JÓ 19:21
Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de DEUS me atingiu
Um brado de socorro. Eis a voz de alguém que se sentia na mais profunda opressão do inferno, abandonado por todos e ignorado pelos seus.
Não consigo ler Jó sem entendê-lo como uma figura de Cristo no Antigo Testamento. Não mesmo!
E nesta releitura e constância na Palavra, sofro com estes homens do passado, quando, por exemplo, vejo um apelo aos “amigos”, quem sabe os mais íntimos que tinha e a quem imaginava poder recorrer.
Este verso se une a outros e nos mostra a crua realidade da solidão de pessoas que andam em nosso redor e pedem socorro, às vezes num silêncio ensurdecedor de seu olhar: (a) “os que se abrigam na minha casa e as minhas servas me têm por estranho”, a sensação de quem tinha todos perto e muito longe de seu clamor; (b) “chamo o meu criado, e ele não me responde; tenho de suplicar-lhe, eu mesmo”, que horrível pedir algo e não receber a devida atenção; (c) “meu hálito é intolerável à minha mulher, e pelo mau cheiro sou repugnante aos filhos de minha mãe” - consegue entender o drama deste homem? (d) “as crianças me desprezam, e, querendo eu levantar-me, zombam de mim” - ah! Profunda agonia de quem quando estava bem tinha todos perto.
Como anda nosso olhar para o próximo em dor?
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