Romanos que "Deus entrega o homem a uma disposição mental" reprovável, sob a qual se manifesta a sua ira.

Chamamos isso de "zelo". Deveríamos temer seguir o nosso próprio coração, mas é nesta sala de aula que entenderemos a necessidade da "justificação pela fé em Cristo", pois continuamos a desobedecer a cada dia.

E o recurso vem da voz de Jesus, que ensina que "haverá mais tolerância para com Sodoma e Gomorra no dia do juízo do que para com aquela geração" má e corrupta.

Deus nos quer inteiramente para Ele, amando-o "com toda a alma, força e entendimento".

Que tenhamos zelo pela presença do Senhor, o mesmo que estava à porta da tenda da congregação e que hoje está à porta do nosso coração. Não devemos abrir mão do sacrifício de Cristo, desprezando-o e trocando uma vida santa por uma vida de pecados.

Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

Josué termina seu livro com uma afirmação que explica tudo: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor".

Eis uma escolha. Qual será a nossa?

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

GENESIS 2:7

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente." (Gênesis 2:7).

O Pó da terra, matéria criada, com toda sua fragilidade e dependência de sua origem, Deus. Quando do sopro, transmissibilidade da vida sobre o pó em formação, alma vivente do ex nihilo, existência agora com propósito, integrado com o superior plano, Deus, em sua natureza transmitida, parte que brota do Senhor, e não da obra criada, pó.

João Calvino, em sua obra As Institutas da Religião Cristã (Livro I, Capítulo 15), ao tratar da criação do homem:

"A alma é uma essência incorpórea, contudo é uma verdadeira criatura; não é uma partícula da essência divina, mas uma centelha de vida criada por Deus a partir do nada, alojada no vaso de barro que é o corpo."

Se o espírito torna a Deus que o deu (Eclesiastes 12:7), concluímos que o corpo, ente passageiro originado do pó da terra, atua como o vaso que temporariamente contém a respiração e a ordenação de Divina. Soprar é muito mais que exalar sobre; é conferir propósito, força e existência racional.

Neste ato criativo, o sopro passa a ser a dignidade estrutural dada ao homem. Teimamos em dar valor excessivo ao visível e tangível, esquecendo-nos de que a nossa subsistência depende inteiramente da sustentação do Criador. Como destaca Herman Bavinck em sua Dogmática Reformada:

"O homem não é apenas um agregado de matéria e espírito; ele é uma unidade psicossomática criada para a comunhão com Deus. A morte não aniquila o homem, mas separa o receptáculo terreno da sua respiração espiritual, devolvendo cada parte à sua devida origem até o dia da redenção física."

É fascinante notar a tipologia bíblica: o primeiro Adão, formado do pó da terra, cedeu ao pecado e introduziu a morte. Mas, como argumentou o teólogo puritano John Owen ao discorrer sobre a encarnação e a obra de Cristo:

"O Filho de Deus tomou sobre si a verdadeira carne humana, gerada da estirpe de Davi, sujeitando-se às debilidades do pó para que, como o segundo Adão, pudesse resgatar tanto a alma quanto o corpo da corrupção."

A ressurreição de Cristo desmonta o triunfo absoluto da matéria morta. Ela exalta a soberania da criação sobre a sepultura. Quando Jesus ressuscita em carne glorificada, o próprio pó ganha significado eterno; o corpo físico não é descartado gnósticamente, mas redimido para a comunhão eterna com o Criador - pó e fôlego unidos na pessoa do homem glorificado.

Por que Deus insiste em resgatar e redimir aquilo que foi maculado pelo pecado? Porque a Sua graça é soberana e irrecusável em seus desígnios de adoção. Deus não despreza as obras de suas mãos. O valor da matéria reside na dignidade que o Criador lhe conferiu, e a alma encontra seu repouso somente quando reconciliada por meio de Cristo. Sem Deus, o ser humano é espiritualmente morto.

