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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

SALMO 24:3-5

 

SALMO 24:3-5

“Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do SENHOR a bênção e a justiça do Deus da sua salvação.”

 

Estamos a um segundo da incerteza sobre o amanhã e a um piscar de olhos da eternidade. Diante do inevitável encontro com o Criador, o Salmo 24 lança a pergunta crucial: Quem subirá ao monte do SENHOR e quem permanecerá no Seu santo lugar?

A resposta exige mãos limpas (retidão exterior) e coração puro (motivação interior). Contudo, a doutrina da Depravação Total nos lembra que nenhum ser humano caído atinge esse padrão por si mesmo. Como adverte João Calvino, "no que diz respeito à nossa própria justiça, ninguém jamais atingirá este padrão por seus próprios méritos, pois a Lei de Deus exige uma perfeição que excede todas as forças humanas".

Entendemos também: o texto exige recusa à idolatria e integridade de aliança. Herman Bavinck observa que "a integridade exigida na Aliança só é possível quando o próprio Deus escreve a sua Lei no coração regenerado mediante a Graça Soberana". Sozinhos, estamos completamente excluídos. Como afirma John Owen, exigir pureza de um homem em seu estado natural "é exigir vida de um cadáver".

A mensagem central do texto é Jesus Cristo como o único homem perfeito que cumpriu cabalmente a Lei. Ele subiu o Calvário para expiar a nossa culpa e ascendeu aos céus para nos abrir o caminho. A justiça que nos permite habitar com Deus não é produzida por nós, mas imputada mediante a fé.

Nas palavras de Charles Spurgeon, "apenas Aquele cujas mãos são perfeitamente limpas e cujo coração é totalmente puro pode subir ao monte do Senhor por direito próprio. Esse é Jesus Cristo. E nós, que estamos Nele, somos aceitos no Amado". Trata-se de uma declaração legal. Conforme escreve Louis Berkhof, Deus nos declara justos "unicamente com base na perfeita obediência e satisfação de Cristo, imputadas a nós e recebidas mediante a fé".

Diante dessa verdade, somos chamados à urgência da conversão e ao compromisso com a santificação contínua. Mãos limpas e coração puro não são a causa da nossa salvação, mas o fruto inevitável de uma vida regenerada. Descanse na justiça perfeita de Cristo e viva hoje para a sua glória!

 

Pastor Carlos Puck

2 Crônicas 7:14

2 Crônicas 7:14 - "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."

Ao examinarmos o livro de Neemias, percebemos com clareza que, para Deus agir na história, deve haver algo infinitamente maior do que meros pedidos. Clamores desacompanhados de reconhecimento de pecados e de mudança de vida não passam de ritos vazios, religiosidade oca e cisternas rotas.

Espiritualmente mortos não podem clamar ao Senhor. Se permanecemos mortos em nossos delitos, nada podemos alterar em nossa trajetória, tampouco no destino de uma nação. Desejamos ver o favor divino operando no meio do caos instalado, mas nos recusamos a olhar para dentro de nós mesmos. Não percebemos que, frequentemente, escolhemos caminhos, pessoas e prioridades segundo os desejos de um coração corrompido pelo pecado. O resultado inescapável dessa negligência é a própria ira divina sobre a sociedade.

Neemias não apenas clamou; ele chorou por suas próprias falhas e confessou o pecado nacional - aquele mesmo desvio que levara o povo ao cativeiro e à miséria. Sua disposição nasceu de confissão sincera, arrependimento profundo e genuína transformação. Do contrário, a reconstrução de Jerusalém resultaria em muros restaurados para abrigar um povo de má índole.

O texto de 2 Crônicas 7:14 carrega esse mesmo peso e esclarece verdades vitais: "Meu povo": Deus fala com pertencentes a Ele, ainda que estejam vivendo longe de sua vontade; Identificação: Trata-se de uma gente que carrega sobre si o próprio nome do Senhor; "Humilhar-se": Na tradição bíblica, significava rasgar a alma, vestir pano de saco e expor a própria vilania perante o Criador; "Buscar": Exige caminhar ativamente na direção da Vontade Divina e da obediência aos seus Mandamentos; "Oração e jejum": Ampliam a humilhação, pois só clama assim quem reconhece a própria falência e urgência de socorro.

