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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MATEUS 6:12

 

Mateus 6:12 - “e perdoa-nos... assim como nós temos perdoado”

 

A RAIZ DA AMARGURA corrói a alma quando alimentamos desculpas para guardar o rancor. Diante da petição de Mateus 6:12 - “e perdoa-nos... assim como nós temos perdoado” -, somos confrontados com a nossa incapacidade natural.

Como bem pontuou João Calvino, “o coração humano é uma fábrica perpétua de ídolos e dureza, um verdadeiro coração de pedra que resiste à graça e se apega ao ressentimento” (As Institutas da Religião Cristã (especificamente no Livro 1, Capítulo 11, Seção 8).

Nossa vã tendência é criar subterfúgios sociais para justificar a falta de perdão. Contudo, o remédio para essa dureza não reside em um esforço puramente humano ou moralista, mas na contemplação da obra de Cristo.

Como nos lembra Paulo em Filipenses 2, “Jesus esvaziou-se, assumindo a forma de servo até a morte de cruz”. Esta atitude não foi um mero impulso emocional, mas a suprema disposição redentora ordenada pelo Pai.

Tal disposição opera em nós não por mérito próprio, mas como fruto indispensável da união com Cristo e da habitação regeneradora do Espírito Santo. Quem foi alvo da graça soberana não pode guardar dívidas contra o próximo, pois compreende a imensidão da dívida que lhe foi perdoada.

Quando Jesus nos ensina a orar "não nos deixes cair em tentação" incluindo a si mesmo no pronome plural, Ele nos revela que a dependência da graça é diária e comunitária. O perdão horizontal é o reflexo inevitável do perdão vertical recebido.

Como ponderava Thomas Watson, "Não precisamos subir ao céu para ver se os nossos pecados estão perdoados: olhemos para os nossos corações e vejamos se conseguimos perdoar aos outros" – (The Lord’s Prayer)

Portanto, tratar a amargura exige abandonar a hipocrisia das aparências e buscar a comunhão secreta com o Pai. É no oculto do nosso quarto, em quebrantamento diante da santidade divina, que a nossa soberba é quebrada.

A verdadeira piedade não floresce da ostentação, mas na contrição silenciosa onde reconhecemos que somos miseráveis pecadores salvos unicamente pela misericórdia.

Quando experimentamos esse galardão íntimo, o rancor perde o seu domínio sobre nós, e perdoar deixa de ser um fardo insuportável para se tornar a marca evidente de que pertencemos, de fato, à família de Deus. Vá para teu quarto escuro e com teu Pai, em secreto, aprenda perdoar.

 

Pastor Carlos Puck

 

DEUTERONÔMIO 31:7

DEUTERONÔMIO 31:7 

Chamou Moisés a Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: Sê forte e corajoso; porque, com este povo, entrarás na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais; e tu os farás herdá-la

Este é um capítulo que poderia ser um marco na vida de Moisés, de Josué e dos sacerdotes.

Trata da memória da Aliança, de uma prescrição divina sob mandamento e de um estímulo claro aos sucessores de Moisés.

Mas, quando Moisés fala a Josué sobre ser forte e corajoso, não se trata apenas de um discurso motivacional contra os inimigos e as nações a serem conquistadas.

Lendo todo o capítulo, veremos que Deus, em sua onisciência, diz que o povo o abandonaria, que seguiria outros deuses e que teria o rosto de Deus virado contra si por esta razão.

Deus fala da "dura cerviz", mesmo reunindo toda a congregação de Israel para ouvir a Lei, e esse mesmo público ouve que seu comportamento será reprovado: "deixará e anulará a Aliança" (v. 16), vindo em seguida o anúncio que deveria gerar tremor e temor: "Nesse dia, a minha ira se acenderá contra ele; desampará-lo-ei e dele esconderei o rosto, para que seja devorado; e tantos males e angústias o alcançarão" (v. 17).

Isso nos prova que a ação soberana do Senhor age de forma justa e reta.

Ele poderia inibir o povo deste mal, mas agiu como fez com Adão, apontando o caminho e entregando-o ao exercício de sua vontade pessoal.

Paulo ratificará em Romanos que "Deus entrega o homem a uma disposição mental" reprovável, sob a qual se manifesta a sua ira.

Chamamos isso de "zelo". Deveríamos temer seguir o nosso próprio coração, mas é nesta sala de aula que entenderemos a necessidade da "justificação pela fé em Cristo", pois continuamos a desobedecer a cada dia.

E o recurso vem da voz de Jesus, que ensina que "haverá mais tolerância para com Sodoma e Gomorra no dia do juízo do que para com aquela geração" má e corrupta.

Deus nos quer inteiramente para Ele, amando-o "com toda a alma, força e entendimento".

Que tenhamos zelo pela presença do Senhor, o mesmo que estava à porta da tenda da congregação e que hoje está à porta do nosso coração. Não devemos abrir mão do sacrifício de Cristo, desprezando-o e trocando uma vida santa por uma vida de pecados.

Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

Josué termina seu livro com uma afirmação que explica tudo: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor".

Eis uma escolha. Qual será a nossa?

