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terça-feira, 28 de julho de 2026

SALMO 111:1

SALMO 111:1

Aleluia! De todo o coração renderei graças ao Senhor, na companhia dos justos e na assembleia.

Notáveis são as obras do Senhor. Não há palavras que possam descrever sua grandeza e seu poder, ainda mais quando podemos recorrer a Ele em nossos mais tempestuosos momentos.

Quem sabe o tamanho do mar e tem contada cada gota que o compõe é o próprio DEUS, assim como é capaz de pegar uma talha de água e mudá-la e vinho; Quem sabe possamos perceber o Senhor num mar que se abra à nossa frente ou de uma pedra que gera água no meio do deserto.

Este Salmo se abre com alegria poética, exalando ações de graças por quem Ele é e pelo que Ele faz.

Ser ou não ser grato é opção de cada um, porém, como diz “entre os justos” ou “aos retos fica bem louvá-lo” - em união, para quem gosta dos seus isolamentos distantes do povo de DEUS - agradecer a DEUS é para os seus. O ajuntamento alegra a DEUS e fortalece os irmãos, os seus eleitos.

Olhar para DEUS no correr do Salmo é perceber a riqueza de sua Palavra, que nos é como manjar, uma refeição especial que sacia toda nossa fome.

Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” - pois esta sempre será vontade de DEUS - um povo grato, unânime em voz para lhe oferecer cantos de adoração. Adore-o sempre!

JÓ 29:2

JÓ 29:2

Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que DEUS me guardava!

Alguém poderia sentir saudade de DEUS? Jó expressa a angústia de quem desce ao "hades" e sente, no sofrimento, a aparente distância do Criador. Ele recorda a vida de abastança e bênçãos, quando era socorro ao próximo - “me fazia de olhos para o cego e de pés para o coxo e dos necessitados era pai” (29:15,16).

Precisamos ver JESUS como a chave para interpretar a sua história: (a) "fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça" remete à comunhão rica com DEUS e seu povo; (b) "quando eu, guiado por sua luz, caminhava pelas trevas" evoca o vale escuro, onde o Senhor era a direção, refletindo a presença do Bom Pastor (Salmo 23); (c) "a amizade de DEUS estava sobre a minha tenda" lembra que, embora provado, Jó era amigo de DEUS, em eco à poesia de Davi; (d) "o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos, em redor de mim" traduz o lamento pela sensação da ausência em meio à dor.

Podemos fazer da dor de Cristo e de Jó testemunhos de que, na mais profunda cova, Ele jamais nos abandona.

Mesmo quando o silêncio e o sofrimento desafiam a nossa fé, o Senhor permanece conosco.

A experiência do lamento não anula a amizade divina; pelo contrário, revela que, na escuridão mais densa, DEUS continua sendo o nosso refúgio, o divino companheiro que caminha ao nosso lado até o fim.


JÓ 19:21

JÓ 19:21

Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de DEUS me atingiu

Um brado de socorro. Eis a voz de alguém que se sentia na mais profunda opressão do inferno, abandonado por todos e ignorado pelos seus.

Não consigo ler Jó sem entendê-lo como uma figura de Cristo no Antigo Testamento. Não mesmo!

E nesta releitura e constância na Palavra, sofro com estes homens do passado, quando, por exemplo, vejo um apelo aos “amigos”, quem sabe os mais íntimos que tinha e a quem imaginava poder recorrer.

Este verso se une a outros e nos mostra a crua realidade da solidão de pessoas que andam em nosso redor e pedem socorro, às vezes num silêncio ensurdecedor de seu olhar: (a)os que se abrigam na minha casa e as minhas servas me têm por estranho”, a sensação de quem tinha todos perto e muito longe de seu clamor;  (b)chamo o meu criado, e ele não me responde; tenho de suplicar-lhe, eu mesmo”, que horrível pedir algo e não receber a devida atenção; (c)meu hálito é intolerável à minha mulher, e pelo mau cheiro sou repugnante aos filhos de minha mãe” - consegue entender o drama deste homem? (d)as crianças me desprezam, e, querendo eu levantar-me, zombam de mim” - ah! Profunda agonia de quem quando estava bem tinha todos perto.

Como anda nosso olhar para o próximo em dor?


JÓ 14:22

JÓ 14:22

Ele sente as dores apenas de seu próprio corpo, e só a seu respeito sofre a sua alma.

Certo dia chorei, quem sabe em devaneio, pensando que meus amigos, aquele momento específico jamais tornaria. Era, naquele momento, mera sensação emocional de quem não queria sair daquele local.

Mas não estava errado meu coração. Tudo ocorreu numa despedida sem adeus e num destino diferente para cada pessoa que ali se encontrava. Antecipava minha dor.

E dali para frente, entre perdas e ganhos, solidão e novas pessoas, vivi cada instante, mas jamais um como aquele - e tudo passa, vai e volta - que normalidade bruta.

