SALMO 23:5
Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda
A Teologia carrega em sua interpretação a necessidade de contextos exatos em que o texto fora escrito, dedicando tempo sobre autor, data, tipos, etc.
Mas o grande lance da pregação e estudo emerge da aplicação, pois sem esta a fala fica distante do auditório.
E é nesta questão que amo a Palavra inspirada pelo Espírito Santo e a própria instrução deste sobre a mente que Ele leva cativa sob suas mãos.
"Preparas" me joga na total dependência dele enquanto Deus presente e consolador, sinônimo deste derramado de óleo que marca a vida de quem ele mesmo socorre e busca. Tal preparo está além do trato curativo, mas transcende à humanidade quando aprendemos que "devemos nos encher do Espírito".
Só pode derramar, de forma que não seja lançado de forma irreverente aquele servo e filho cuja unção, este derramar, encher toma conta.
Adversários, oi adversidades, ou nossa dureza de coração, ou mesmo a plena confiança no Pastor, sim, está que revelará em que nível da "taça" que somos nós o óleo, a unção estará.
Lembrando de outro Salmo que nos remete à leitura "desce pela barba, a barba de Arão".
A mesa preparada com o cálice transbordante me faz pensar na Graça que devo comunicar aos que me cercam, o ser testemunha do Sangue de Cristo lançado sobre a humanidade, o Amor que refaz a comunhão como Céu, o paraíso abandonado pelo meu pecado.
Mesa e cálice, muito próximo do último encontro do Senhor com os seus, quando reparte pão e cálice.
Ao cantarem o hino, muito devem ter se emocionado, mas em expressão de satisfação de dever cumprido e sequenciar a missão do Mestre e Salvador.
Eis-nos à Mesa.
Transbordemos ao nos enchermos do Espírito, no orar sem cessar e na gratidão por tão grande Salvação.
Não sejamos nós os nossos próprios inimigos, que ouvem e não praticam a Palavra.