Somente após esse processo de quebrantamento haverá resposta dos Céus. A cura para uma nação jamais virá de ritos superficiais ou da ilusão de esperar de homens o que pertence unicamente a Deus. Escolher o que caminha nas trevas e em pacto com o mal não trará restauração.

Como Israel, desejamos soluções. Contudo, precisamos entender: nunca haverá harmonia entre a luz e as trevas, pois isso constitui o pior dos jugos desiguais. Neste momento decisivo, aponte quem de fato é Deus em sua vida e o que domina o seu coração. Observe com sobriedade se as suas escolhas carregam a luz da verdade ou as trevas da impiedade. O "meu povo" somos nós. Ou exibiremos as marcas de Cristo, ou revelaremos a quem realmente servimos.

Pastor Carlos Puck

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"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."

— 2 Crônicas 7:14

Ao lermos o livro de Neemias, percebemos que, para Deus agir, deve haver mais do que meros pedidos a Ele. Pedidos sem reconhecimento de pecados e sem mudança de vida são ritos vazios, ocos e cisternas rotas.

Mortos não podem clamar ao Senhor. Disso aprendemos que, se estamos mortos em nossos delitos e pecados, nada podemos alterar na história de nossas vidas, tampouco na história da nação. Queremos Deus operando em meio ao caos instalado, mas nos negamos a olhar para dentro de nós mesmos e ver que escolhemos pessoas e coisas segundo um coração condenado pelo pecado. O resultado disso é a ira divina repousando sobre todos.

Neemias clama por si e por seus pecados, além de confessar o pecado nacional — que levara o povo ao cativeiro e a viver em total miséria. Sua disposição parte de confissão, arrependimento e mudança. Do contrário, seriam apenas muros restaurados para abrigar gente de má índole.

O texto exposto acima (2 Crônicas 7:14) traz o mesmo conteúdo e peso, a fim de esclarecer que:

(a) "Meu povo": ou seja, não se trata de desconhecidos, ainda que estejam vivendo de forma errada e longe da vontade do Senhor;

(b) Identificação: é um povo que se identifica pelo nome de Deus;

(c) "Humilhar-se": nos tempos antigos, significava jogar terra sobre a cabeça, vestir-se de pano de saco, rasgar as vestes e a alma, e expor a própria maldade (conceito que o próprio Jesus aplicou a Si mesmo em Sua humilhação);

(d) "Buscar": significa caminhar na direção da Vontade Divina, dos Seus mandamentos e da obediência;

(e) "Oração e jejum": ampliam a dimensão da humilhação, pois somente busca dessa forma quem chegou ao fundo do poço e reconhece que precisa de socorro urgentemente.

Somente a partir de todo esse processo haverá a resposta divina ao clamor do povo.

A cura para a nação não está em ritos religiosos superficiais, mas no profundo arrependimento de uma gente que insiste em esperar de homens aquilo que somente Deus pode fazer. Escolher coisas, objetos ou pessoas que andam em profundas trevas e em pactos com o mal jamais trará soluções que glorifiquem ao Senhor.

Queremos, como Israel, uma solução. Precisamos escolher. Mas entendamos: nunca haverá harmonia entre a luz e as trevas, pois isso configura o pior dos jugos desiguais.

Portanto, neste final de semana, aponte quem de fato é Deus e o que realmente enche o seu coração. Observe se quem você vai escolher não carrega mais trevas do que luz.

"Se o meu povo..." somos nós. Ou mostraremos as marcas de Cristo, ou revelaremos o que realmente domina o nosso coração.


ATOS 12:7

 

ATOS 12:7

Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão; e, tocando ele o lado de Pedro, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa! Então, as cadeias caíram-lhe das mãos.

