HEBREUS
12:1-2 (I)
Portanto,
também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas,
desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia,
corramos, com perseverança, a carreira que nos está propos
Não
podemos ignorar que, entre tantos servos do Senhor que pisaram na Terra
deixando esta “nuvem de testemunhas”, Jesus é quem deve ser olhado com cuidado.
Considerando que qualquer um que viesse a se pronunciar sobre algo tratando-se
de fé teria que fixar seus olhos diretamente neste Autor e Consumador — que
antes de tudo existia e que se fez carne —, Ele abre um núcleo celular para
onde apontam as maiores crenças que existiram ou existirão.
Fixar os olhares em um Deus que se põe entre pecadores, de quem emergirão as tantas testemunhas.
Muito mais que um simples homem, mas totalmente homem e Deus,
estava ali, sendo pregado na cruz, alguém que decidiu se revestir de
mortalidade para ser um igual com suas testemunhas, para que soubessem o
assunto central de sua obra de salvação.
Jesus de Nazaré, o Deus completo e total que, sabendo seu caminho
e sendo o Caminho, ressuscita para acabar com o mistério do pós-morte. E assim
nos tornou.
HEBREUS 12:1-2 (II)
Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos
tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado
que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está
propos
E
nesta tentativa de apresentar o que todos já sabem, ateus e crentes: nada do
que veio a existir assim teria sido se para Ele não fosse feito. João, em seu
Evangelho, dirá esta verdade, calando o senso comum que quer que se prove algo.
Diante de tantos olhares, ocorre um fato que impõe à história a realidade de um
Reino Eterno que está posto sobre todos os reinos; um Rei soberano que governa
tantos reis quantos tenham sido plantados. E, quem sabe, pela fé, acertando a
frase de que “entre deuses, jamais haverá um que seja Deus como Cristo o foi”,
para atestar sua unidade com o Pai, que o remeteu à Terra, “agradando-se em
moê-lo” com objetivos claros de transtornar o caminho dos homens e suas mentes
profanas e descrentes.
A carreira que está proposta no começo da era cristã em palavras
vem ecoar o que Paulo dirá que “completou”. E, nesta visão, perseverar, porque
desistir não é opção para quem foi chamado para seu eterno propósito: a
salvação da alma humana.
HEBREUS 12:1-2 (III)
Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos
tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado
que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está
propos
E
neste cruzamento entre a ignomínia e a pureza da fé estão tantos que morreram
destemidos pelo seu Nome. Olhar, portanto, para o Autor e Consumador da fé é
entender as definições do Senhor sobre si mesmo quando diz em Apocalipse ser “o
Alfa e o Ômega”, o “Princípio e o Fim”, e, pelo mesmo João, o “Verbo que se fez
carne”.
Paulo ousa falar sobre temas dos quais diz: “grande é este
mistério”. Consideremos isso não como uma rota de fuga explicativa, mas como
algo sobre o qual ele mesmo dirá: “quem pode ser conselheiro do Senhor, ou quem
pode conhecer a mente de Deus?”.
Eis os traços das tantas doxologias que emergem da Palavra e criam
em nós um alicerce cuja visão é do Senhor, que nos impele a crer e perseverar.
O que pensar, então, desta proposta de que tratamos? Uma vida
cheia de garantias e que não se perverte pela incredulidade de tantos ou até
mesmo pela dor de uma perseguição. Eis o Cristo.
HEBREUS 12:1-2 (IV)
Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos
tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado
que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está
propos
Desta
sequência de meditações transformadas em sermão, cuidando da verdade absoluta
que pode vir a transformar vidas pela força da cruz — onde sangue e carne moram
na memória de tantos que vieram à luz —, muitos, não vivendo em trevas e nem as
aceitando, tiveram suas vidas assentadas a uma mesa “em memória Dele”, a fim de
que, por todo o tempo, participemos da alegria que Ele deixou para nos dar o
gozo de uma vida que ninguém pode roubar.
“Tetelestai” conecta-se bem com a ideia de Consumador da fé, “o
fim ao qual todas as coisas se relacionam, o propósito”. “Quando, pois, Jesus
tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o
espírito” (João 19:30).
Se Ele suportou a cruz por nós, então “se alguém quiser
acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34), e
isto conclui a história aos hebreus. E, se queremos nos assentar nas regiões
celestiais, então vivamos nesta “nuvem de testemunhas”.