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

GENESIS 2:7

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente." (Gênesis 2:7).

O Pó da terra, matéria criada, com toda sua fragilidade e dependência de sua origem, Deus. Quando do sopro, transmissibilidade da vida sobre o pó em formação, alma vivente do ex nihilo, existência agora com propósito, integrado com o superior plano, Deus, em sua natureza transmitida, parte que brota do Senhor, e não da obra criada, pó.

João Calvino, em sua obra As Institutas da Religião Cristã (Livro I, Capítulo 15), ao tratar da criação do homem:

"A alma é uma essência incorpórea, contudo é uma verdadeira criatura; não é uma partícula da essência divina, mas uma centelha de vida criada por Deus a partir do nada, alojada no vaso de barro que é o corpo."

Se o espírito torna a Deus que o deu (Eclesiastes 12:7), concluímos que o corpo, ente passageiro originado do pó da terra, atua como o vaso que temporariamente contém a respiração e a ordenação de Divina. Soprar é muito mais que exalar sobre; é conferir propósito, força e existência racional.

Neste ato criativo, o sopro passa a ser a dignidade estrutural dada ao homem. Teimamos em dar valor excessivo ao visível e tangível, esquecendo-nos de que a nossa subsistência depende inteiramente da sustentação do Criador. Como destaca Herman Bavinck em sua Dogmática Reformada:

"O homem não é apenas um agregado de matéria e espírito; ele é uma unidade psicossomática criada para a comunhão com Deus. A morte não aniquila o homem, mas separa o receptáculo terreno da sua respiração espiritual, devolvendo cada parte à sua devida origem até o dia da redenção física."

É fascinante notar a tipologia bíblica: o primeiro Adão, formado do pó da terra, cedeu ao pecado e introduziu a morte. Mas, como argumentou o teólogo puritano John Owen ao discorrer sobre a encarnação e a obra de Cristo:

"O Filho de Deus tomou sobre si a verdadeira carne humana, gerada da estirpe de Davi, sujeitando-se às debilidades do pó para que, como o segundo Adão, pudesse resgatar tanto a alma quanto o corpo da corrupção."

A ressurreição de Cristo desmonta o triunfo absoluto da matéria morta. Ela exalta a soberania da criação sobre a sepultura. Quando Jesus ressuscita em carne glorificada, o próprio pó ganha significado eterno; o corpo físico não é descartado gnósticamente, mas redimido para a comunhão eterna com o Criador - pó e fôlego unidos na pessoa do homem glorificado.

Por que Deus insiste em resgatar e redimir aquilo que foi maculado pelo pecado? Porque a Sua graça é soberana e irrecusável em seus desígnios de adoção. Deus não despreza as obras de suas mãos. O valor da matéria reside na dignidade que o Criador lhe conferiu, e a alma encontra seu repouso somente quando reconciliada por meio de Cristo. Sem Deus, o ser humano é espiritualmente morto.

Agostinho de Hipona (As Confissões, Livro I, Capítulo 1, Parágrafo 1)disse:

"Fizeste-nos para ti, e o nosso coração estará inquieto enquanto não descansar em ti."

Diante da transitoriedade da vida e da vã ilusão de acumular tesouros passageiros, as Escrituras nos lembram da soberania final de Deus sobre a história:

"Pela mesma Palavra, os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o Dia do juízo e para a destruição dos ímpios" (2 Pedro 3:7).

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar" (Mateus 24:35).

"Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça" (2 Pedro 3:13).

A ampulheta do tempo se esvai, conduzindo o corpo de volta ao seu elemento natural, a terra. Mas a esperança da fé fundamenta-se no criacionismo bíblico, na soberania absoluta de Deus e na eficácia da cruz de Cristo.

A eternidade não é um conceito abstrato, mas a concretização da promessa de que habitaremos para sempre na presença d'Aquele que é o Autor e o Consumador da nossa fé.


SALMO 23:5

SALMO 23:5 

Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda


A Teologia carrega em sua interpretação a necessidade de contextos exatos em que o texto fora escrito, dedicando tempo sobre autor, data, tipos, etc.

Mas o grande lance da pregação e estudo emerge da aplicação, pois sem esta a fala fica distante do auditório.

E é nesta questão que amo a Palavra inspirada pelo Espírito Santo e a própria instrução deste sobre a mente que Ele leva cativa sob suas mãos.

"Preparas" me joga na total dependência dele enquanto Deus presente e consolador, sinônimo deste derramado de óleo que marca a vida de quem ele mesmo socorre e busca. Tal preparo está além do trato curativo, mas transcende à humanidade quando aprendemos que "devemos nos encher do Espírito".

Só pode derramar, de forma que não seja lançado de forma irreverente aquele servo e filho cuja unção, este derramar, encher toma conta.

Adversários, oi adversidades, ou nossa dureza de coração, ou mesmo a plena confiança no Pastor, sim, está que revelará em que nível da "taça" que somos nós o óleo, a unção estará.

Lembrando de outro Salmo que nos remete à leitura "desce pela barba, a barba de Arão".

