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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

1 JOÃO 2:16-17

 

1 JOÃO 2:16-17

Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo ... porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.

Pensando nos prazeres da vida, seguindo a lógica bíblica de termos prazer nas coisas do Reino Eterno, onde habita nosso Pai, então perceberemos: “quanto à antiga maneira de viver, dispam-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, para serem renovados no modo de pensar e se vestirem do novo homem, criado para ser semelhante a Deus” (EF 4:22-24); “o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado” (RM 6:6); “procurem as coisas do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas” (CL 3:1-2).

O que tento dizer é que “vaidade de vaidades! - diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade.” (EC 1:2)

Amar este presente século é deixar de amar a Deus e toda a sua proposta, de onde surgirá, sem dúvida, a apostasia, que nada mais é que o abandono da Verdade.

A vaidade, o gosto por este presente século, são elementos que devemos descartar se amamos a Deus.

A realidade é que “o mundo passa, bem como a sua nossos desejos; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (2:17) - o que escolheremos?

SALMO 1:2

 

SALMO 1:2

Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.

Como posso querer falar com alguém que não estou buscando ouvir? Ler a Palavra traz sobre nós a luz da voz do Senhor - a única que importa e que pode nos transformar, tornando-nos mais parecidos com Jesus. Por isso, buscamos em igrejas o que só encontraremos na Palavra.

A igreja - ou a busca por ela - não sintoniza em nada com a vontade de Deus. Estamos mudando de igrejas, de credos, de liturgias, de manias e desejos teológicos, quando, na verdade, deveríamos nos dobrar à leitura diária e profunda das Escrituras. É por isso que vemos uma sociedade cada vez mais confusa, cheia de misticismos e de seguidores de influenciadores que de nada servem, senão para gerar mentes perdidas.

Esta realidade tem sido a forma usada por movimentos ideológicos para desconstruir a ideia geral sobre a inspiração da Palavra por Deus e para negar um Deus que governa tudo de forma soberana.

Mas, se isso não bastasse, são os “cristãos” rasos, sem vocação para o Reino, que conhecem tudo, menos o Senhor a quem dizem servir. Vivem de literaturas gerais, mas em nada buscam a orientação da Palavra. Não se interessam.

Eis que surge a questão: qual a razão pela qual Deus deveria se importar com gente assim? Orar virou reza.

LUCAS 14:13-14

 

LUCAS 14:13-14

Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, receberás na ressurreição dos justos. 

Viver de aparências é a moda de hoje - e de sempre. Recordo-me da audácia das antigas propagandas de cigarro, que vendiam pose, status, beleza e sedução, em total contraste com as imagens atuais nas embalagens, mostrando os males do câncer. Não foi apenas a ciência que evoluiu, mas a consciência das consequências de uma vida pautada no consumo de ilusões.

Como é belo o corpo humano refletido no espelho individual; no entanto, insatisfeitas com a própria contemplação, muitas pessoas desejam vender a imagem de quem se cuida ou cultiva o corpo perfeito.

O texto bíblico aborda essa busca por validação externa e pelas recompensas resultantes da encenação da bondade - um clamor velado que pede: “olhem para mim e vejam como sou bom”. Para Deus, isso nada vale, embora satisfaça um mundo vazio e passageiro.

As boas obras e a generosidade devem seguir a premissa bíblica de que a mão esquerda não saiba o que faz a direita. Viemos para representar a Cristo, e não a nós mesmos. Precisamos renunciar à vaidade de selecionar pessoas influentes para a nossa mesa. Vivamos em busca da verdadeira bem-aventurança e da recompensa eterna que Jesus nos oferece.

NEEMIAS 1:3

 

NEEMIAS 1:3

Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas.

Quando olhamos o livro de Neemias e Esdras, percebemos algo potencial, sobre o que deve ser nosso comportamento quando se trata do povo de Deus.

Neemias sabia da índole do povo. Conhecia história. Logo, a reação de quem conhece fatos, imediatamente seria de julgamento, de juízo precipitado, deixando o povo pagar pelos seus pecados. É a natureza humana caída.

A misericórdia do Senhor é a justa causa de Cristo ter morrido por nós, quando ainda pecadores. A justiça de Deus sendo posta em um inocente - Jesus -, para que culpados sejam alcançados e justificados.

Posturas se um servo: “tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”, “estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo”, “faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti”, “temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos” - intercedeu e se pôs no lugar do povo.

É mais fácil julgar do que nos incluirmos. E eis o segredo de Cristo - se envolver a ponto de levar a nossa culpa. Comece a pensar em como tem agido e mude.

ATOS 26:28

 

ATOS 26:28

Então, Agripa disse a Paulo: Por pouco me persuades a me fazer cristão.