Agostinho de Hipona (As Confissões, Livro I, Capítulo 1, Parágrafo 1)disse:

"Fizeste-nos para ti, e o nosso coração estará inquieto enquanto não descansar em ti."

Diante da transitoriedade da vida e da vã ilusão de acumular tesouros passageiros, as Escrituras nos lembram da soberania final de Deus sobre a história:

"Pela mesma Palavra, os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o Dia do juízo e para a destruição dos ímpios" (2 Pedro 3:7).

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar" (Mateus 24:35).

"Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça" (2 Pedro 3:13).

A ampulheta do tempo se esvai, conduzindo o corpo de volta ao seu elemento natural, a terra. Mas a esperança da fé fundamenta-se no criacionismo bíblico, na soberania absoluta de Deus e na eficácia da cruz de Cristo.

A eternidade não é um conceito abstrato, mas a concretização da promessa de que habitaremos para sempre na presença d'Aquele que é o Autor e o Consumador da nossa fé.


SALMO 23:5

SALMO 23:5 

Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda


A Teologia carrega em sua interpretação a necessidade de contextos exatos em que o texto fora escrito, dedicando tempo sobre autor, data, tipos, etc.

Mas o grande lance da pregação e estudo emerge da aplicação, pois sem esta a fala fica distante do auditório.

E é nesta questão que amo a Palavra inspirada pelo Espírito Santo e a própria instrução deste sobre a mente que Ele leva cativa sob suas mãos.

"Preparas" me joga na total dependência dele enquanto Deus presente e consolador, sinônimo deste derramado de óleo que marca a vida de quem ele mesmo socorre e busca. Tal preparo está além do trato curativo, mas transcende à humanidade quando aprendemos que "devemos nos encher do Espírito".

Só pode derramar, de forma que não seja lançado de forma irreverente aquele servo e filho cuja unção, este derramar, encher toma conta.

Adversários, oi adversidades, ou nossa dureza de coração, ou mesmo a plena confiança no Pastor, sim, está que revelará em que nível da "taça" que somos nós o óleo, a unção estará.

Lembrando de outro Salmo que nos remete à leitura "desce pela barba, a barba de Arão".

A mesa preparada com o cálice transbordante me faz pensar na Graça que devo comunicar aos que me cercam, o ser testemunha do Sangue de Cristo lançado sobre a humanidade, o Amor que refaz a comunhão como Céu, o paraíso abandonado pelo meu pecado.

Mesa e cálice, muito próximo do último encontro do Senhor com os seus, quando reparte pão e cálice.

Ao cantarem o hino, muito devem ter se emocionado, mas em expressão de satisfação de dever cumprido e sequenciar a missão do Mestre e Salvador.

Eis-nos à Mesa.

Transbordemos ao nos enchermos do Espírito, no orar sem cessar e na gratidão por tão grande Salvação.

Não sejamos nós os nossos próprios inimigos, que ouvem e não praticam a Palavra.

MATEUS 6:12

 

MATEUS 6:12

...e perdoa-nos...assim como nós temos perdoado...

Como tratar a raiz da amargura? Partindo desta pergunta, é útil meditarmos em algumas questões importantes na Palavra.

Criamos muitos conceitos. Muitos. Muitas expressões, com cara de desculpa. Etc. Mas uma só é a razão de perdoarmos ou não: coração de pedra, que é a razão bíblica, por exemplo, para o divórcio, segundo a bíblia.

Coração de pedra é dura cerviz são expressões para nós apresentar a nós mesmos, sobre nossa natureza.

No meio dos conceitos, entra Jesus, de forma clara: "deixa sua glória, esvazia-se, fica parecido com a gente, entrega-se à vergonha e humilhação, e chega até a cruz" (filipenses 2), que é quando Paulo dirá "tenham o mesmo sentimento que Cristo teve" - a isto chamamos de disposição para... Sem disposição, Jesus jamais viria. E não é uma disposição natural, mas um produto de quem se enche do Espírito, busca a vontade de Deus e sabe que é um filho eleito. Disposição não deixa opções, mas convicções para se obedecer.