A mesa preparada com o cálice transbordante me faz pensar na Graça que devo comunicar aos que me cercam, o ser testemunha do Sangue de Cristo lançado sobre a humanidade, o Amor que refaz a comunhão como Céu, o paraíso abandonado pelo meu pecado.

Mesa e cálice, muito próximo do último encontro do Senhor com os seus, quando reparte pão e cálice.

Ao cantarem o hino, muito devem ter se emocionado, mas em expressão de satisfação de dever cumprido e sequenciar a missão do Mestre e Salvador.

Eis-nos à Mesa.

Transbordemos ao nos enchermos do Espírito, no orar sem cessar e na gratidão por tão grande Salvação.

Não sejamos nós os nossos próprios inimigos, que ouvem e não praticam a Palavra.

MATEUS 6:12

 

MATEUS 6:12

...e perdoa-nos...assim como nós temos perdoado...

Como tratar a raiz da amargura? Partindo desta pergunta, é útil meditarmos em algumas questões importantes na Palavra.

Criamos muitos conceitos. Muitos. Muitas expressões, com cara de desculpa. Etc. Mas uma só é a razão de perdoarmos ou não: coração de pedra, que é a razão bíblica, por exemplo, para o divórcio, segundo a bíblia.

Coração de pedra é dura cerviz são expressões para nós apresentar a nós mesmos, sobre nossa natureza.

No meio dos conceitos, entra Jesus, de forma clara: "deixa sua glória, esvazia-se, fica parecido com a gente, entrega-se à vergonha e humilhação, e chega até a cruz" (filipenses 2), que é quando Paulo dirá "tenham o mesmo sentimento que Cristo teve" - a isto chamamos de disposição para... Sem disposição, Jesus jamais viria. E não é uma disposição natural, mas um produto de quem se enche do Espírito, busca a vontade de Deus e sabe que é um filho eleito. Disposição não deixa opções, mas convicções para se obedecer.

Some-se a isto, a palavra ainda mais direta, quando se pergunta a Jesus: "se perdoar será perdoado, se não, não será".

A graça dada é a mesma que temos que praticar. Senão banalizamos esta ação do Céu e a vendemos condicionadas às aparências - é fruta estragada.

E por isso Ele dirá na oração: "não nos deixe cair em tentação", e neste ensino, usa pronome que o inclui - "nos".

Se queremos andar com e como Cristo, tratando de perdão, então deveremos passar por este caminho, que nada mais é que um desenho tracejado que devemos preencher para cumprirmos o nosso papel de filhos de Deus.

Nisto entenderemos que esta ação da Graça em nós começa num encontro interior e íntimo, longe de tudo e de todos, como disse Jesus: "tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" (6:6) - define galardão.

O resto é hipocrisia e falso cristianismo (6:5).

domingo, 6 de setembro de 2026

LUCAS 8:13

LUCAS 8:13

A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam.

Os tipos humanos estão bem representados na parábola que Jesus propõe, referindo-se à mensagem que lhes era pregada. Ao compará-la com uma semente, o Senhor aborda os destinatários quanto ao destino de cada um e às consequências da rejeição.

Empolgação talvez seja a palavra perfeita para este tipo de coração. Na atual cultura que prioriza o espetáculo e a autossatisfação, empolgar o público com um aparente fervor de curas e facilidades revela quanto tempo durará a fé de muitos.

Tem sido cômodo viver segundo nossos desejos. Ter um deus que apenas mime e satisfaça nossos caprichos, em detrimento do arrependimento genuíno e de uma vida em santidade, parece atraente.

Sou favorável ao crescimento exponencial da comunidade de fé e nada tenho contra grandes congregações, afinal, o Espírito Santo ultrapassa qualquer limite conceitual humano.

No entanto, cabe o questionamento: onde estão todos os que creram? Quanto tempo durou essa semente e que tipo de fruto ela realmente gerou?

Viver para Cristo é o grande desafio de nosso tempo, e negarmos a nós mesmos acentua este chamado.

Por isso, devemos rever que tipo de solo somos.


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

LUCAS 21:27

 LUCAS 21:27

Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória


O dia que nunca nasceu. Este será o dia em que todos passarão pelo grande abalar das emoções, da alma e do corpo, quando nada mais se poderá fazer, senão receber as palavras de "separação do joio e do trigo".


A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem…” (Hb 11:1) e é nesta expectação que dorme a humanidade, de não ver – ainda – mas que verá certamente. E todo este enigmático dia não é um simples tremor de terra, um vendaval, um furacão, ou os eclipses... estes são apenas sinais: o que está por vir é um terror qual jamais houve na Terra.


Nas palavras do Bom Pastor, para quem está mergulhado neste mundo de sinais, a palavra é “exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (v.28). Mas para aqueles que sequer creem ou no mínimo acreditam, que dia terrível será – “homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo” (v.26).


O que Jesus disse: “sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?” (Mt 16:3).

Lendo as Sagradas Escrituras, extraí a porção preciosa com promessa no hoje e no amanhã: “crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa…” (At 16:31). 


Ele vem. Prometeu. Está às portas. Você crê?