O servo Jó, em meio aos seus devaneios e totalmente justificáveis, diante do estrago do diabo em sua vida e com a autorização divina, sofria perdas em todas as áreas, tendo seus ouvidos banhados por vozes e um coração dolorido que ninguém poderia imaginar.

Somos um composto de encontros e despedidas - e quem dera, morte e estações não existissem! E não reclamo, mas é lícito sentir, habilidade inclusive de nosso Cristo amado, que em sua caminhada se serve de frases como “desamparo”, “se possível”, “em tuas mãos entrego”... Colocar-se no lugar de Jó ou de Cristo seria interessante: “como as águas do lago se evaporam, e o rio se esgota e seca, assim o homem se deita e não se levanta; enquanto existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu sono”. Ah! Esperança que precisamos.


ECLESIASTES 1:7

 ECLESIASTES 1:7

Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr.

A vida como é um ciclo de vai e volta, sob a ótica de Salomão, da maneira quase frustrante, se levarmos em conta um sentimento que permeava sua alma sobre o tempo e as questões gerais: “vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (EC 1:2).

E sua mente não parava: (a)geração vai e geração vem”, parecia uma tentativa de mostrar que além da vaidade, as gerações mudavam e tudo permanecia assim; (b)o vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; volve-se, e revolve-se e retorna aos seus circuitos”, e qual o sentido da vida, senão perceber um Criador e a sua Sabedoria em inflamar toda a criação e assim, quem sabe, gerar sentido ao viver; (c)todas as coisas são canseiras tais, que ninguém as pode exprimir”, num buscar infindo de alguém que tudo tinha, inclusive a sabedoria que veio do DEUS - como não cansar desta rotina de ver e ouvir? (d)nada há, pois, novo debaixo do sol... Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós” e como extrair prazer nestas rotinas de ver os dias e noites...

Para Salomão que tinha tudo e gentes ao seu redor, o cair no esquecimento se torna real: “já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória”.

Atrás de que temos corrido, como este servo trata?


SALMO 139:23

 

SALMO 139:23

Sonda-me, ó DEUS, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos

Uma das realidades maravilhosas que encontramos na Palavra de DEUS, é sabermos que Ele nos conhece, que Ele vasculha nosso íntimo, que o mais escondido de nossos pensamentos não lhe são ocultos.

DEUS é assim: perfeito em todo seu conhecimento e planos, e que não pode ser ludibriado com nossas mazelas e intenções, ainda que tenhamos mil desculpas.

Ele é maravilhoso, mas deve nos trazer temor, pois ao encontro com sua Santidade, precisamos nos colocar como o salmista: “vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (v. 24) - isto nos auxiliará em pormos limites em nosso ser e estar.

Mas isto não ocorre de graça. Percebamos com que clareza nos alerta a Palavra: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” (SL 1)

Nesta hora entendo Davi sofrendo com seu pecado, sua forma de conduzir sua vida e clamando para que DEUS “crie um coração puro” (SL 51), a fim de estabelecer a clareza de um verdadeiro servo de DEUS.

Precisamos rever nossas condutas na sociedade e buscar esta presença do Senhor cada vez mais, a fim de termos a aprovação do Céu.


EFÉSIOS 5:19

 EFÉSIOS 5:19

...falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais...

Nossos resumos diários do que pensamos, falamos ou fazemos compõem um quadro de profunda confissão diante do Altar Divino, considerando a santidade do Senhor. Muitas vezes nem percebemos, com os ouvidos acostumados a normalizar o inaceitável. Contudo, Deus não mudou as regras, tampouco abriu precedentes.

Com o passar dos anos, manias humanas são inseridas sutilmente, transformando-se em costumes. Nada do que praticamos surge no "de repente".

Frequentemente excedemos limites, esquecendo a decência e a ordem.

Paulo, escrevendo em um contexto complexo, posiciona este versículo logo após alertar contra a “embriaguez que leva à dissolução”. O descontrole de nossas palavras assemelha-se ao efeito do álcool: revela um caráter alterado por ações impensadas. Imediatamente após, ele ensina sobre “encher-se do Espírito” - algo raro hoje devido à escassez de Palavra e oração na rotina cristã.

Nosso comportamento precisa ser profundamente permeado pela presença de Deus, que opera mediante o Espírito Santo. É impossível refletir a santidade exigida por Ele vivendo de maneira displicente ou dissoluta. A verdadeira adoração brota de uma mente transformada, alinhada aos padrões celestiais, na harmonia de hábitos que ecoam diretamente de Deus e sua Graça.

O Salmo 139:23, “sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos”, trará uma das realidades maravilhosas que encontramos na Palavra de Deus, é sabermos que Ele nos conhece, que Ele vasculha nosso íntimo, que o mais escondido de nossos pensamentos não lhe são ocultos.

Deus é assim: perfeito em todo seu conhecimento e planos, e que não pode ser ludibriado com nossas mazelas e intenções, ainda que tenhamos mil desculpas.