A estrutura histórica de Atos dos Apóstolos nos deixa valiosas lições. Contudo, antes de extraí-las, precisamos conectar os relatos de Lucas, escritos na sexta década de nossa era aos dias atuais, quase dois milênios depois.

A frieza, o descaso, a blasfêmia e a perseguição tornaram-se ainda mais intensos com a multiplicação da iniquidade e do esfriamento do amor a Deus. A correlação entre o aumento populacional e o pecado é visível.

Ao avaliar o legado de Paulo, vemos que, preso e acusado por líderes judaicos, ele apresentou sua defesa perante o rei Agripa II, sua irmã Berenice e o governador Festo, em Cesareia. Mesmo inocente, insistiu em recorrer a César. Da sua postura, tiramos três lições:

Todos teremos, assim como Agripa, um encontro com a Palavra de Deus; mesmo que não a aceitemos, ela continuará sendo a Verdade.

Oportunidades como a de Agripa são singulares e podem ser definitivas. Em nossas comunidades, muitos ouvem a mensagem, mas não mudam de vida, refletindo a postura de Agripa: “por pouco me persuades”.

Não se tratava de inocência, mas de uma rigidez religiosa que travou a mente dos ouvintes. Se o encontro com Jesus não produzir transformação em nós hoje, estaremos como Agripa: desperdiçando a vida e o chamado à Salvação. Aproveitemos as oportunidades.

Romanos 11:33-36 e a Reforma Protestante

 

Romanos 11:33-36

³³ Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!

³⁴ Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?

³⁵ Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?

³⁶ Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!

A Reforma não nasceu no século XVI. O que testemunhamos na história foi apenas o reflexo visível de algo que já havia sido forjado na eternidade. Antes de ser um brado histórico, a Sola Scriptura se faz carne e vem habitar entre nós no Verbo encarnado. Deste Verbo vivo, a Escritura ganha rosto e nome em Solus Christus, aquele que invade a nossa alma com a imerecida Sola Gratia, produzindo em nosso ser a Sola Fide - uma fidelidade viva ao que foi profetizado, capaz de nos gerar para a Vida Eterna e nos conduzir, finalmente, a um estilo de vida fundamentado no Soli Deo Gloria.

Tão habituados estamos com as respostas do Catecismo de Westminster que frequentemente declaramos de forma automática que fomos criados para glorificar a Deus. No entanto, é preciso pausar e examinar o coração: será que Ele tem sido verdadeiramente glorificado pelo nosso viver? Afinal, se viver é Cristo, é no próprio Filho que contemplamos o perfeito modelo de uma vida inteiramente voltada para o Pai. N’Ele, percebemos que a verdadeira glória se traduz em obediência graciosa aos Mandamentos - uma regra de vida para todo aquele que professa a fé neste Cristo amado que nos amou primeiro.

Compreender a Reforma é reconhecer que a Palavra de Deus se fez carne na manjedoura para povoar a Terra com o Seu Amor Total, caminhando decididamente em direção ao Madeiro para cumprir a promessa de libertação do Seu povo escolhido - um povo comprado por Seu Sangue e justificado por Sua justiça. Pensar nos lemas reformados é, em última análise, viajar pela profunda reforma que Jesus realizou na alma humana, agraciando-nos com Sua vitória sobre a morte para que, por meio D’Ele, também sejamos vitoriosos.

É assim que os lemas ganham verdadeiro sentido: eles nos resgatam para a forma e a função originais do design divino - uma Bauhaus Divina - , lembrando-nos de que os reformadores do século XVI foram apenas vozes a nos recordar do imperativo de retornar ao ponto inicial - um eco da própria chamada apocalíptica às sete igrejas. Reformar é, em sua essência, voltar. Voltar ao início, à origem, ao próprio Deus. E o Caminho, nós já conhecemos: é o Verbo, Solus Cristo.

Nesta jornada de retorno à origem, os cinco pilares da Reforma ganham vida em nossa caminhada diária:

Sola Scriptura: A Bíblia como a única autoridade final, infalível e suficiente para guiar nossa fé e nossa prática.

Solus Christus: Jesus como o único Salvador e o exclusivo mediador entre Deus e a humanidade.

Sola Gratia: A salvação compreendida como um dom gratuito e imerecido, nascido do favor divino e não de méritos humanos.

Sola Fide: A justificação recebida unicamente pela confiança em Cristo, abrindo mão de qualquer tentativa de autojustificação por obras.

Soli Deo Gloria: A consciência de que toda a criação, a salvação e a vida do crente existem exclusivamente para o louvor da glória de Deus.

Pelos méritos de Cristo e para Glória de Deus.

Amém.