SALMO 51:4
Pequei contra ti, contra
ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido
por justo no teu falar e puro no teu julgar
Não! Não reconheço
meu pecado apenas para me livrar dele. Tampouco, por medo do castigo do Senhor.
Justo e puro
definem o caráter de Deus imerso em amor e misericórdia, mesmo exalando a ira e
a punição pelo pecado humano.
Davi, confrontado
por Natã, recebeu correção. De forma metafórica, o profeta disse haver alguém
com muitas ovelhas que tomara a única de outro. O que buscava o profeta? Que o
rei promulgasse a sentença. E o fez. Recebeu então uma direta, sem figuras de linguagem:
este homem é você!
Que dor deve ter
sentido o rei naquela hora. E desta contrição emerge um poema lindo que começa
assim: “Compadece-te de mim, ó Deus, conforme a tua benignidade; e, segundo a
multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões”, “eu conheço as
minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”, “Lava-me
completamente da minha iniquidade”, “Não me repulses da tua presença, nem me
retires o teu Santo Espírito”, “Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da
minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça”. Entendemos isto
realmente?
É hora de olharmos
para nós mesmos e não para os outros, reconhecer que nem sempre o outro é o culpado.
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