O Salmo 91 diz que o Senhor daria ordem aos anjos a nosso respeito, e vemos dois momentos singulares em que o serviço angelical funciona com presteza: “apareceu-lhe um anjo do céu que o confortava” (Lc 22:43) e este em que Pedro é liberto de suas algemas. Há mais intervenções, mas destaco estas para evidenciar que Deus não deixa de socorrer o seu povo.

Para isso, sinais e prodígios compõem este universo espiritual, a fim de mostrar que precisamos confiar no “socorro bem presente na angústia”.

Negarmos essa ação prometida por Deus ainda no Antigo Testamento é dar as costas a um grande benefício da parte Dele. Expresso meu interesse neste assunto sobretudo para tratar da Providência.

Tiago havia sido morto à espada. Pedro dormia entre dois soldados, acorrentado com duas cadeias, e sentinelas à porta guardavam o cárcere. Ele declarou: “agora sei, verdadeiramente, que o Senhor enviou o seu anjo”.

Os anjos atuam como ministros e instrumentos de Deus, e a glória do socorro pertence unicamente ao Senhor. Não se trata de supervalorizar os anjos, mas de crer que Deus é capaz de nos socorrer e nos deixar sob cuidados especiais. Creiamos firmes no cuidado divino.

ATOS 13:51,52

 

ATOS 13:51,52

E estes, sacudindo contra aqueles o pó dos pés, partiram para Icônio. Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo.

Quando Deus mostra a um servo que os ouvintes rejeitam a Palavra, até o pó das sandálias deve ser deixado para trás. Essa instrução foi dada pelo próprio Senhor Jesus ao enviar os seus discípulos em missão.

Neste trecho, após anunciarem o Evangelho e testemunharem a incredulidade de muitos, Paulo e Barnabé saem, limpando a poeira de seus pés.

Anteriormente, no sábado, quase toda a cidade havia se reunido para ouvir a Palavra de Deus. Os apóstolos os persuadiam a perseverar na graça, e muitos gentios se regozijavam, glorificavam o Senhor e criam na vida eterna. Contudo, diante da forte oposição, os servos de Deus foram expulsos daquela região e partiram.

Mesmo sob perseguição, nota-se algo espetacular: a alegria tomava conta dos corações e o Espírito Santo transbordava entre eles. Há uma beleza sublime na vida dos convertidos que, mesmo enfrentando tribulações e ameaças de prisão, encontram profundo prazer em testemunhar de Cristo nas cidades, vilarejos e entre todos os povos alcançados pelas Boas Novas da Salvação.

Nossa fé pode mover montanhas e transformar corações de pedra. Permaneçamos firmes e inabaláveis na obra do Senhor, certos de que nosso trabalho nunca será em vão. Apenas creia e siga em frente.

2 TIMÓTEO 4:1-5

 

2 TIMÓTEO 4:1-5

Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.

Um servo bem instruído não cai nas armadilhas dos falsos ensinos. Não por acaso, Paulo orienta Timóteo a cuidar de si mesmo e da doutrina, lembrando a origem de seu aprendizado e o alertando a se esquivar de maus ensinadores, que se infiltram no meio do povo de Deus para iludir, mentir e conduzir à ruína.

Muitos pensam que o desvio da Verdade não afeta a Igreja. Engano. O erro não apenas compromete a fé individual, mas destrói a comunidade inteira contaminada pelo pecado.

A fonte da verdade é uma só: “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3:16). O termo “toda” reforça a suficiência e a finalidade da Palavra. A razão desse alerta é clara: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças [...] e se recusarão a dar ouvidos à verdade”. Paulo conclui: “Tu, porém, sê sóbrio em tudo, suporta as aflições”.

Ou nos sujeitamos integralmente à Palavra, ou cairemos no erro.

SALMO 24:3-5

 

SALMO 24:3-5

Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do SENHOR a bênção e a justiça do Deus da sua salvação.

Estamos sempre a um segundo da incerteza sobre o amanhã e a um milésimo de segundo de saber onde passaremos a eternidade. Em um simples piscar de olhos, somos lançados ao desconhecido.

