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sábado, 24 de outubro de 2026

HABACUQUE 3:16

HABACUQUE 3:16

Ouvi-o, e o meu íntimo se comoveu, à sua voz, tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e os joelhos me vacilaram; em silêncio, devo esperar o dia da angústia...


Ah! Intenso pavor de um homem que, inserido em um contexto complexo, entre um povo que teima em se afastar do Senhor e o próprio Juízo anunciado.


O terror invade sua alma, quando Judá estava cheia de violência, injustiça e desobediência à Lei de Deus, e o profeta questionava por que Deus parecia tolerar isso em silêncio (1:2-4), e Deus responde a Habacuque dizendo que traria um instrumento de julgamento: os caldeus (babilônios - 1:5-11) - Isso abala o profeta, pois a Babilônia era ainda mais ímpia do que Judá - Ímpios produziriam a dor mais profunda ao povo de Deus e de dura cerviz.


Mas num salto de fé e esperança, em forma de oração, o profeta diz: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (3:17,18). Eis uma postura de quem conhece o Senhor, mesmo na mais profunda cova - “O Senhor Deus é a minha fortaleza,” - uma poesia de louvor lembrando de como Deus agiu no passado para salvar o seu povo. 


Viva desta forma. Ainda que tudo pareça fora de controle. Creia e alimente, pela fé, a esperança.

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