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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Romanos 1

Prefácio e saudação

1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,2 o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras,3 com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi4 e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor,5 por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios,6 de cujo número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo.7 A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

O amor de Paulo pelos cristãos de Roma. Seu desejo de vê-los

8 Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé.9 Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço menção de vós10 em todas as minhas orações, suplicando que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de visitar-vos.11 Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados,12 isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha.13 Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios.14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes;15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma.

O assunto da epístola: a justiça pela fé em Jesus Cristo

16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito:

O justo viverá por fé.

A idolatria e depravação dos homens

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

Entregues os gentios a reprováveis sentimentos

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.



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BÍBLIA ONLINE • VERSÃO: 2026-06-18_14-04-22-

quinta-feira, 18 de junho de 2026

ISAÍAS 55:8-9

Isaías 55:8-9

​Porque os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o Senhor. “Como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos.

​Teus pensamentos são mais altos que os meus...

(A) Leva-me à total confiança.

(B) Leva-me à total subordinação.

(C) Leva-me à total tranquilidade para viver.

​Ele tem pleno conhecimento de todas as eras e vidas; tudo o que cruzar o meu caminho terá um propósito além do que eu possa ver. 

O verso que ecoa no Novo Testamento é dito por Paulo: “todas as coisas cooperam para o bem” (Romanos 8:28), trazido por Salomão quando diz que “há tempo e propósito para todas as coisas debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1), sempre corroborando a soberania divina.

A Transcendência e a Soberania de Deus

​Este texto toca nos pilares mais profundos da fé reformada: a Soberania Absoluta de Deus, a Incompreensibilidade Divina e a Providência. Quando João Calvino e outros reformadores olhavam para a Escritura, eles viam um Deus que não apenas assiste à história, mas que a governa ativamente até nos mínimos detalhes.

​Isto desdobra-se nas três vertentes:

​1. Total Confiança (A Providência Divina)

​A tradição reformada não crê em "sorte", "azar" ou "coincidência". Como você bem pontuou citando Paulo em Romanos 8:28, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

Confiar que os pensamentos de Deus são mais altos significa descansar no fato de que o decreto de Deus é sábio e bom. 

Mesmo quando o cenário atual parece caótico (o "caminho" que não entendemos), o reformado confia porque sabe que o Deus que decreta o fim também decreta os meios, e Ele nunca falha. "Seja feita tua vontade" não é dar direitos ao Senhor, mas declarar para mim mesmo que Ele tem cuidado de tudo.

​2. Total Subordinação (A Incompreensibilidade e o Respeito ao Decreto)

​A distância entre os pensamentos de Deus e os nossos é comparada à distância entre o céu e a terra. 

Chamamos isso de transcendência e incompreensibilidade de Deus. 

Não significa que não podemos conhecê-Lo, mas sim que não podemos conhecê-Lo totalmente (exaustivamente).

​Diante de um Deus cuja mente é infinitamente superior, a única postura lógica e piedosa é a subordinação (submissão). 

O Catecismo Maior de Westminster nos lembra que o fim principal do homem é "glorificar a Deus e desfrutá-lo para sempre". 

Submeter-se aos caminhos d'Ele, mesmo sem entendê-los, é o ápice da adoração cristã. É calar a nossa lógica humana perante a soberana vontade do Criador.

​3. Total Tranquilidade para Viver (O Descanso na Soberania)

​Tal tranquilidade se conecta perfeitamente com o conceito puritano e reformado de contentamento espiritual. 

Se Deus tem o controle de todas as eras e vidas (Onisciência e Eternidade), o crente não precisa viver ansioso.

Como diz a primeira pergunta do Catecismo de Heidelberg: "Qual é o seu único consolo, na vida e na morte? Que eu... pertenço de corpo e alma ao meu fiel Salvador Jesus Cristo... e que ele me protege de tal maneira que, sem a vontade de meu Pai celeste, nem um fio de cabelo pode cair da minha cabeça; sim, todas as coisas devem servir para a minha salvação.

Saber que Salomão estava certo em Eclesiastes 3:1 - "que há um tempo determinado para tudo" - nos tira o peso de tentar controlar o futuro. 

O controle é d'Ele; a nós, cabe a fidelidade no presente.

Resume-se perfeitamente o pensamento do cristão: porque Deus é supremamente soberano (Isaías, Paulo, Salomão), a nossa alma pode finalmente repousar em paz, sabendo que a história não está à deriva, mas sendo conduzida pelo Deus cuja glória e sabedoria são insondáveis.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

1 PEDRO 2:9

 *1 Pedro 2:9*

_Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz..._


O ensino de hoje vem trazer um composto de prazer de pertencimento e a consciência do não ser de DEUS.

