2 TIMÓTEO 4:7
Combati o bom combate, completei a carreira,
guardei a fé... Já agora a coroa da justiça me está guardada
Perseverar nos dias de Paulo exigia mais do que fundamentar a fé sobre a
Rocha; demandava manter a confissão inabalável diante das astúcias satânicas
que, desde o primeiro século, intensificam-se. Ao mencionar as "bocas de
leões", Paulo aludia tanto às feras das arenas quanto ao seu algoz, Nero,
que o mantinha encarcerado em Roma.
Sem vitimismo, o apóstolo relata o abandono de cooperadores - realidade
compreensível à luz da “Parábola do Semeador”. Alguns não apenas desertaram,
mas causaram-lhe males reais. Ao instruir Timóteo a afastar-se de tais
indivíduos, expondo nomes, Paulo agiu para proteger o discípulo e a Igreja.
Mesmo em meio à privação, vemos sua humanidade: ele solicita sua capa,
livros e a assistência de Marcos, demonstrando o zelo pelo estudo e o
autocuidado. A "agonia" paulina toca nossas emoções quando ele
declara ter completado a carreira e guardado a fé. Seu brado ressoa o "tetelestai"
de Cristo: o cumprimento da missão.
Em Roma, sua última morada terrena, a solidão apostólica revela uma
mente renovada e dependente do Senhor. Ser Paulo nunca foi uma missão leve. Que
não sejamos apenas observadores de sua trajetória, mas operosos em obras que
glorifiquem a Deus. “A Ele, pois, a glória pelos séculos dos séculos. Amém!”,
disse Paulo.