A eternidade com Deus é o destino almejado por muitos: um lugar de promessas, descanso, presença e vida plena.

A linguagem bíblica traduz essa dimensão sob a figura do “Monte do Senhor e Santo Lugar”. É nesse contexto poético e profético que o Deus poderoso se revela, usando símbolos e sombras para nos instruir sobre a terra prometida, a Aliança Eterna e a preparação necessária para o que realmente importa.

No entanto, o texto estabelece condições claras: ter mãos limpas, coração puro e viver sem falsidade ou enganos. Tais exigências parecem simples, mas trazem uma profunda responsabilidade inerente ao chamado de habitarmos na presença santa do Senhor.

Não nos iludamos. É indispensável compreender a urgência da conversão, a busca por uma vida santificada e um encontro genuíno com Jesus hoje, para que possamos desfrutar da Vida neste Santo Lugar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

1 JOÃO 2:16-17

 

1 JOÃO 2:16-17

Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo ... porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.

Pensando nos prazeres da vida, seguindo a lógica bíblica de termos prazer nas coisas do Reino Eterno, onde habita nosso Pai, então perceberemos: “quanto à antiga maneira de viver, dispam-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, para serem renovados no modo de pensar e se vestirem do novo homem, criado para ser semelhante a Deus” (EF 4:22-24); “o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado” (RM 6:6); “procurem as coisas do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas” (CL 3:1-2).

O que tento dizer é que “vaidade de vaidades! - diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade.” (EC 1:2)

Amar este presente século é deixar de amar a Deus e toda a sua proposta, de onde surgirá, sem dúvida, a apostasia, que nada mais é que o abandono da Verdade.

A vaidade, o gosto por este presente século, são elementos que devemos descartar se amamos a Deus.

A realidade é que “o mundo passa, bem como a sua nossos desejos; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (2:17) - o que escolheremos?

SALMO 1:2

 

SALMO 1:2

Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.

Como posso querer falar com alguém que não estou buscando ouvir? Ler a Palavra traz sobre nós a luz da voz do Senhor - a única que importa e que pode nos transformar, tornando-nos mais parecidos com Jesus. Por isso, buscamos em igrejas o que só encontraremos na Palavra.

A igreja - ou a busca por ela - não sintoniza em nada com a vontade de Deus. Estamos mudando de igrejas, de credos, de liturgias, de manias e desejos teológicos, quando, na verdade, deveríamos nos dobrar à leitura diária e profunda das Escrituras. É por isso que vemos uma sociedade cada vez mais confusa, cheia de misticismos e de seguidores de influenciadores que de nada servem, senão para gerar mentes perdidas.

Esta realidade tem sido a forma usada por movimentos ideológicos para desconstruir a ideia geral sobre a inspiração da Palavra por Deus e para negar um Deus que governa tudo de forma soberana.

Mas, se isso não bastasse, são os “cristãos” rasos, sem vocação para o Reino, que conhecem tudo, menos o Senhor a quem dizem servir. Vivem de literaturas gerais, mas em nada buscam a orientação da Palavra. Não se interessam.

Eis que surge a questão: qual a razão pela qual Deus deveria se importar com gente assim? Orar virou reza.

LUCAS 14:13-14

 

LUCAS 14:13-14

Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, receberás na ressurreição dos justos. 

Viver de aparências é a moda de hoje - e de sempre. Recordo-me da audácia das antigas propagandas de cigarro, que vendiam pose, status, beleza e sedução, em total contraste com as imagens atuais nas embalagens, mostrando os males do câncer. Não foi apenas a ciência que evoluiu, mas a consciência das consequências de uma vida pautada no consumo de ilusões.

Como é belo o corpo humano refletido no espelho individual; no entanto, insatisfeitas com a própria contemplação, muitas pessoas desejam vender a imagem de quem se cuida ou cultiva o corpo perfeito.

