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quinta-feira, 2 de julho de 2026

DEUTERONÔMIO 9:26

DEUTERONÔMIO 9:26

Orei ao Senhor, dizendo: Ó Senhor Deus! Não destruas o teu povo e a tua herança, que resgataste com a tua grandeza, que tiraste do Egito com poderosa mão.


Na teologia paulina e bíblica, aprendemos com toda clareza que a REDENÇÃO não começa no Novo Testamento e nem no Antigo Testamento.

Esta tem seu fundamento na ETERNIDADE, quando lemos: "porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou... a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou (Romanos 8:29,30).

Tanto sobre Adão, como Moisés ou Abraão, a figura por excelência, para quem aponta todo o plano divino é JESUS.

Moisés mexe com a memória de um fato importante, que apontava para quando de sua efetivação na cruz, em JESUS, que levaria o cativeiro do pecado, desde o Antigo até o Novo Testamentos.

Não importam as épocas de tal efetivação. O que precisamos saber é que DEUS nunca começa algo para não terminar e tampouco se frustrar.

E nesta cadência é que entendemos Moisés dizendo para entenderem a saída da escravidão sob o Egito.

Moisés, como libertador, como homem de DEUS chamado a esta missão, de forma clara apontava para CRISTO, em um verso de suma importância nos EVANGELHOS: "ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1:21).

Quando a oração de Moisés sobe aos Céus, traz uma mediação de suma importância, e revela um pronome de posse, "teu povo".

Os reflexos desta SALVAÇÃO vinda aos homens ecoa por toda a história e será finalizada quando nosso SENHOR voltar, em poder e glória, para o RESGATE final de quem desde os antigos tempos foi escolhido.

Eis o CORDEIRO DE DEUS e SUMO SACERDOTE, REI de toda a Terra, JESUS CRISTO, FILHO DE DEUS, gerado na virgem e "que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória" (1 Timóteo 3:16).

Elevemos nosso pensamento ao SENHOR e "guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel" (Hebreus 10:23).


MATEUS 13:23

MATEUS 13:23 "Mas a semente que caiu em terra boa representa a pessoa que ouve a mensagem e a compreende..."

Nas parábolas de Jesus, observamos que, quando a semente não encontra terreno fértil, há um ensino claro sobre a responsabilidade humana, que não exclui a soberania do Senhor. Esta parábola conecta-se a outras passagens, como a parábola da grande festa e a rejeição ao convite, a negligência das dez virgens em abastecer suas lâmpadas, a entrega total de quem vendeu seus bens para adquirir o campo de valor, ou a administração dos talentos. Tudo aponta para o ato que define a existência humana: o chamado (e mandamento) de Deus para "amá-lo com todo o nosso ser".

A finalidade de tantos ensinos sobre responsabilidade é também um alerta escatológico sobre a vigilância diante do retorno de Cristo. Jesus nos instrui sobre como seremos achados por Ele e enfatiza a lei da semeadura em resposta ao Seu chamado.

Vigiar e obedecer são nossas responsabilidades. Embora Deus seja soberano - conhecendo os Seus desde a eternidade e elegendo-os -, a responsabilidade humana permanece central. O aviso contido no lançamento da semente no coração humano é destacar o risco de manter convicções religiosas sem nunca ter pertencido aos "Seus". Isso ressoa com o grupo mencionado por Jesus que expulsava demônios e curava enfermos, mas foi rejeitado devido às motivações de seus corações e suas prioridades. A mulher de Ló, em tese parte da família de Abraão, permanece como um dos melhores exemplos sobre a periculosidade do apego aos valores do mundo.

Tudo isso demonstra que a Graça precede as obras, mas impõe a todos a responsabilidade de uma resposta adequada: a negação de si mesmo e a obediência ao chamado para seguir o Mestre.

Existe uma linha tênue, de difícil percepção, no confronto entre a soberania divina e a responsabilidade humana. Por isso, devemos negar a nós mesmos, renunciar ao excesso de ego e, de todo o coração, amar ao Senhor, caminhando em Sua luz e fazendo de Jesus a única razão para viver e servir.

Como diz Filipenses 2:12-13: "Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, continuem a desenvolver a sua salvação com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a sua boa vontade."

O Evangelho, desenvolvido dia a dia - a boa semente -, nos faz compreender a Palavra em ação, assumindo a responsabilidade com o que já recebemos. Caso contrário, viveremos em uma "corda bamba", na ilusão de que nosso próprio equilíbrio é capaz de evitar a queda.