SALMO 40:15
Bem feito! Bem feito!
As ruínas humanas. Esta é a dura realidade de quem peca. A realidade de quem, uma vez olhando para si mesmo, abre mão de fixar os olhos na cruz.
O Salmo proposto tem princípios interessantes. Começa num rito de confiança plena em Deus, e discorre sobre esta ótica até mergulhar em versos como estes: “Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito”, das certezas de servos que, sob a revelação, se prostram diante do Senhor a reconhecer-lhe a grandeza; “agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu”, mais um rito de confissão, para que seu coração se desnude por completo em quem de fato o autor espera; “dentro do meu coração, está a tua lei”, quando neste desnudar, o coração aparece, local onde habita o que lhe dá prazer de meditação e prática; “Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação”, o testemunho que menciona em outros salmos, a fim de mostrar ao Senhor o que Ele mesmo já sabe e conhece, alguém disposto a contar as boas obras do Senhor.
“Sofram perturbação por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem feito! Bem feito!” - não derrame sua zombaria a quem caiu, seja quem for. Ore pela pessoa.
Ao notarmos o caído jamais gritemos “bem-feito”, pois podemos estar ali, caídos um dia, precisando da misericórdia. Não é perdoar ou passar por cima - é exercer compaixão. A Justiça virá de Deus. Olha para Davi.