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quarta-feira, 25 de março de 2026

João 9:1-12

 João 9:1-12

Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença.


O hábito humano de buscar culpados para justificar situações difíceis é comum desde o Éden, quando Adão aponta para sua auxiliadora e a acusa por ter lhe dado o fruto da árvore que Deus ordenara não comer (Gênesis 3:12).

Esta história conecta-se ao momento em que perguntam a Jesus quem havia pecado para que aquele homem nascesse cego. Buscavam alguém para assumir a culpa, beirando a ideia anátema da reencarnação.

A simplicidade da resposta de Jesus nos chama a atenção: “nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus”. E Ele completa: “é necessário que façamos as obras daquele que me enviou”.

Penso: e se Jesus fizesse isso hoje? Talvez ficássemos nos perguntando qual a razão de aplicar saliva em vez de levar o homem ao médico - afinal, hoje temos a ciência. Ou, quem sabe, acusaríamos a família por algum descuido geracional, alegando que deveriam ter dado atenção às doenças congênitas.

O Mestre, em Sua capacidade de explicar o inexplicável, afasta toda a culpabilidade e revela as razões do mundo espiritual e sua ligação com a obediência ao Pai, que era exatamente a Sua missão.

Jamais entenderemos plenamente o funcionamento do Reino por nossa limitação e por ainda não discernirmos as reais intenções do nosso Senhor.

Pense mais antes de buscar culpados.

Salmo 32:6 - O Tempo de Encontrar o Senhor

 Material para o BOLETIM... dia 29 de março de 2026, baseado no mesmo texto do Salmo 32.

Salmo 32:6 - O Tempo de Encontrar o Senhor

"Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão."

 O ardiloso e o orgulhoso raramente buscam ao Senhor. Para o ímpio, o pecado é um habitat comum e a disciplina é um fardo indesejado. A verdadeira piedade, no entanto, traz consigo a humildade de quem reconhece suas falhas, desmontando qualquer tentativa de autojustificação.

Davi, ao ser confrontado por Natã, percebeu a loucura da impiedade: a trágica condição do homem que dita uma sentença sem notar que ele próprio é o alvo da condenação que proferiu. Não permitamos que a nossa justiça própria nos cegue para a nossa necessidade de arrependimento.

Temos banalizado a expressão "tempo de poder encontrar-te". Mas o "não dá mais tempo" é uma realidade dolorosa. No Dia do encontro com Jesus, o Juiz de todos, a maior dor será perceber que o inferno — o lugar dos irredutíveis de alma — é real e final.

Como vemos na parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31), após a morte, não há mais a possibilidade de "buscar ao Senhor".

É aqui e agora o momento de evitarmos a expulsão da presença de Deus, como ocorreu com Adão e Eva. Embora a suficiência de Cristo já estivesse prevista para a humanidade, a escolha de se conectar a Ele deve ser feita hoje.

Um dos Salmos que nos ensina verdades de quem soube o que era o peso de pecar, mas que nos ampara a BUSCARMOS (ENQUANTO), de todo o coração, a solução ideal que se encontra nas mãos do SENHOR.

Lendo a complexidade do PERDÃO DIVINO, aprendemos, com Paulo, que “nenhuma condenação há PARA OS QUE ESTÃO EM CRISTO JESUS”, “se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” e mais, “AQUELE que não poupou o seu próprio FILHO, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com  ele todas as coisas?” (Romanos 8).

Eis a oferta, eis o sacrifício, eis a oportunidade da VIDA ETERNA.

Reconheça seus pecados antes que as "muitas águas" venham. Garanta o seu lugar na Arca da Salvação que é Cristo Jesus.

Pastor Carlos Puck