O texto bíblico aborda essa busca por validação externa e pelas recompensas resultantes da encenação da bondade - um clamor velado que pede: “olhem para mim e vejam como sou bom”. Para Deus, isso nada vale, embora satisfaça um mundo vazio e passageiro.

As boas obras e a generosidade devem seguir a premissa bíblica de que a mão esquerda não saiba o que faz a direita. Viemos para representar a Cristo, e não a nós mesmos. Precisamos renunciar à vaidade de selecionar pessoas influentes para a nossa mesa. Vivamos em busca da verdadeira bem-aventurança e da recompensa eterna que Jesus nos oferece.

NEEMIAS 1:3

 

NEEMIAS 1:3

Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas.

Quando olhamos o livro de Neemias e Esdras, percebemos algo potencial, sobre o que deve ser nosso comportamento quando se trata do povo de Deus.

Neemias sabia da índole do povo. Conhecia história. Logo, a reação de quem conhece fatos, imediatamente seria de julgamento, de juízo precipitado, deixando o povo pagar pelos seus pecados. É a natureza humana caída.

A misericórdia do Senhor é a justa causa de Cristo ter morrido por nós, quando ainda pecadores. A justiça de Deus sendo posta em um inocente - Jesus -, para que culpados sejam alcançados e justificados.

Posturas se um servo: “tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”, “estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo”, “faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti”, “temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos” - intercedeu e se pôs no lugar do povo.

É mais fácil julgar do que nos incluirmos. E eis o segredo de Cristo - se envolver a ponto de levar a nossa culpa. Comece a pensar em como tem agido e mude.

ATOS 26:28

 

ATOS 26:28

Então, Agripa disse a Paulo: Por pouco me persuades a me fazer cristão.

A estrutura histórica de Atos dos Apóstolos nos deixa valiosas lições. Contudo, antes de extraí-las, precisamos conectar os relatos de Lucas, escritos na sexta década de nossa era aos dias atuais, quase dois milênios depois.

A frieza, o descaso, a blasfêmia e a perseguição tornaram-se ainda mais intensos com a multiplicação da iniquidade e do esfriamento do amor a Deus. A correlação entre o aumento populacional e o pecado é visível.

Ao avaliar o legado de Paulo, vemos que, preso e acusado por líderes judaicos, ele apresentou sua defesa perante o rei Agripa II, sua irmã Berenice e o governador Festo, em Cesareia. Mesmo inocente, insistiu em recorrer a César. Da sua postura, tiramos três lições:

Todos teremos, assim como Agripa, um encontro com a Palavra de Deus; mesmo que não a aceitemos, ela continuará sendo a Verdade.

Oportunidades como a de Agripa são singulares e podem ser definitivas. Em nossas comunidades, muitos ouvem a mensagem, mas não mudam de vida, refletindo a postura de Agripa: “por pouco me persuades”.

Não se tratava de inocência, mas de uma rigidez religiosa que travou a mente dos ouvintes. Se o encontro com Jesus não produzir transformação em nós hoje, estaremos como Agripa: desperdiçando a vida e o chamado à Salvação. Aproveitemos as oportunidades.

Romanos 11:33-36 e a Reforma Protestante

 

Romanos 11:33-36

³³ Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!

³⁴ Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?

³⁵ Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?

³⁶ Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!

A Reforma não nasceu no século XVI. O que testemunhamos na história foi apenas o reflexo visível de algo que já havia sido forjado na eternidade. Antes de ser um brado histórico, a Sola Scriptura se faz carne e vem habitar entre nós no Verbo encarnado. Deste Verbo vivo, a Escritura ganha rosto e nome em Solus Christus, aquele que invade a nossa alma com a imerecida Sola Gratia, produzindo em nosso ser a Sola Fide - uma fidelidade viva ao que foi profetizado, capaz de nos gerar para a Vida Eterna e nos conduzir, finalmente, a um estilo de vida fundamentado no Soli Deo Gloria.