Carlos Puck

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

SALMO 141:8

Salmo 141:8 - “Pois em ti, Senhor Deus, estão fitos os meus olhos: em ti confio; não desampares a minha alma.”

 Ao longo da história bíblica, incontáveis profetas e fiéis enfrentaram tribulações complexas. Diante das tempestades, restavam duas escolhas cruciais: fixar o olhar no temporal e afundar, ou erguer os olhos para o Alto e caminhar pela fé. Os salmistas registraram textos profundos sobre essa luta humana. Em angústia avassaladora, o salmista questionou se “Deus o esqueceria”. Na cruz, o próprio Filho de Deus clamou em alta voz sobre “o desamparo”, recordando a verdade pedagógica de que “neste mundo haverá aflições”.

As Escrituras, contudo, nunca nos deixam abandonados à própria sorte, oferecendo respostas consoladoras e revelando a inabalável presença divina. Os textos que expõem a fragilidade humana trazem declarações de confiança absoluta. Após o lamento sincero, o Salmo 13 traz um bálsamo de confiança na graça divina. O Salmo 40 relata a espera confiante pelo Senhor, que se inclinou para ouvir o clamor. Já o Salmo 27 proclama com coragem indomável que o Senhor é a luz e a salvação, eliminando qualquer motivo para o medo.

Essa firme postura espiritual transcende a mera poesia motivacional ou o otimismo passageiro. Trata-se de ORAÇÕES PROFUNDAS ANCORADAS NA FONTE INESGOTÁVEL DE PAZ E REFÚGIO SEGURO. Ao direcionarmos o foco para o Senhor, compreendemos que Ele conhece detalhadamente cada lágrima derramada no secreto da alma.

Mesmo atravessando desertos áridos e solitários ou enfrentando “getsêmanis” dolorosos, jamais ceda ao pânico paralisante. Persista em crer e descansar sob a SUBLIME GRAÇA DIVINA. Quando o peso das circunstâncias tentar desviar o alvo celestial, declare com fé inabalável que os olhos estão fitos no Senhor Deus, pois NELE se acha refúgio eterno.

A trajetória da fé cristã demonstra que a dor e a esperança caminham lado a lado no coração humano. As crises existenciais não invalidam a promessa do socorro divino; pelo contrário, criam o cenário perfeito para a manifestação da graça. Cada lágrima derramada no secreto é vista por Deus, que inclina os ouvidos ao clamor dos aflitos. Quando o crente aprende a desviar o foco do problema para redirecioná-lo ao Criador, a perspectiva muda drasticamente. O peso do fardo cede lugar à certeza da presença invisível, porém atuante, que sustenta os passos mais trôpegos. A PALAVRA permanece como âncora inegociável nos dias maus, transformando o pranto em cânticos de louvor e renovando a coragem para prosseguir avante até a consumação dos tempos.

Pastor Carlos Puck

 


sábado, 29 de agosto de 2026

3 JOÃO 1:11

 3 JOÃO 1:11

"Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus."

Após uma pregação muito pertinente e abençoada por um irmão e amigo, não poderia deixar de passá-la adiante.

Fomos chamados para abençoar, cuidar e acolher, e no presente capítulo aparecem pessoas, três nomes, que mostram perfis de gente que está inserida na igreja do Senhor.

E este verso específico nos conecta com a mímese, com a imitabilidade de Cristo, e soma conexões com versos que nos ensinam sobre frutos, comunhão, cuidado de uns para com os outros, bem como com dons de hospitalidade e amor ao próximo.

Sem estes atributos, estaremos em uma imitação do que não passa pela Palavra de Deus e seremos pedra de tropeço para muitos.

E, como imitadores de nosso Senhor, observando os traços básicos do caráter cristão, temos que dar a primeira cadeira a Jesus, esta primazia que é exclusiva Dele, inclusive como pauta para nossas ações.

Se quisermos negar as ações da Palavra, devemos deixar o Corpo de Cristo, pois este local é palco para os santos, para os agentes do bem e do amor, e não para pessoas que trazem na sua bagagem males como desafetos, mentiras, incompreensão e desejos que sequer estão nos ensinos de nosso Mestre.

Ou a Verdade nos transforma, e agimos como novas criaturas, como membros do Corpo e uns dos outros, ou nosso deus será o diabo.

A beleza conclusiva do verso: "aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus". Assim seja. Assim sejamos.


Pregação Origem da meditação: pr francisco, curitiba, pr


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

PRECISAREI DE TI


 

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ROMANOS 6:19

ROMANOS 6:19

... assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação ...

O velho e o novo, rotina do chamado de Deus, a fim de mostrar o significado de “tudo se fez novo”. De um odre que pode se partir, de um tecido que pode se rasgar, eis o Senhor nos alertando sobre o “nascer de novo”, para que nossa natureza seja toda revestida pela santificação, pela presença do Espírito em nós.

Sem isto, sempre seremos inimigos de Deus.

O pecador, redimido, lavado pelo Sangue do Cordeiro, recebe a oportunidade de Perdão, sendo reconciliado com Deus pelas chagas de Cristo.

No entanto, mesmo tendo seu pecado castigado, punido ainda em vida, isto se dá porque Deus o ama, e “disciplina” com base neste amor.

