Dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o Senhor; eles serão
o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu
coração.
Novo. Este é o sistema usado por DEUS para que possamos ter comunhão com
ELE. Coisas velhas, sujas e maculadas pelo pecado acabam tirando nossa sintonia
com o REI. Nosso coração enganoso acaba abrindo mão deste recurso precioso da
comunhão com o ALTO, satisfazendo-se com as migalhas de uma vida terrena. Ao
perdermos de vista quem é JESUS, nos perdemos de nós mesmos como “imagem
e semelhança” de quem nos fez perfeitos.
Os amigos de CRISTO, em sua viagem mental, sequer perceberam que ELE andava
ao lado deles: “e disseram um ao outro: porventura, não nos ardia o coração,
quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?”
(Lucas 24:32).
Os dias proféticos foram avisos claros para o retorno às origens, numa
coletânea de falas que pareciam copiadas entre si. Mas era DEUS chamando seu
povo a prestar atenção no que estavam perdendo ao trocá-Lo por deuses feitos
por mãos humanas. Após tantos avisos, restou um “remanescente fiel”, de
modo que o exílio prefigurasse o JUÍZO FINAL. De todo o coração - é a única
forma de se entregar a DEUS - a fim de sermos povo de propriedade exclusiva de
quem nos criou gente com quem ELE fez sua ALIANÇA.
“Porque eis que as trevas
cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o
Senhor, e a sua glória se vê sobre ti.”
É preocupante notar como,
ainda que sob o domínio do Soberano
Deus, as escolhas humanas pela escuridão têm ditado o tom dos nossos dias.
Tudo nos move a pensar, urgentemente, na necessidade de um retorno ao Cristo Ressurreto, pois Ele
mesmo se autodenominou a "Luz do Mundo", vocacionando os Seus a serem
também luzeiros em meio às trevas.
O descaso com a Mente Criadora não é novo. Ele se
manifesta claramente quando os homens, dizendo-se sábios, deixam a glória do
Criador para adorar e exaltar a criatura. Recentemente, li um artigo científico
que defendia o darwinismo na odontologia devido a certas alterações na formação
dentária. Ao observar artigos assim e manifestações humanas como a parada LGBT,
percebe-se a tamanha insensatez que invadiu a mente das pessoas. Elas parecem
não se contentar com a própria conduta, avançando agressivamente contra o credo
e a fé alheia.
Dando mais um salto nessa
observação, espanta ver comentários de pastores e líderes que se dão à
liberdade de apoiar tais movimentos de transição sexual — afirmando, como fez
Kivitz, que "evoluímos". Confesso não saber onde isso vai parar, e pergunto-me
se falar sobre o inferno ainda é uma opção considerada por eles. A verdade
bíblica permanece: "Amaram
mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más."
Seja por amizade, por
parentesco ou pelo motivo que for, precisamos anunciar a Luz que veio ao mundo e se fez
carne para salvar o pecador perdido. Nos Evangelhos, vemos narrativas que
começam com "De novo, Jesus
lhes falou", culminando no conhecido versículo: “Eu sou a luz do mundo; quem me
segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João
8:12).
É interessante notar que, do
Antigo ao Novo Testamento, a erradicação das trevas é uma regra divina. Encerro
trazendo o tom contundente de João, que escreveu:
“E esta é a mensagem que
dele ouvimos e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos em
trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos
na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de
Jesus Cristo, seu Filho,
nos purifica de todo pecado” (1 João 1:5-7).
Da
mesma forma, Paulo brada aos coríntios:
“Não vos prendais a um
jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a
injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre
Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Coríntios 6:14,15).
Pensemos com clareza sobre o
destino de nossas almas. Em um processo natural, a morte física não deveria ser
o maior temor, por ser o fim inevitável de todo ser humano. O que deve ser
temido e urgentemente repensado por todos é o pós-morte: o próximo ato da
existência, que se define crucialmente entre o Céu e o Inferno.