DEUTERONÔMIO 9:25-29
Ó Senhor Deus! Não
destruas o teu povo e a tua herança, que resgataste com a tua grandeza...
Uma oração. Um
clamor. Uma nação. Um povo. Assim se coloca Moisés como mediador entre Deus e seu
povo, a quem denomina “herança”.
Para isto, usa de
artifícios interessantes, como se Deus não fosse aquele que já sabe de tudo e
que conhece cada pensamento.
“Não tendo
podido o Senhor introduzi-los na terra de que lhes tinha falado e porque os
aborrecia, os tirou para matá-los no deserto” – o temor ou clamor passa por
esta ideia de observadores, que poderiam argumentar. Deus não se deixa levar
por tais palavras quando nomeia os filhos de Levi para darem cabo dos
idólatras.
“Lembrai-vos e
não vos esqueçais de que muito provocastes à ira o Senhor, vosso Deus, no
deserto” - “dureza de coração” - repetido entre profetas e apóstolos.
Não bastasse terem
visto pessoalmente os sinais das “pragas” sobre a terra, ainda teimavam
em suas ações de infidelidade. Na terra onde habitariam, tinha que ser tudo
diferente. E é neste momento que Moisés entre orando.
Esta intercessão,
uma forma de repetição de êxodo 32, ocasião do levantar de um ídolo de ouro,
feito pelas mãos de homens que Deus mesmo instituíra para criação dos objetos
sagrados - sim, eis que pela ira divina caem três mil homens. Era a lição que
precisavam aprender.
Do susto ao
mediador: “tantos chamados e poucos escolhidos”, a história vai apontar. Assi
como a Moisés, desprezaram a Mediação Perfeita de Jesus. Estamos vendo
movimentações naturais sobre a Terra, quem sabe o despejar da ira divina em seus
cálices no Apocalipse. E o povo, ainda que herança, como igreja e Israel de
Deus está relaxando, vivendo uma vida oca, e não crendo no Dia do Senhor. O
Mediador já fez a sua parte, o aviso foi dado, e cada um de nós deve estar
preparado. Pois “eis que Ele vem, no soar da última trombeta”, como “ladrão à
noite”. Preparem-nos. O aviso foi dado.
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