Tão habituados estamos com as respostas do Catecismo de Westminster que frequentemente declaramos de forma automática que fomos criados para glorificar a Deus. No entanto, é preciso pausar e examinar o coração: será que Ele tem sido verdadeiramente glorificado pelo nosso viver? Afinal, se viver é Cristo, é no próprio Filho que contemplamos o perfeito modelo de uma vida inteiramente voltada para o Pai. N’Ele, percebemos que a verdadeira glória se traduz em obediência graciosa aos Mandamentos - uma regra de vida para todo aquele que professa a fé neste Cristo amado que nos amou primeiro.

Compreender a Reforma é reconhecer que a Palavra de Deus se fez carne na manjedoura para povoar a Terra com o Seu Amor Total, caminhando decididamente em direção ao Madeiro para cumprir a promessa de libertação do Seu povo escolhido - um povo comprado por Seu Sangue e justificado por Sua justiça. Pensar nos lemas reformados é, em última análise, viajar pela profunda reforma que Jesus realizou na alma humana, agraciando-nos com Sua vitória sobre a morte para que, por meio D’Ele, também sejamos vitoriosos.

É assim que os lemas ganham verdadeiro sentido: eles nos resgatam para a forma e a função originais do design divino - uma Bauhaus Divina - , lembrando-nos de que os reformadores do século XVI foram apenas vozes a nos recordar do imperativo de retornar ao ponto inicial - um eco da própria chamada apocalíptica às sete igrejas. Reformar é, em sua essência, voltar. Voltar ao início, à origem, ao próprio Deus. E o Caminho, nós já conhecemos: é o Verbo, Solus Cristo.

Nesta jornada de retorno à origem, os cinco pilares da Reforma ganham vida em nossa caminhada diária:

Sola Scriptura: A Bíblia como a única autoridade final, infalível e suficiente para guiar nossa fé e nossa prática.

Solus Christus: Jesus como o único Salvador e o exclusivo mediador entre Deus e a humanidade.

Sola Gratia: A salvação compreendida como um dom gratuito e imerecido, nascido do favor divino e não de méritos humanos.

Sola Fide: A justificação recebida unicamente pela confiança em Cristo, abrindo mão de qualquer tentativa de autojustificação por obras.

Soli Deo Gloria: A consciência de que toda a criação, a salvação e a vida do crente existem exclusivamente para o louvor da glória de Deus.

Pelos méritos de Cristo e para Glória de Deus.

Amém.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

SALMO 143:5

       SALMO 143:5

Lembro-me dos dias de outrora, penso em todos os teus feitos e considero as obras das tuas mãos.

É comum esperarmos dos líderes uma postura que não expresse fraqueza, aproximando-os do mito dos semideuses. Essa deificação cobria os homens com um manto de invulnerabilidade. A riqueza de Davi, contudo, está na exposição sincera de si mesmo - uma poesia profunda que mergulha na existência humana. Sob a tensão por Absalão, a perseguição de Saul ou as ameaças de exércitos, ali estava um rei e servo à mercê do cuidado divino.

Podemos guardar quatro lições preciosas deste Salmo:

1.    “Não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não há justo nenhum vivente” (v. 2): ampara-nos nesta confiança em um Deus justo e reto em tudo que faz, inclusive em seus juízos (Sl 51:4). Em seu Comentário aos Salmos, João Calvino observa que Davi, reconhecendo que nem os reis estão isentos da culpa, recorre à misericórdia de Deus, sabendo que a única esperança do crente diante do Juiz supremo é a graça perdoadora.

2.    “O inimigo tem perseguido a minha alma; tem lançado por terra a minha vida” (v. 3): aponta a dor das adversidades e o combate contra os próprios pares. Em A Vida de Davi, Arthur W. Pink destaca que as tribulações permitidas pela soberania divina não visam destruir o servo de Deus, mas despi-lo de toda autoconfiança, conduzindo-o a encontrar abrigo exclusivo na fidelidade do Senhor.

3.    “A minha alma anseia por ti como terra sedenta. Senhor, responde-me depressa!” (v. 6-7): abre nossos olhos para as necessidades mais urgentes, que devem ser levadas ao Altar - sem medo de se expor a Deus, quem sabe mediante o pedir as orações ao Corpo de Cristo, a igreja.

