JÓ 14:22
Ele sente as dores apenas de seu próprio corpo, e só a seu respeito sofre a sua alma.
Certo dia chorei, quem sabe em devaneio, pensando que meus amigos, aquele momento específico jamais tornaria. Era, naquele momento, mera sensação emocional de quem não queria sair daquele local.
Mas não estava errado meu coração. Tudo ocorreu numa despedida sem adeus e num destino diferente para cada pessoa que ali se encontrava. Antecipava minha dor.
E dali para frente, entre perdas e ganhos, solidão e novas pessoas, vivi cada instante, mas jamais um como aquele - e tudo passa, vai e volta - que normalidade bruta.
O servo Jó, em meio aos seus devaneios e totalmente justificáveis, diante do estrago do diabo em sua vida e com a autorização divina, sofria perdas em todas as áreas, tendo seus ouvidos banhados por vozes e um coração dolorido que ninguém poderia imaginar.
Somos um composto de encontros e despedidas - e quem dera, morte e estações não existissem! E não reclamo, mas é lícito sentir, habilidade inclusive de nosso Cristo amado, que em sua caminhada se serve de frases como “desamparo”, “se possível”, “em tuas mãos entrego”... Colocar-se no lugar de Jó ou de Cristo seria interessante: “como as águas do lago se evaporam, e o rio se esgota e seca, assim o homem se deita e não se levanta; enquanto existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu sono”. Ah! Esperança que precisamos.
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