SALMO 51:11 (I)
Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito
Santo
As Escrituras revelam que o acesso a DEUS exige reverência. No Antigo
Testamento, o incenso sagrado (Êxodo 30:34-38) - moído e queimado
exclusivamente para o SENHOR - prefigurava o sacrifício de JESUS. Quem o
copiasse para uso pessoal era copiosamente excluído, pois o que é SANTO exige SANTIDADE.
É nesse universo que Davi mergulha ao clamar pelo Ruah (a vida e
presença do ESPÍRITO). Após seu pecado, ele temeu o caos e a rejeição que
outrora consumiram Saul. Davi compreendeu que a presença de DEUS era sua maior
alegria e que o seu erro ameaçava sua SALVAÇÃO. Ele descobriu, na dor, que o
valor da vida reside em um espírito voluntário e submisso, que reorganiza a
vida e traz a responsabilidade sobre os atos, reconhecendo que a presença do
ESPÍRITO SANTO é condicional.
Devemos vigiar nossas atitudes para não abrirmos vazios na alma que
ameacem nossa COMUNHÃO. Mais do que uma certeza abstrata, a SALVAÇÃO exige ZELO,
pois custou a vida do FILHO DE DEUS. Desprezar o REINO (ESPÍRITO) em nós é
pisar nessa fonte da VIDA.
Viver sem o sopro divino é perder a essência da "imagem e
semelhança" do CRIADOR. Que o clamor por um "coração puro"
guie nossos dias, para que o SENHOR jamais se retire de nós, sustentando sempre
essa relação viva de PAI e filho.
SALMO 51:11 (II)
Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito
Santo
A
revelação bíblica tem o propósito de moldar o caráter de CRISTO no ser humano que
foi salvo pela GRAÇA DIVINA. No precioso momento de confissão e absolvição de
Davi, compreendemos o preço devastador de suas escolhas e o peso de suas
vivências.
Davi testemunhou seu antecessor, Saul, se perder espiritualmente; ser
rei não o ressignificou como homem de DEUS. Davi presenciou Saul ser
atormentado por um espírito maligno (1 SM 16:14), experiência que inspirou o
temor expresso no v.11. Quando cede à tentação de possuir Bate-Seba e enviar
Urias à morte, colheu consequências trágicas em sua vida: violência familiar,
traições, exílio e o profundo luto por seus filhos.
A LEI exigia a pena de morte por apedrejamento para os envolvidos
em adultério. Ao ordenar a morte de Urias para encobrir seu pecado, Davi
acumulou a culpa de homicídio, cuja sentença era a morte.
O clamor do Salmo 51 não é um brado no vazio, mas a súplica de
quem viu Saul sofrer o abandono de DEUS, e o temor não era a morte a priori,
mas perder a COMUNHÃO com o SENHOR (v.11). Davi recorre à GRAÇA: “Compadece-te
de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade”. Pensemos seriamente sobre esse
episódio - 2 SM 12:13-31 – pois não há pior coisa que o SENHOR nos abandonar e
retirar de nós o SANTO ESPÍRITO.
SALMO 51:11 (III)
Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito
Santo
Considere
que o ESPÍRITO SANTO está sobre a criação desde o princípio. Sem Ele, a ordem
sobre o caos jamais existiria. Ele também é o instrumento de poder sobre o povo
de DEUS em vários momentos, como disse Isaías: “o Espírito do Senhor Deus
está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas” (IS 61:1).
Essa
realidade presencial da pessoa do ESPÍRITO foi ratificada por JESUS ao ordenar:
“ficai na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”.
Ele garantiu: “vós sereis batizados pelo Espírito Santo, não muito depois
destes dias”, e concluiu: “recebereis poder, ao descer sobre vós o
Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas [...] até aos confins da terra”.
Perceba
a clareza com que Davi entendeu essa importância ao clamar a DEUS que não
retirasse dele o seu ESPÍRITO. Sem ELE, Davi seria apenas um receptáculo vazio,
uma lâmpada sem óleo.
Por
outro lado, o que Davi viu em Saul foi alguém que cumpria apenas um protocolo
temporal. O fim de Saul foi trágico: jogou-se sobre a própria espada (1Sm 31),
um desfecho que nos lembra o de Judas.
Logo,
precisamos nos encher do ESPÍRITO, pois ELE é de suma importância para que
cheguemos ao final de nossa carreira como crentes e pessoas com utilidade na
MISSÃO e CHAMADO ao EVANGELHO da SALVAÇÃO.
SALMO 51:11 (IV)
Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito
Santo
O
que seria de nós sem o Espírito Santo? Já pensou nisso? Sem Ele, reinaria a
escuridão e estaríamos mergulhados no abismo que o pecado e a injustiça geram.
Muitos
vivem sem rumo, distantes de Deus. Nós, porém, fomos alcançados pela graça e
pelo maravilhoso conhecimento de Cristo. Recebemos a promessa do Consolador, a
presença viva do Espírito Santo em nós, o que nos torna filhos de Deus.
É
interessante ouvir de JESUS: “se eu não for, o Consolador não virá a vós;
mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (JO 16:7), e completa deixando a divina
missão do ESPÍRITO de DEUS: “quando ele vier, convencerá o mundo do pecado,
e da justiça e do juízo - do pecado, porque não creem em mim; da justiça,
porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe
deste mundo está julgado” (JO 16:8-11).
Em
Efésios 1, as Escrituras nos lembram de que fomos selados com o Santo Espírito
da promessa após crermos na palavra da verdade. Ele é o penhor, a garantia da
nossa herança eterna, para o louvor da glória de Deus.
Esse
é o mesmo Espírito que Davi temeu perder o contato, a unção e a comunhão. Ao
clamar para que Deus não o retirasse, Davi reconheceu que nada somos sem a
presença divina. Diante disso, qual tem sido o nosso maior temor?
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