A salvação é estritamente pela graça, mediante a fé, mas uma fé verdadeira obrigatoriamente produz frutos de santidade e exclusividade na adoração.
Uma das grandes tristezas que a humanidade enfrentará em seu encontro com Jesus é ouvir Dele que Ele não a conhece. E essa tristeza virá de algo que espantará qualquer pretensão de autossuficiência espiritual:
Pessoas religiosas que nada produziram de frutos, mesmo estando sempre presentes nos templos.
Pessoas que enganaram a si mesmas, vivendo uma vida dissoluta, entregue a vícios, caprichos e desejos, além de práticas totalmente contrárias às propostas bíblicas de santidade.
Pessoas que usavam a Bíblia como adorno sobre as mesas, ou que apenas ouviam a boca dos pastores que a pregavam, mas em cujos corações habitavam obras enganosas e malignas.
Pessoas que misturavam misticismo, bruxaria e feitiçaria em suas leituras, tratando a Bíblia como apenas "mais uma" fonte, e não como a Fonte da Vida e a única regra de fé e prática.
Pessoas que buscavam a bênção de Deus via palavras pastorais, usando esses métodos como uma espécie de "mandinga" ou amuleto de proteção espiritual, mas que mantinham uma vida longe do Altar.
Tudo isso parece sugerir uma salvação por obras, mas não...
São, na verdade, evidências de uma religiosidade descomprometida, sem responsabilidade com o Céu e com o Senhor; uma espiritualidade mergulhada no sincretismo que, no passado, acendeu a ira de Deus sobre o seu próprio povo.
A idolatria, quando materializada, é representada por símbolos que servem a um coração enganoso: imagens de escultura, busca por "suplementos" para a fé e altares que desviam o olhar da exclusividade devida Àquele que tudo criou.
Todos nós corremos o risco de sermos vítimas de nós mesmos, pois tendemos a adorar o que queremos e da forma que achamos legal, quando deveria ser a Bíblia a ditar as formas da nossa adoração.
Triste será ver padres, pastores e lideranças espirituais que mentiram aos povos. Deus lhes pedirá contas pelas almas enganadas. Seja o clero que ensina que a adoração ou veneração a imagens e santos provém de Deus, ou pastores que fazem de seus púlpitos um altar de culto à prosperidade e ao ego. Ou os líderes motivacionais que usam o altar para inflar o homem, fazendo-o crer que o ser humano é o fim em si mesmo.
O Dia do Senhor virá. Certamente muitos ouvirão: "Não vos conheço", como a palavra final de um Deus que nunca brincou ao sacrificar seu Filho em uma cruz para, depois, ver o ser humano colocar ídolos, misticismos e crendices no lugar que é exclusivo Dele.
Ainda dá tempo de se arrepender. O Dia, porém, não será cancelado.
Vejamos versículos que auxiliam neste entendimento:
1. O Falso Sentimento de Salvação e a Ausência de Frutos
O cerne é a fé que salva é a fé que santifica (Tiago 2:17). Estar no templo sem regeneração não salva ninguém.
Mateus 7:21-23 - "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? (...) E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade."
2. O Perigo do Sincretismo e a Bíblia como Única Regra (Sola Scriptura)
Misturar a fé bíblica com misticismo, superstições ou usá-la como amuleto atrai o juízo de Deus. A Escritura não divide espaço com nenhuma outra prática.
Apocalipse 22:18-19: Aponta o perigo de acrescentar ou tirar algo da Palavra.
Deuteronômio 18:10-12: "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; (...) pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor."
3. A Exclusividade da Adoração (Soli Deo Gloria)
A Bíblia deve "ditar as formas de adoração", conectada ao Princípio Regulador do Culto - só podemos adorar a Deus da forma que Ele expressamente ordenou na Bíblia. Invenções humanas (como o culto aos santos, imagens ou teologia da prosperidade) são idolatrias.
Êxodo 20:4-5 (2º Mandamento): "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus... Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso..."
1 Timóteo 2:5: Derruba a necessidade de mediação de santos ou de Maria: "Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem."
4. A Prestação de Contas dos Líderes
O julgamento severo sobre os falsos profetas, padres e pastores que mercantilizam a fé ou desviam o povo da verdade.
Tiago 3:1: "Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo."
Jeremias 23:1: "Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor."
Pensando em todas estas idéias, concluímos que a Graça Comum x Graça Salvadora, mostrará que muitos usufruem da religiosidade externa (graça comum/aparência), mas não possuem o selo do Espírito Santo.
O chamado ao arrependimento final é o mesmo ecoado por João Batista e pelo próprio Cristo: "Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus" (Mateus 3:2).
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