Some-se a isto, a palavra ainda mais direta, quando se pergunta a Jesus: "se perdoar será perdoado, se não, não será".

A graça dada é a mesma que temos que praticar. Senão banalizamos esta ação do Céu e a vendemos condicionadas às aparências - é fruta estragada.

E por isso Ele dirá na oração: "não nos deixe cair em tentação", e neste ensino, usa pronome que o inclui - "nos".

Se queremos andar com e como Cristo, tratando de perdão, então deveremos passar por este caminho, que nada mais é que um desenho tracejado que devemos preencher para cumprirmos o nosso papel de filhos de Deus.

Nisto entenderemos que esta ação da Graça em nós começa num encontro interior e íntimo, longe de tudo e de todos, como disse Jesus: "tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" (6:6) - define galardão.

O resto é hipocrisia e falso cristianismo (6:5).

domingo, 6 de setembro de 2026

LUCAS 8:13

LUCAS 8:13

A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam.

Os tipos humanos estão bem representados na parábola que Jesus propõe, referindo-se à mensagem que lhes era pregada. Ao compará-la com uma semente, o Senhor aborda os destinatários quanto ao destino de cada um e às consequências da rejeição.

Empolgação talvez seja a palavra perfeita para este tipo de coração. Na atual cultura que prioriza o espetáculo e a autossatisfação, empolgar o público com um aparente fervor de curas e facilidades revela quanto tempo durará a fé de muitos.

Tem sido cômodo viver segundo nossos desejos. Ter um deus que apenas mime e satisfaça nossos caprichos, em detrimento do arrependimento genuíno e de uma vida em santidade, parece atraente.

Sou favorável ao crescimento exponencial da comunidade de fé e nada tenho contra grandes congregações, afinal, o Espírito Santo ultrapassa qualquer limite conceitual humano.

No entanto, cabe o questionamento: onde estão todos os que creram? Quanto tempo durou essa semente e que tipo de fruto ela realmente gerou?

Viver para Cristo é o grande desafio de nosso tempo, e negarmos a nós mesmos acentua este chamado.

Por isso, devemos rever que tipo de solo somos.


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

LUCAS 21:27

 LUCAS 21:27

Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória


O dia que nunca nasceu. Este será o dia em que todos passarão pelo grande abalar das emoções, da alma e do corpo, quando nada mais se poderá fazer, senão receber as palavras de "separação do joio e do trigo".


A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem…” (Hb 11:1) e é nesta expectação que dorme a humanidade, de não ver – ainda – mas que verá certamente. E todo este enigmático dia não é um simples tremor de terra, um vendaval, um furacão, ou os eclipses... estes são apenas sinais: o que está por vir é um terror qual jamais houve na Terra.


Nas palavras do Bom Pastor, para quem está mergulhado neste mundo de sinais, a palavra é “exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (v.28). Mas para aqueles que sequer creem ou no mínimo acreditam, que dia terrível será – “homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo” (v.26).


O que Jesus disse: “sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?” (Mt 16:3).

Lendo as Sagradas Escrituras, extraí a porção preciosa com promessa no hoje e no amanhã: “crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa…” (At 16:31). 


Ele vem. Prometeu. Está às portas. Você crê?


Carlos Puck

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

SALMO 141:8

Salmo 141:8 - “Pois em ti, Senhor Deus, estão fitos os meus olhos: em ti confio; não desampares a minha alma.”

 Ao longo da história bíblica, incontáveis profetas e fiéis enfrentaram tribulações complexas. Diante das tempestades, restavam duas escolhas cruciais: fixar o olhar no temporal e afundar, ou erguer os olhos para o Alto e caminhar pela fé. Os salmistas registraram textos profundos sobre essa luta humana. Em angústia avassaladora, o salmista questionou se “Deus o esqueceria”. Na cruz, o próprio Filho de Deus clamou em alta voz sobre “o desamparo”, recordando a verdade pedagógica de que “neste mundo haverá aflições”.

