SALMO
139:7
Para
onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?
Ao
meditarmos nesta passagem, que exalta os atributos incomunicáveis do Deus
Criador, contemplamos um Soberano que tudo vê, tudo sabe e sustenta todas as
coisas. Desse verso, extraímos lições fundamentais sobre a onipresença divina e
seu impacto na alma humana.
Para o redimido,
consciente de que a salvação é um fato pessoal, saber que Deus perscruta sua
mente e seus atos não é um fardo. Pelo contrário, para quem nada deseja
esconder - e sabe que nada pode ocultar - essa presença ininterrupta é
profundamente animadora e consoladora.
Para o perdido,
contudo, que vive dissolutamente, esse saber soberano gera desconforto. Mesmo
que o descrente ignore o temor ou seu destino eterno, a prestação de contas
permanece inevitável. Diante de quem tudo vê, a rejeição à graça culmina no
juízo, na ira eterna, simbolizada pelo lago de fogo.
Por
isso, o Salmista encerra sua oração com entrega: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e
conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo
caminho eterno”. Essa busca por retidão e santidade reflete o desejo de ser
achado “limpo de mãos e puro de coração”. Contar com o auxílio de quem
nos conhece plenamente torna urgente nossa busca pelo Caminho Eterno, que invariavelmente aponta para
Jesus Cristo.