Vacilar é mais do que envergonhar a Deus, mas e expor-se ao castigo pelos delitos e pecados. Muitas vezes vemos estragos em nosso redor, mas não o ligamos a ações permeadas pelo pecado. Não acreditamos de fato que o que semeamos vem com o mesmo peso.

Davi delibera sobre suas ações algo precioso: “confessei-te o meu pecado e tu perdoaste”, juntando-se a João que diz “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar”.

Mais do que crer, precisamos amar a Deus e santificar nosso ser, como pessoas regeneradas, que servem a Deus em Santificação. Vamos nos converter.


DEUTERONÔMIO 9:25-29

DEUTERONÔMIO 9:25-29

Ó Senhor Deus! Não destruas o teu povo e a tua herança, que resgataste com a tua grandeza...

Uma oração. Um clamor. Uma nação. Um povo. Assim se coloca Moisés como mediador entre Deus e seu povo, a quem denomina “herança”.

Para isto, usa de artifícios interessantes, como se Deus não fosse aquele que já sabe de tudo e que conhece cada pensamento.

Não tendo podido o Senhor introduzi-los na terra de que lhes tinha falado e porque os aborrecia, os tirou para matá-los no deserto” – o temor ou clamor passa por esta ideia de observadores, que poderiam argumentar. Deus não se deixa levar por tais palavras quando nomeia os filhos de Levi para darem cabo dos idólatras.

Lembrai-vos e não vos esqueçais de que muito provocastes à ira o Senhor, vosso Deus, no deserto” - “dureza de coração” - repetido entre profetas e apóstolos.

Não bastasse terem visto pessoalmente os sinais das “pragas” sobre a terra, ainda teimavam em suas ações de infidelidade. Na terra onde habitariam, tinha que ser tudo diferente. E é neste momento que Moisés entre orando.

Esta intercessão, uma forma de repetição de êxodo 32, ocasião do levantar de um ídolo de ouro, feito pelas mãos de homens que Deus mesmo instituíra para criação dos objetos sagrados - sim, eis que pela ira divina caem três mil homens. Era a lição que precisavam aprender.

Do susto ao mediador: “tantos chamados e poucos escolhidos”, a história vai apontar. Assi como a Moisés, desprezaram a Mediação Perfeita de Jesus. Estamos vendo movimentações naturais sobre a Terra, quem sabe o despejar da ira divina em seus cálices no Apocalipse. E o povo, ainda que herança, como igreja e Israel de Deus está relaxando, vivendo uma vida oca, e não crendo no Dia do Senhor. O Mediador já fez a sua parte, o aviso foi dado, e cada um de nós deve estar preparado. Pois “eis que Ele vem, no soar da última trombeta”, como “ladrão à noite”. Preparem-nos. O aviso foi dado.


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

JOÃO 17:15

 

JOÃO 17:15

... e sim que os guardes do mal ...

Quando alcançamos maturidade na fé, percebemos que provas e lutas existem desde a antiguidade, como vimos no Éden, quando Satanás adentrou o ambiente para maculá-lo - é óbvio que Deus sabia assim como do deserto na vida de Jesus. Sua mera presença já o transformara em um lugar perigoso.

A Bíblia afirma que, “se resistirmos ao diabo, ele foge de nós” (Tg 4:7). A grande questão, no Éden e em nosso dia a dia, é que frequentemente gostamos de flertar com as propostas do mal.

Deveríamos responder ao diabo como Jesus o fez: “disse-lhe Jesus, também está escrito...” e “vai-te, Satanás, porque está escrito” (Mt 4:1-11). Vejamos o que acontece a quem submete-se a Deus e resiste ao diabo: “o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram (Mt 4:11) e “acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo” (Lc 4:1-13).

Oramos pedindo para “não cairmos em tentação e sermos livrados do mal” (Mt 6:13); contudo, cedemos ao que Tiago explica: “cada um é tentado pelo próprio desejo, que, ao conceber, gera o pecado e a morte” (Tg 1:14-15).

Jesus diz ao Pai para não nos tirar do mundo, mas nos guardar dele. Mesmo diante da oração ensinada e da intercessão realizada por Cristo, ainda andamos na corda bamba, ignorando a suficiência dessa proteção divina.

Quando aprenderemos a nos submetermos inteiramente a Deus, resistindo ao mal e parando de ceder espaço à sua intrusão em nosso coração?

terça-feira, 25 de agosto de 2026

JÓ 42:5-6 (Deuteronômio 6:5)

JÓ 42:5-6 - Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza... Amarás, pois, o Senhor, teu Deus...

Um encontro genuíno com Deus e consigo mesmo é a obra-prima da Graça. O livro de Jó descortina a dinâmica entre o Céu, a Terra e o mundo espiritual, lembrando-nos que a realidade invisível e os ataques do inimigo não são mitos, mas alertas solenes. Jó impressiona por sua resiliência: justo e íntegro, sofreu sem explicações, apontando profeticamente para Cristo e seus sofrimentos e humilhação. Atuou como sacerdote de sua família, intercedeu por amigos e prefigurou o Servo Sofredor. Como Jesus no deserto, ele esteve exposto à prova, mostrando que os planos soberanos do Criador jamais são frustrados.