As Escrituras, contudo, nunca nos deixam abandonados à própria sorte, oferecendo respostas consoladoras e revelando a inabalável presença divina. Os textos que expõem a fragilidade humana trazem declarações de confiança absoluta. Após o lamento sincero, o Salmo 13 traz um bálsamo de confiança na graça divina. O Salmo 40 relata a espera confiante pelo Senhor, que se inclinou para ouvir o clamor. Já o Salmo 27 proclama com coragem indomável que o Senhor é a luz e a salvação, eliminando qualquer motivo para o medo.

Essa firme postura espiritual transcende a mera poesia motivacional ou o otimismo passageiro. Trata-se de ORAÇÕES PROFUNDAS ANCORADAS NA FONTE INESGOTÁVEL DE PAZ E REFÚGIO SEGURO. Ao direcionarmos o foco para o Senhor, compreendemos que Ele conhece detalhadamente cada lágrima derramada no secreto da alma.

Mesmo atravessando desertos áridos e solitários ou enfrentando “getsêmanis” dolorosos, jamais ceda ao pânico paralisante. Persista em crer e descansar sob a SUBLIME GRAÇA DIVINA. Quando o peso das circunstâncias tentar desviar o alvo celestial, declare com fé inabalável que os olhos estão fitos no Senhor Deus, pois NELE se acha refúgio eterno.

A trajetória da fé cristã demonstra que a dor e a esperança caminham lado a lado no coração humano. As crises existenciais não invalidam a promessa do socorro divino; pelo contrário, criam o cenário perfeito para a manifestação da graça. Cada lágrima derramada no secreto é vista por Deus, que inclina os ouvidos ao clamor dos aflitos. Quando o crente aprende a desviar o foco do problema para redirecioná-lo ao Criador, a perspectiva muda drasticamente. O peso do fardo cede lugar à certeza da presença invisível, porém atuante, que sustenta os passos mais trôpegos. A PALAVRA permanece como âncora inegociável nos dias maus, transformando o pranto em cânticos de louvor e renovando a coragem para prosseguir avante até a consumação dos tempos.

Pastor Carlos Puck

 


sábado, 29 de agosto de 2026

3 JOÃO 1:11

 3 JOÃO 1:11

"Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus."

Após uma pregação muito pertinente e abençoada por um irmão e amigo, não poderia deixar de passá-la adiante.

Fomos chamados para abençoar, cuidar e acolher, e no presente capítulo aparecem pessoas, três nomes, que mostram perfis de gente que está inserida na igreja do Senhor.

E este verso específico nos conecta com a mímese, com a imitabilidade de Cristo, e soma conexões com versos que nos ensinam sobre frutos, comunhão, cuidado de uns para com os outros, bem como com dons de hospitalidade e amor ao próximo.

Sem estes atributos, estaremos em uma imitação do que não passa pela Palavra de Deus e seremos pedra de tropeço para muitos.

E, como imitadores de nosso Senhor, observando os traços básicos do caráter cristão, temos que dar a primeira cadeira a Jesus, esta primazia que é exclusiva Dele, inclusive como pauta para nossas ações.

Se quisermos negar as ações da Palavra, devemos deixar o Corpo de Cristo, pois este local é palco para os santos, para os agentes do bem e do amor, e não para pessoas que trazem na sua bagagem males como desafetos, mentiras, incompreensão e desejos que sequer estão nos ensinos de nosso Mestre.

Ou a Verdade nos transforma, e agimos como novas criaturas, como membros do Corpo e uns dos outros, ou nosso deus será o diabo.

A beleza conclusiva do verso: "aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus". Assim seja. Assim sejamos.


Pregação Origem da meditação: pr francisco, curitiba, pr