Pedro mostrará verdades que se chocam: 


*(a)* de gente que não era e passa a ser, dando sentido à proclamação do EVANGELHO como fonte primária do chamado; 


*(b)* exortar sobre o fato de que pessoas que não foram validadas pelo Senhor, não estariam anexadas ao rol dos eleitos, por terem rejeitado a Pedra Angular; 


*(c)* que o pertencimento ao Reino Eterno traz em sua bagagem uma particula precisosa, que soma força com o "ide" e o "fazei" - _"a fim de"_, eis a partícula-chave do chamado à filiação, da base da missão e da responsabilidade de ser propriedade exclusiva.


A conclusão gira em torno do fato de que tantos desejem as benesses da Eternidade, mas não entendam o ônus de tamanho privilégio.


Há dias penso que pessoas têm brincado com JESUS e feito da Pedra Angular mero amuleto ou, de forma tola, apenas um calço para prender a porta, mas se mantendo do lado de fora da Igreja e votos, pensando estar no páreo da grande corrida.


E que desgosto terão ao ouvirem a trombeta e o Noivo recebendo seus amados, propriedade exclusiva; e tais que Ele não divide nem com seus conservos, quiçá com este "mundo tenebroso".


É passado da hora de termos compromissos que validem o fato de sermos filhos de Deus.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

JEREMIAS 24:7

 

JEREMIAS 24:7

Dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o Senhor; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração.

Novo. Este é o sistema usado por DEUS para que possamos ter comunhão com ELE. Coisas velhas, sujas e maculadas pelo pecado acabam tirando nossa sintonia com o REI. Nosso coração enganoso acaba abrindo mão deste recurso precioso da comunhão com o ALTO, satisfazendo-se com as migalhas de uma vida terrena. Ao perdermos de vista quem é JESUS, nos perdemos de nós mesmos como “imagem e semelhança” de quem nos fez perfeitos.

Os amigos de CRISTO, em sua viagem mental, sequer perceberam que ELE andava ao lado deles: “e disseram um ao outro: porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Lucas 24:32).

Os dias proféticos foram avisos claros para o retorno às origens, numa coletânea de falas que pareciam copiadas entre si. Mas era DEUS chamando seu povo a prestar atenção no que estavam perdendo ao trocá-Lo por deuses feitos por mãos humanas. Após tantos avisos, restou um “remanescente fiel”, de modo que o exílio prefigurasse o JUÍZO FINAL. De todo o coração - é a única forma de se entregar a DEUS - a fim de sermos povo de propriedade exclusiva de quem nos criou gente com quem ELE fez sua ALIANÇA.

ISAÍAS 60:2

ISAÍAS 60:2

“Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti.”

É preocupante notar como, ainda que sob o domínio do Soberano Deus, as escolhas humanas pela escuridão têm ditado o tom dos nossos dias. Tudo nos move a pensar, urgentemente, na necessidade de um retorno ao Cristo Ressurreto, pois Ele mesmo se autodenominou a "Luz do Mundo", vocacionando os Seus a serem também luzeiros em meio às trevas.

O descaso com a Mente Criadora não é novo. Ele se manifesta claramente quando os homens, dizendo-se sábios, deixam a glória do Criador para adorar e exaltar a criatura. Recentemente, li um artigo científico que defendia o darwinismo na odontologia devido a certas alterações na formação dentária. Ao observar artigos assim e manifestações humanas como a parada LGBT, percebe-se a tamanha insensatez que invadiu a mente das pessoas. Elas parecem não se contentar com a própria conduta, avançando agressivamente contra o credo e a fé alheia.

Dando mais um salto nessa observação, espanta ver comentários de pastores e líderes que se dão à liberdade de apoiar tais movimentos de transição sexual — afirmando, como fez Kivitz, que "evoluímos". Confesso não saber onde isso vai parar, e pergunto-me se falar sobre o inferno ainda é uma opção considerada por eles. A verdade bíblica permanece: "Amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más."

Seja por amizade, por parentesco ou pelo motivo que for, precisamos anunciar a Luz que veio ao mundo e se fez carne para salvar o pecador perdido. Nos Evangelhos, vemos narrativas que começam com "De novo, Jesus lhes falou", culminando no conhecido versículo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8:12).

É interessante notar que, do Antigo ao Novo Testamento, a erradicação das trevas é uma regra divina. Encerro trazendo o tom contundente de João, que escreveu:

E esta é a mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1:5-7).

Da mesma forma, Paulo brada aos coríntios:

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Coríntios 6:14,15).

Pensemos com clareza sobre o destino de nossas almas. Em um processo natural, a morte física não deveria ser o maior temor, por ser o fim inevitável de todo ser humano. O que deve ser temido e urgentemente repensado por todos é o pós-morte: o próximo ato da existência, que se define crucialmente entre o Céu e o Inferno.

Carlos Puck