SALMO 88:1,2
Senhor, Deus da
minha salvação, dia e noite clamo diante de ti. Chegue à tua presença a minha
oração, inclina os ouvidos ao meu clamor
Existe uma
linha tênue entre a murmuração e o clamor sincero. Infelizmente, há muita
censura quando as pessoas decidem derramar o coração diante do DEUS ALTÍSSIMO.
O moralismo religioso muitas vezes exige uma postura de falsa fortaleza,
rotulando a dor legítima como falta de fé. Porém, a PALAVRA DE DEUS desfaz esse
equívoco e nos traz inúmeros testemunhos de servos que, sentindo arder na alma
a dor mais profunda, achegaram-se ao TRONO DA GRAÇA sem máscaras.
Eles usaram
da liberdade de filhos - de quem foi lavado e remido pelo sangue do CORDEIRO -
para abrir a intimidade de suas vidas a quem pode exalar consolo e amor. O
próprio salmista estabelece esse padrão de busca incessante e vulnerável na
presença do Pai: "Senhor, Deus da minha salvação, dia e noite clamo
diante de ti".
Este texto
nos revela que a ORAÇÃO DE LAMENTO não é rebeldia; é uma expressão de
dependência. Ao chamar o SENHOR de "Deus da minha salvação",
o aflito reconhece que, mesmo na noite mais escura da alma, a sua única
esperança reside no CRIADOR. Clamar "dia e noite" demonstra
uma insistência que brota da FÉ, não da dúvida.
Alguns homens
consideram essa atitude uma murmuração. No entanto, nada se compara ao privilégio
de podermos nos achegar a alguém que nos dá total liberdade, sem julgamentos,
para derramar a lágrima que estava presa e retida diante do mundo, mas
que flui livre perante o nosso PAI. Enquanto o mundo exige sorrisos plásticos,
DEUS ACOLHE O NOSSO CHORO.
Essa
necessidade nos leva ao SALVADOR, que não apenas lamenta, mas compreende as
dores mais profundas daquele que se lança aos pés do SENHOR. Como diz a
ESCRITURA: "compadece-te de mim, Senhor, porque me sinto atribulado; de
tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo"
(Salmo 31:9). O próprio JESUS, no Getsêmani, experimentou a agonia e chorou
gotas de sangue, legitimando o sofrimento humano.
Que riqueza e
oportunidade! Portanto, não tema a incompreensão humana e leia Jó, quando
censurado por seus amigos e acolhido pelo SENHOR. Achegue-se ao TRONO DA GRAÇA,
use a sua herança de filho e abra-se. SEU CLAMOR SEMPRE SERÁ OUVIDO.
Pastor Carlos
Puck
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