A jornada de Jó culmina na transformação espiritual quando ele declara: "Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42:5-6). A dor conduziu-o da teologia teórica à experiência viva. Conhecer a Deus de verdade requer atravessar perdas profundas, reconhecendo nossa fragilidade. Essa humilhação nos coloca no devido lugar de adoração independente das circunstâncias.

Essa entrega profunda conecta-se diretamente ao preceito fundamental de Deuteronômio 6:5, que ordena: "Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças". Amar a Deus deveria ser espontâneo, pois fomos amados primeiro. Desde o Éden, Ele demonstrou sua graça ao vestir o homem e apontar para Jesus como instrumento de perfeita justificação. Contudo, o amor é apresentado como um mandamento necessário para glorificar o seu Santo Nome.

Em Deuteronômio 6, Deus instrui a guardar estatutos e transmiti-los às gerações. Esse amor engloba tudo o que sentimos e possuímos, mesmo quando nossa natureza inclinada ao pecado resiste. A mensagem reflete os dias atuais, onde muitos rejeitam a devoção para se entregarem ao egocentrismo, construindo uma religiosidade voltada à satisfação pessoal e distante do Deus Vivo. Por isso, Ele ordena escrever sua Palavra nos umbrais e portas: nossos lares precisam carregar a marca daquele que nos amou.

Assim, a resiliência quebrantada de Jó e a exigência solene de Deuteronômio convergem para um ÚNICO PROPÓSITO BÍBLICO. Não vale a pena seguir o curso de uma humanidade superficial. É tempo de amarmos a Deus sobre todas as coisas, compreendendo que tudo o que somos e temos vem Dele e a Ele pertence. QUE A SUA SOBERANA MÃO CONTINUE A NOS GUIAR.

 

Pastor Carlos Puck


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Por Kika Gama Lobo - Veja Rio - 18 agosto 2026

 O PESO DE VIVER MUITO. JÁ FEZ O SEU DEVER?


Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta dela.


Por Kika Gama Lobo 

Veja Rio

 18 ago 2026


Há uma nova religião circulando por aí: a longevidade.


Vivemos fascinados pela ideia de chegar aos 90, aos 100, aos 110. Celebramos a nova régua do tempo como quem descobre uma terra prometida. Nas redes sociais, envelhecer virou quase um privilégio estético: cabelos brancos charmosos, corpos sarados, viagens, vinhos, sexo, pilates, skincare, trilhas, empreendedorismo depois dos 60 e aquela frase perigosíssima: a idade está apenas na cabeça. 

Não. A idade também está na conta bancária. No plano de saúde. Na solidão de uma terça-feira à noite. Na memória que falha. Na filha que mora em outro país. No filho que trabalha 12 horas por dia e não consegue cuidar de ninguém. No cuidador que custa uma fortuna. No aluguel que sobe. No remédio que não cabe no orçamento.

Precisamos falar do peso de viver muito.

Porque viver muito é uma conquista extraordinária — mas pode também ser uma operação logística, financeira, emocional e familiar de proporções gigantescas.

A medicina ampliou o prazo de validade. A sociedade, porém, ainda não aprendeu a financiar, cuidar e acolher esse novo tempo.


Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta 

dela.


E não estou falando apenas de dinheiro. 

Estou falando de planejamento.


Quem pretende viver até os 90 precisa começar a pensar nisso muito antes dos 70. Precisa construir patrimônio, cuidar do corpo, cuidar da cabeça, cultivar amizades, aprender a pedir ajuda, organizar documentos, discutir herança, pensar em moradia, entender como funcionará seu cuidado futuro e, sobretudo, construir uma rede.


Porque ninguém envelhece sozinho. 


Mesmo quando mora sozinho.


A grande mentira contemporânea é essa fantasia de independência absoluta. Como se envelhecer bem significasse não precisar de ninguém. Como se pedir ajuda fosse fracasso.

Como se uma mulher de 82 anos pudesse resolver tudo pelo celular, marcar consulta pelo aplicativo, autorizar procedimento por biometria, conversar com robô de atendimento e ainda sorrir para a câmera  dizendo que está “vivendo sua melhor fase”.


Estamos criando uma geração de longevos sem rede. 

Filhos moram longe. Famílias diminuíram. Casamentos terminam. Amigos morrem. As pessoas mudam de cidade, de país, de continente. A vida profissional exige mobilidade. A economia exige produtividade. E o cuidado — esse trabalho invisível que durante séculos foi empurrado para as mulheres da família — ficou caro.


Muito caro.


A chamada economia do cuidado está se transformando em um dos grandes 

desafios deste século. Cuidador, enfermagem, residência assistida, fisioterapia, acompanhamento médico, alimentação adequada, transporte, adaptação da casa. Tudo custa dinheiro. 

E quem não tem?


Quem não construiu uma reserva?


Quem depende exclusivamente de um benefício previdenciário?


Quem pagou plano de saúde durante décadas e agora descobre que o preço ficou quase incompatível com sua renda?


