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terça-feira, 28 de julho de 2026

JÓ 29:2

JÓ 29:2

Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que DEUS me guardava!

Alguém poderia sentir saudade de DEUS? Jó expressa a angústia de quem desce ao "hades" e sente, no sofrimento, a aparente distância do Criador. Ele recorda a vida de abastança e bênçãos, quando era socorro ao próximo - “me fazia de olhos para o cego e de pés para o coxo e dos necessitados era pai” (29:15,16).

Precisamos ver JESUS como a chave para interpretar a sua história: (a) "fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça" remete à comunhão rica com DEUS e seu povo; (b) "quando eu, guiado por sua luz, caminhava pelas trevas" evoca o vale escuro, onde o Senhor era a direção, refletindo a presença do Bom Pastor (Salmo 23); (c) "a amizade de DEUS estava sobre a minha tenda" lembra que, embora provado, Jó era amigo de DEUS, em eco à poesia de Davi; (d) "o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos, em redor de mim" traduz o lamento pela sensação da ausência em meio à dor.

Podemos fazer da dor de Cristo e de Jó testemunhos de que, na mais profunda cova, Ele jamais nos abandona.

Mesmo quando o silêncio e o sofrimento desafiam a nossa fé, o Senhor permanece conosco.

A experiência do lamento não anula a amizade divina; pelo contrário, revela que, na escuridão mais densa, DEUS continua sendo o nosso refúgio, o divino companheiro que caminha ao nosso lado até o fim.


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