4.    “Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio” (v. 8): mostra a busca ideal na Fonte de toda segurança. Na obras Dogmática Reformada, Herman Bavinck afirma que a oração do crente reflete a dependência absoluta da providência divina, na qual a memória das obras passadas de Deus sustenta a esperança presente da alma.

Como temos nos relacionado com Deus em nossas orações? Ao olharmos para o passado e contemplarmos a fidelidade descrita por esses homens, somos lembrados de que a memória dos atos de Deus é o combustível da nossa fé. Lembre-se do que Ele já realizou e siga confiando inteiramente Nele.

Pastor Carlos Puck

 


sábado, 3 de outubro de 2026

ROMANOS 8:34

 

Romanos 8:34

É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.

Diante desta afirmação de Paulo, tendo havido Jesus sido morto e ressuscitado, assentado à direita de Deus, sendo quem intercede e media nossas causas, trará aos leitores de Roma toda certeza de livramento, mesmo diante da morte.

Os crentes estão prontos para uma vida que conduz à morte, não pelo poder e valor da morte em si, mas pela promessa da ressurreição. Nada pode separar por este motivo exclusivo. Ainda que sejamos entregues como ovelhas a matadouros.

Em nossas mais profundas crises e lutas, teremos ainda o amparo e assistência do Deus Espírito Santo, que além de nos consolar, nos servirá também de intercessor. Somos respaldados pela Trindade Santíssima.

E por este motivo entendemos com clareza que não devemos estar debaixo da Lei e do pecado, pois dependemos totalmente da Graça e devemos por ela viver em Santidade, deixando o velho homem para trás, pois o Espírito de Deus habita em nós e é quem testifica em nós a filiação eterna de Deus.

E só por isso podemos afirmar que “se Deus é por nós, quem será contra nós?” Nele, “em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. Ressuscitaremos com Ele. Esta é a promessa.

[UN RISQUE]

 [UN RISQUE]

Ce serait ma première et dernière fois,

Et, comme toujours, le « jamais » ne reviendra plus.

Pour la millième fois, j'essaie d'être

À cette dernière chance, pour de bon.


Cette clairvoyance de la chute est folle :

Voix qui, sous la fumée s'effaçant, s'enroue,

Change de vêtement, vend son âme

Et se perd, sans mesurer la douleur qui reste sur le sable,


À ramasser les coquillages et à affronter la vague

Qui expose la réalité d'être toujours

L'ultime et la première fois.


Chose ainsi marquée, annoncée,

De cette bousculade dans la glaise, la poussière, les formes sinueuses,

Le regard tourné vers

Une autre fois.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

SALMO 40:7,8

SALMO 40:7,8

Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.

Os encerramentos de ano nos revelam verdades que deveriam compor cada dia de nossa vivência aqui. Como atores sob a direção divina, precisamos compreender todas as suas ordens, para que o espetáculo da vida seja bem executado e, assim, dê a devida exaltação ao grande mentor e diretor desta "peça" chamada existência.

Temos o texto. Temos o dom. Temos o chamado.

No entanto, para termos uma boa desenvoltura neste espetáculo, precisamos amar o que fazemos; precisamos desejar transmitir aos outros aquelas ideias que darão sentido a todas as nossas ações.

O Salmo nos deixa este toque belo de "agradar-se na vontade do Senhor". Pois a certeza de ter o nome inscrito no rolo do Livro - tendo dentro do coração a Palavra - surtirá efeitos transformadores em nós e naqueles que tanto precisam de Deus. Isso repercute tanto quanto uma obra de arte sobre o palco, diante dos olhos da multidão: "proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor".

É a este autor, consumador e diretor de nossa vida e fé que nos dedicamos a representar aqui. Nele podemos confiar de todo o coração, quando da sua vontade nos agradamos. Nele esperamos e confiamos, a fim de, ao final, sermos chamados bem-aventurados.