Quem tem 78 anos e uma filha em Lisboa?


Quem tem 91 e nenhum filho?


A longevidade não é democrática.


E essa talvez seja uma das frases mais importantes que precisamos dizer neste momento.


Não existe um único envelhecimento.


Existe o envelhecimento de quem tem dinheiro e o de quem não tem. O de quem mora perto dos filhos e o de quem mora sozinho. O de quem tem  plano de saúde e o de quem depende exclusivamente do SUS. O de quem envelhece com amigos, amor e propósito e o de quem envelhece empilhando perdas.


Na internet, entretanto, parece que todos envelhecemos iguais.


Uma espécie de Disney grisalha.


Todo mundo ativo. Todo mundo desejável. Todo mundo viajando. Todo mundo fazendo musculação. Todo mundo começando uma segunda carreira. Todo mundo sexualmente potente, emocionalmente resolvido e financeiramente organizado.


É bonito.


É inspirador.


E é profundamente insuficiente.


Porque existe uma indústria poderosa vendendo a ideia de que envelhecer bem é uma questão de atitude. Tome colágeno. Faça exercício. Medite. Coma proteína. Tenha propósito. Faça terapia. Viaje. Ame. Dance.


Ótimo.


Mas quem paga?


Quem prepara a comida?

Quem leva ao hospital?


Quem fica quando a autonomia começa a escorrer pelas frestas?


A romantização da velhice pode ser tão cruel quanto o próprio preconceito contra os velhos.

Porque ela transforma uma questão coletiva em responsabilidade individual.


Se você envelhecer mal, a culpa será sua.


Não se cuidou.


Não guardou dinheiro.


Não fez terapia.


Não se exercitou.

Não teve propósito.


Ora, façam-me o favor.


É claro que escolhas individuais importam. Autocuidado importa. Saúde mental importa. Educação financeira importa. Resiliência importa.


Mas sorte também  importa.


Genética importa.


Classe social importa. 


Acesso à saúde importa.


Políticas públicas importam.


O problema é que não estamos preparados para essa vida.


Precisamos urgentemente de uma nova cartilha do bem viver. E ela deveria começar na adolescência.


Não para ensinar adolescentes a “envelhecer”, mas para ensinar que o tempo tem consequências.


Educação financeira deveria falar de longevidade.


Educação emocional deveria falar de perdas, solidão e dependência.


A escola deveria discutir cuidado.


A sociedade deveria discutir moradia para idosos.


As cidades deveriam ser pensadas para quem tem mobilidade reduzida.


O mercado de trabalho deveria considerar carreiras mais longas.


O sistema de saúde deveria se preparar para uma população que viverá décadas depois da aposentadoria.


E as famílias deveriam conversar sobre  dinheiro, cuidado, herança, moradia e decisões de fim de vida antes da emergência.


A pergunta, portanto, não deveria ser apenas: “Como viver mais?”


Essa pergunta já está velha.


A pergunta que precisamos fazer agora é:


“Como vamos sustentar os anos que conquistamos?”


Porque chegar aos 100 pode ser maravilhoso.


Mas chegar aos 100 sem dinheiro, sem vínculos, sem assistência, sem saúde mental e sem uma rede de cuidado pode transformar o tão celebrado presente da longevidade em uma longa travessia de abandono.


Não quero uma sociedade obcecada por acrescentar anos à vida.


Quero uma sociedade preparada para sustentar a vida que esses anos acrescentaram.


Até quando vamos romantizar envelhecer sem discutir o preço de continuar vivo?


Porque viver muito é maravilhoso.


Desde que a gente consiga viver — e não apenas durar.

DEUTERONÔMIO 6:5a

*Deuteronômio 6:5a*


“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.”


​Amar a Deus deveria ser um ato espontâneo de entrega de quem reconhece ter sido amado primeiro. 


Afinal, desde o Éden, Deus demonstrou sua graça ao vestir o homem e apontar para Jesus como o único instrumento de perfeita justificação.


​Contudo, o amor ao Senhor é apresentado como um mandamento. 


Trata-se de uma ordem necessária para vivermos de modo a agradá-lo e glorificar o seu Santo Nome. 


Em Deuteronômio 6, Deus instrui seu povo a guardar seus estatutos e a transmiti-los às futuras gerações. 


Esse amor deve englobar tudo o que sentimos, vivemos e possuímos, mesmo quando nossa natureza inclinada ao pecado tenta resistir a essa ordem.


​Essa mensagem reflete diretamente os dias atuais. 

Vivemos em uma época em que muitos rejeitam a devoção ao Criador para se entregarem ao egocentrismo. A sociedade moderna constrói sua própria religiosidade, voltada para a satisfação pessoal e distante do Deus Vivo.


​Por isso, o Senhor ordena: “e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” (v. 9). Nossos lares precisam carregar a marca daquele que nos amou. 


Não vale a pena seguir o curso de uma humanidade superficial. 