Ele é maravilhoso, mas deve nos trazer temor, pois ao encontro com sua Santidade, precisamos nos colocar como o salmista: “vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (v. 24) - isto nos auxiliará em pormos limites em nosso ser e estar.

Mas isto não ocorre de graça. Percebamos com que clareza nos alerta a Palavra: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” (SL 1)

Nesta hora entendo Davi sofrendo com seu pecado, sua forma de conduzir a vida e clamando para que Deus “crie um coração puro” (SL 51), a fim de estabelecer a clareza de um verdadeiro servo de Deus.

Precisamos rever nossas condutas na sociedade e buscar esta presença do Senhor cada vez mais, a fim de termos a aprovação do Céu. 

(Pastor Carlos Puck)

 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Romanos 12:1

Romanos 12:1

"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus..."


Deus fez, por nós, o sacrifício perfeito: seu Filho.

O que requer de seus filhos? "Que apresentemos o nosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional. E não nos conformemos com este século, mas transformemo-nos pela renovação da nossa mente" (Romanos 12:1-2).

Ao nos depararmos com os exemplos antigos dos sacrifícios, vemos que a morte era imperativa em todos eles, e nisto veremos a morte do Cordeiro, num imperativo que transforma morte em vida.

Tais imperativos precisam ser lidos e compreendidos à luz da inspiração das Sagradas Escrituras.

E, se assim cremos, temeremos a Deus, ofereceremos o nosso melhor a Ele, o amaremos "de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força" (Deuteronômio 6:4-5) e, numa versão neotestamentária, "amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força" (Marcos 12:30).

Se considerarmos a instrução apostólica na Carta aos Hebreus (capítulo 1, versículos 1 a 3), onde lemos: "no passado, Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias nos falou por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus, a expressão exata do seu ser, e sustenta todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas", resgataremos da inspiração a fonte que iluminará toda a nossa existência.  

E é nesta perspectiva que poderemos vivenciar a profundidade das figuras antigas apontando para a efetivação de tudo em Cristo, o que fez Dele o único e suficiente Mediador, Salvador e Senhor.

Nosso culto tem que expressar toda esta intensidade do que Deus mesmo fez para nos redimir, nos salvar do "império das trevas" (Colossenses 1:13-20), quando "estávamos mortos em nossos delitos e pecados" (Efésios 2:1), e assim podermos dar passos que honrassem o Criador.

É chegado o tempo, a oportunidade de buscarmos, invocarmos e ouvirmos em obediência a chamada do céu para a vida eterna, assim como nos lembra a palavra: "aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece" (João 3:36).

Eis o tempo. Eis o Senhor. Eis a hora exata. (Hebreus 3:7-19//Isaías 55)

quinta-feira, 16 de julho de 2026

SALMO 51:4

SALMO 51:4

Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar

Não! Não reconheço meu pecado apenas para me livrar dele. Tampouco, por medo do castigo do Senhor.

Justo e puro definem o caráter de Deus imerso em amor e misericórdia, mesmo exalando a ira e a punição pelo pecado humano.

Davi, confrontado por Natã, recebeu correção. De forma metafórica, o profeta disse haver alguém com muitas ovelhas que tomara a única de outro. O que buscava o profeta? Que o rei promulgasse a sentença. E o fez. Recebeu então uma direta, sem figuras de linguagem: este homem é você!

Que dor deve ter sentido o rei naquela hora. E desta contrição emerge um poema lindo que começa assim: “Compadece-te de mim, ó Deus, conforme a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões”, “eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”, “Lava-me completamente da minha iniquidade”, “Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito”, “Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça”. Entendemos isto realmente?

É hora de olharmos para nós mesmos e não para os outros, reconhecer que nem sempre o outro é o culpado.


terça-feira, 14 de julho de 2026

ROMANOS 12:1-2

ROMANOS 12:1-2

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente

Se somos o sacrifício, que tipo de sacrifício temos oferecido ao Senhor? Levando em conta o Profeta Malaquias em suas ações reclamatórias sobre os sacerdotes e suas ofertas mancas e cegas, de um povo que estava roubando o Senhor, substituindo altares divinos por deuses estranhos e do mal, além de estarem se consumindo em relacionamentos com pagãos - o que fazermos para sermos este culto que se torna sacrifício santo e agradável a Deus?

O chamado profético nada é diferente do nosso, em dias que os próprios crentes abandonam o Altar verdadeiro para alçar voos junto a este século, com o qual jamais deveríamos nos assemelhar.

Portanto, se Deus se apresentou a Israel, se apresentará à igreja, sem medir as eras de sua ação: “Recompensais assim ao Senhor, povo louco e ignorante? Não é ele teu pai que te adquiriu, te fez e te estabeleceu?” (DT 32:6). Mas as misericórdias nos fazem ler: “a porção do Senhor é o seu povo” (DT 32:9), “guardou-o como a menina do seu olho” (DT 32:10) - João diria para tornarmos às primeiras obras. Eis tempo é de sermos “sacrifícios santos agradáveis a Deus”.