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domingo, 27 de setembro de 2026

SALMO 40:15

 SALMO 40:15

Bem feito! Bem feito!

As ruínas humanas. Esta é a dura realidade de quem peca. A realidade de quem, uma vez olhando para si mesmo, abre mão de fixar os olhos na cruz.

O Salmo proposto tem princípios interessantes. Começa num rito de confiança plena em Deus, e discorre sobre esta ótica até mergulhar em versos como estes: “Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito”, das certezas de servos que, sob a revelação, se prostram diante do Senhor a reconhecer-lhe a grandeza; “agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu”, mais um rito de confissão, para que seu coração se desnude por completo em quem de fato o autor espera; “dentro do meu coração, está a tua lei”, quando neste desnudar, o coração aparece, local onde habita o que lhe dá prazer de meditação e prática; “Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação”, o testemunho que menciona em outros salmos, a fim de mostrar ao Senhor o que Ele mesmo já sabe e conhece, alguém disposto a contar as boas obras do Senhor.

“Sofram perturbação por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem feito! Bem feito!” - não derrame sua zombaria a quem caiu, seja quem for. Ore pela pessoa.

Ao notarmos o caído jamais gritemos “bem-feito”, pois podemos estar ali, caídos um dia, precisando da misericórdia. Não é perdoar ou passar por cima - é exercer compaixão. A Justiça virá de Deus. Olha para Davi.

SALMO 51:1

 SALMO 51:1

Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; pelas tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões

Este Salmo clama pela compaixão e benignidade de Deus diante da fragilidade humana, ecoando na obra "Misericórdia no Deserto". O texto analisa a queda de servos de Deus, muitas vezes alimentada por uma ilusão midiática e pela vaidade que conduz inevitavelmente à ruína espiritual. Em vez de imitar a rigidez dos fariseus usando pedras de julgamento, o cristão é chamado a exercer a verdadeira misericórdia.

Diante de falhas e escândalos, convido a olhar para Jesus, subindo simbolicamente ao monte para vivificar a renúncia, a negação do ego e o ato diário de carregar a cruz. Há um alerta severo contra a vigilância negligenciada e as aparências do mal, exortando os chamados justiceiros virtuais a abandonarem o desejo punitivo pelo sangue alheio. O perdão é norma essencial de conduta.

Convido cada um a olhar para dentro de si, reconhecendo que os pecados ocultos no coração possuem o mesmo peso e gravidade moral diante do Criador do que transgressões evidentes e públicas, como a quebra do mandamento de não matar. A humildade e o arrependimento sincero tornam-se, portanto, os únicos caminhos viáveis para a restauração espiritual e a verdadeira comunhão com a graça divina, distanciando o ser humano de qualquer soberba e falsa piedade.