É tempo de nós e nossas famílias amarmos a Deus sobre todas as coisas, reconhecendo que tudo o que somos e temos vem dele e a ele pertence.

domingo, 23 de agosto de 2026

ISAÍAS 48:21

ISAÍAS 48:21

Não padeceram sede, quando ele os levava pelos desertos; fez-lhes correr água da rocha; fendeu a pedra, e as águas correram

Lendo a Palavra, encontramos diversas citações sobre a provisão de Deus. Experimentar tais provisões nos alegra, nos fortalece e nos ajuda a perseverar.

O deserto, na trajetória do povo de Deus, representava o fim da escravidão pesada no Egito - curiosamente, o mesmo local para onde o Senhor os levara inicialmente para livrá-los de uma grande fome. Logo, o deserto não era uma punição, mas um instrumento de livramento.

Podemos nos perguntar: se Deus podia fazer brotar água no deserto, por que não os livrou da fome ainda em sua própria terra? Sendo onisciente, por que permitiu o sofrimento sob as pressões de Faraó?

A resposta ecoa na Palavra: Isaías: "Quem guiou o Espírito do Senhor, ou, como seu conselheiro, o ensinou?" Jó: "Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado." Paulo: "Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!"

Caminhar pelos desertos da vida certamente envolve cansaço e dor. Contudo, é exatamente nesse cenário árido que o Senhor se manifesta de forma sobrenatural, revelando sua glória. Portanto, escolha não murmurar; decida crer. Deus continua guiando seus filhos e fazendo brotar mananciais no meio das terras secas.


1 CORÍNTIOS 15:19

1 CORÍNTIOS 15:19

Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

A fé cristã possui elementos motivadores profundos. Ao falar sobre a ressurreição, o apóstolo Paulo aponta para uma esperança que deve gerar perseverança diante das provações e dos ataques daqueles que rejeitam a verdade.

Paulo conecta a promessa da vida após a morte à nossa motivação diária, tornando este o eixo central de seu ensino. Naquela época, crer na ressurreição era um enorme desafio cultural, enfrentando a oposição de seitas e descrentes. Por isso, ele exorta: “venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei”, convidando os irmãos a firmarem o pensamento nessa Verdade Absoluta, independentemente das circunstâncias. Isso se conecta diretamente à sequência do texto: “Cristo morreu pelos nossos pecados... e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”. É justamente por causa dessa realidade que ele afirma ser a nossa esperança limitada a esta vida sinônimo de total infelicidade. A tese central aponta a realidade da fé em seus dias: "como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?".

Passados os séculos, nós também precisamos nos reafirmar e estimular a crer firmemente em nosso Senhor ressurreto, que está assentado à direita do Pai e cuja volta aguardamos com expectativa. Que esta seja sempre a base e a razão da nossa fé e esperança inabaláveis.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

SALMO 37:28

SALMO 37:28

Pois o Senhor ama a justiça e não desampara os seus santos; serão preservados para sempre

Ao me deparar com um texto assim, fico a pensar, por que razão sofrem tanto os que tentam ser fieis ao Senhor, e por que massacram tanto aqueles que desejam se fazer testemunhas da Vida e do Amor.

Então no mesmo Salmo, Ele me responde: “confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade”. E não se dando por satisfeito, o salmista ainda traz mais palavras que nos confortam, nos alegram e nos fazem perseverar nesta empreitada que chamamos de vida: “agrada-te do Senhor”, “entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”, “fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia”, “descansa no Senhor e espera nele”, “os justos, o Senhor os sustém”, “o Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz”, “se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão”, “jamais vi o justo desamparado”.

Mais do que tentar vociferar ânimo, está o Salmista mostrando a realidade de nosso Deus e Pai, que é como “a nossa sombra à nossa direita” (121:5) - jamais se desgruda. E como é bom saber disso. Muito bom.

Servir a Deus, ser chamado pelo seu Nome, rebanho do seu pastoreio, propriedade exclusiva Dele... e a razão é esta: “no coração, tem ele a lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão”. Faça do Senhor a razão de seu viver.

Pastor Carlos Puck


1 TESSALONICENSES 5:9

1 TESSALONICENSES 5:9

porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo

Paulo, em sua escatologia, é direto, com voz profética e clara, sem desperdiçar palavras: “relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva” (1 Ts 5:1). Sua objetividade tem razão de ser diante no contexto de perseguição e dor em que a comunidade vivia.

Embora na carta aos Romanos ele afirme que “a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade” (Rm 1:18), aqui o apóstolo caminha em outra direção. Ele destaca que Deus não nos destinou à sua ira - destino este reservado àqueles que rejeitam as coisas do Reino e persistem na desobediência.

Para ilustrar essa postura de vigilância, Paulo reúne conselhos práticos e advertências: "o Dia do Senhor vem como ladrão de noite" (5:2); e “quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição” (5:3). Em contrapartida, orienta “os crentes a viverem em união com Cristo” (5:10), a “edificarem-se reciprocamente” (5:11), a “orarem sem cessar” (5:17) e a “não apagarem o Espírito” (5:19).

Ao conectar esses versículos, percebe-se um sentido impressionante, análogo às parábolas de Jesus sobre a vigilância. Precisamos estar atentos ao Dia do Senhor; o tempo urge.

Não desprezemos as profecias” (1 Ts 5:20).