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domingo, 12 de abril de 2026

SALMO 116:7

SALMO 116:7

Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo.

Em dias de agitação da alma, nos dias em que lutamos para entender o que JESUS ensinou sobre termos “bom ânimo”, este verso vem nos trazer alento.

Quase que num ímpeto de ordem a si mesmo, o salmista versa a fim de estabelecer uma conexão com a paz interior que somente DEUS pode gerar.

Pelas palavras “sossego”, entenda-se, descanse no SENHOR, confie no SENHOR, guarde suas promessas de companhia hoje e eternamente, de quem te toma pela mão direita, e te não abandona em meio aos desertos.

Ele reconhece que DEUS assim o faz por ser generoso, “assaz benigno” (SL 103:8-18), afirmando a VERDADE sobre “as misericórdias do SENHOR serem renovadas a cada manhã” (LM 3:22-23).

Olhar para a força deste verso é trazer para o coração a esperança de que não fomos criados e abandonados à sorte de nós mesmos; termos nossa solução em DESCANSAR no SENHOR e NELE confiar.

Somente em DEUS espera a minha alma, em silêncio, pois Ele é que me traz a esperança” (SL 62:5), “pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma” (SL 131:2), completando com “aquieta minha alma” (SL 42:11) e “venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei” (MT 11:28).

Se a PALAVRA diz, então deixe-se envolver por JESUS e a ELE se entregue por completo para uma completa PAZ.


LUCAS 23:42,43

 

LUCAS 23:42,43

Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso

Nestes tempos áridos, testemunhamos toda sorte de discussões estéreis que buscam explicar o irrelevante, desviando a atenção do ponto crucial das Escrituras Sagradas. É imperativo focarmos, em dias tão complexos, na mensagem central deixada por JESUS. Em meio ao relativismo acentuado, a VERDADE precisa ser límpida, para que as pessoas não se percam em distrações "teológicas" formuladas por quem tenta redescobrir a roda, ignorando a essência do Evangelho.

Para compreendermos a profundidade do texto, duas ideias são fundamentais: primeiro, ambos os homens crucificados ao lado de CRISTO possuíam pré-conhecimento não apenas sobre a figura do SENHOR, mas sobre os atributos divinos manifestos na história; segundo, ambos tinham plena consciência do erro e da justa causa de suas condenações.

O reconhecimento do pecado por parte daquele que recebe a promessa do Reino é o que sustenta a declaração: “em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Tal promessa nasce de um coração que somente CRISTO poderia desvendar no diálogo final de uma vida: "Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino".

O exercício da Graça, portanto, manifesta-se inundado pela MISERICÓRDIA e pelo PERDÃO, revelando que a redenção é possível enquanto há tempo. Não se trata de mérito, mas de reconhecimento do SALVADOR.

ECLESIASTES 5:1

 

ECLESIASTES 5:1

Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal

É comum entrarmos no templo para o culto tratando o momento como algo trivial. No entanto, as Escrituras nos advertem sobre a seriedade da presença divina.

Assim como Deus ordenou a Josué (Josué 5:15) e a Moisés (Êxodo 3:5) que tirassem as sandálias, somos lembrados de que o encontro com o Criador exige uma postura diferenciada.

Muitas vezes, nossa atitude carece da devida reverência. Agimos como se Deus não se importasse com a banalização do sagrado, mas Ele se importa.

Render-se a Deus vai além de confissões vazias ou de uma liturgia sem vida; exige um arrependimento genuíno e a disposição de quem reconhece sua própria indignidade.

Ao renovarmos nossa Aliança, precisamos entender que: (a) A igreja não é santa por suas paredes, mas pela Santidade daquele a quem adoramos; (b) Ouvir com obediência precede qualquer ritual externo; (c) A verdadeira conversão se manifesta na humildade e no temor.

Que nossa entrada e presença na Casa de Deus não seja um movimento automático, mas um ato consciente de entrega e respeito ao Senhor, a consequência do TEMOS A ELE, pois assim como fala o versículo, devemos guardar nossos pés limpos, quiçá nosso coração também.

MATEUS 28:19

 

MATEUS 28:19

... fazei discípulos de todas as nações ...

Esta ordem fundamenta a missão cristã. Compreendemos que a GRAÇA nos absolve totalmente de todas as nossas culpas; este é o poder soberano de CRISTO sobre nossa existência e o marco de nossa libertação espiritual.

Contudo, engana-se quem supõe que a GRAÇA signifique apenas receber sem nada oferecer. O Evangelho estabelece compromissos vitais: (a) perdoar como ELE perdoou, sendo esta uma condição ensinada pelo próprio SENHOR; (b) confessar diante dos homens para que ELE nos admita em confissão ao Pai; e (c) jamais reter apenas para nós a SALVAÇÃO.

Não podemos crer que a Graça nos exima de praticar as BOAS OBRAS. Pelo contrário, foi precisamente para isto que fomos salvos, conforme Paulo ensina em sua epístola aos Efésios. Os profetas, falando da parte de Deus sob a condição de obediência e amor apontam para as obras diretamente conectadas à SALVAÇÃO DIVINA.

Em suma, Jesus não declarou que a obra do Reino estava encerrada. Ele afirmou que sua estada terrena cumprira seu propósito. Ao retornar ao TRONO que lhe pertence, incumbiu seus filhos de continuarem a pregar, ensinar e conduzir almas a ELE. A missão começou e ainda não acabou: permanece o chamado para lançarmos as redes com fé, pois as "águas" deste mundo aguardam desesperadamente pelos pescadores de homens que darão continuidade ao seu eterno legado.