A Razão da Nossa Fé
Adão Carlos Nascimento
“A
história, as doutrinas e o governo da Igreja Presbiteriana do Brasil, ao
alcance de todos. ”
65 questões que precisamos saber
responder.
1. Que é Escritura Sagrada?
R.
É a palavra de Deus expressa em forma escrita. É o livro que nos dá “aquele conhecimento
de Deus e de Sua vontade, necessário para a salvação” (2 Tm.3:15, 16). A Bíblia
é composta de 66 livros, escritos, por, no mínimo, 36 autores, que viveram em tempos
e lugares diferentes, num período de 1600 anos. No entanto, o Autor da Bíblia é
o próprio Deus, que inspirou os autores a que nos referimos.
2. Como sabemos que a Bíblia foi inspirada por Deus?
R.
O Testemunho de Jesus sobre o Antigo Testamento (Mt.22:29; Mc.12:24; Lc.24:25, 27,
32 e Jo.5:39). O testemunho da Bíblia sobre sua natureza (2 Tm.3:16-17; 2 Pe. 1.20:21).
A experiência de milhões de pessoas cuja vida foi transformada pela leitura da Bíblia
e a nossa própria experiência de sentir Deus falando conosco, quando lemos a Bíblia.
Tudo isso é evidência da inspiração divina das Escrituras. Porém, como esta aceitação
é matéria de fé e não de prova científica, só a operação do Espírito Santo em nós
é que nos dá a convicção de que a Bíblia é a palavra de Deus.
3. Por que a Bíblia “católica” tem 7 livros a mais do que a
“nossa” Bíblia?
R.
Porque o concílio de Trento, no dia 15 de abril de 1546, anexou, por decreto,
esses livros à Bíblia. Nós não aceitamos e a “nossa” Bíblia não os tem porque eles
não têm nem as evidências externas nem as evidências internas de que são
inspirados por Deus. A Igreja Católica Romana nos acusa de termos retirado 7
livros das Escrituras. No entanto, foi ela que os acrescentou à Bíblia, no
concílio de Trento.
4. O Que as Escrituras nos revelam a respeito de Deus?
R.
Que Deus é Espírito (Jo.4:24) e, portanto, não tem corpo como nós (Lc.24:39);
que Deus é um Ser pessoal, capaz de compreender os nossos sentimentos e
conhecer os nossos pensamentos (Sl.103:14 e 139:1-7); que Deus é eterno
(Sl.90:2), imutável (Ml.3:6), infinito (I Rs. 8:27), conhece todas as cousas
(Sl.139:4), vê tudo o que se passa no céu e na terra (Pv.15:3), está presente,
ao mesmo tempo, em todos os lugares (Sl.139- 7-10), é onipotente (Mt.19:26),
nos ama (I Jo.4:8), é cheio de misericórdia (Sl.57:10 e 100:5). Revela-nos
também que Deus é justíssimo (Sl. 119:137) e terrível em Seus juízos
(Hb.10:31). O Deus de quem a Bíblia nos fala é um Deus Triúno, isto é, subsiste
em três pessoas.
5. Que é a Santíssima Trindade?
R.
É a coexistência das Três Pessoas na Divindade Única: O Pai, o Filho e o
Espírito Santo (Mt.27:19; 2 Co.13:13). São Três Pessoas distintas, da mesma
substância, iguais em poder e glória, porém um só Deus. É um mistério que não
pode ser explicado nem definido, porque está além do alcance da mente do homem.
Em suma: Ou aceitamos a Triunidade do Deus Único, ou temos de admitir três
Deuses na Bíblia. A Bíblia, no entanto, nos ensina com muita clareza que existe
um só Deus verdadeiro (1 Co.8:5-6; 1 Tm 2:5), e que o pai é Deus (Gl.1:1; Ef.6:23),
que o filho é Deus (Jo.1:1 e 2 Pe.1:1) e que o Espírito Santo é Deus
(At.5:3-4).
6. Como Deus se relaciona com o universo?
R.
Deus o criou (Gn.1:1 e Ef.3:9), Deus o dirige (Dn.4:35), Deus o governa
(Jó.34:12-15; Sl.22:28; 103:19), Deus o preserva (Ne.9:6). Ele tem um plano
eterno de ação (Ef.1:11). Nada acontece sem que Ele tenha ordenado ou permitido
(Mt.10:29). Deus não improvisa nem é surpreendido pelos acontecimentos. Na Sua infinita
sabedoria, Ele dirige tudo segundo Sua própria vontade sem, contudo, tirar a
liberdade do homem nem violentar a vontade do ser humano.
7. Que é predestinação?
R.
É a doutrina bíblica segundo a qual Deus já determinou o destino eterno de todo
o ser humano (Rm.8:29-30; Rm.9:14-21; Ef.1:3-5), tanto dos que se salvam como
dos que se perdem.
8. A doutrina da predestinação anula a pregação do evangelho?
R.
Não, porque Deus, que nos predestinou para a salvação em Cristo, é o mesmo que “amou
ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle
crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Deus não é o autor do
pecado (Tg.1:12), não viola a liberdade humana e não deseja a perdição do
pecador (Ez.33:11). O decreto divino da predestinação se cumpre segundo o
propósito de Deus, que opera segundo Sua justiça e Sua graça. Os que buscam a
Deus com sinceridade de alma, são tangidos por Seu Espírito misericordioso, e
os que O rejeitam, fazem-no levados por sua própria soberba, como réprobos
rebelados contra Deus, e nos quais se manifesta a justiça divina, que retribui
a cada um, segundo as suas obras.
9. A doutrina da predestinação se harmoniza com a lógica humana?
R.
O pensamento e as ações de Deus não precisam submeter-se ao juízo da lógica humana.
O próprio Deus afirma que os Seus pensamentos não são os nossos pensamentos,
nem os Seus caminhos, os nossos caminhos (Is.55:8,9). Querer submeter a ação
divina à lógica humana é tentar colocar o homem na posição de soberano e Deus
na de súdito.
10. Qual deve ser a atitude do crente diante da doutrina da
predestinação?
R.
Aceitá-la com profunda reverência e humildade, por estar fundamentada na
Bíblia. Estar convicto de que a sua situação de crente em Jesus Cristo lhe dá a
certeza de ser um predestinado para a salvação (Jo.4:44). Louvar a Deus, ser
diligente e abundante na obra do Senhor (I Co.15:58) e procurar crescer em
santidade (I Pe.1:14-16; I Jo.3:3). A consciência de ser um predestinado deve
ser uma aliada do crente na luta contra o pecado.
11. Que é pecado?
R.
“É a falta de conformidade com a Lei de Deus ou qualquer transgressão dessa Lei.
” Isto inclui o nosso estado de decaídos (Rm.3:9-18, 23), a nossa disposição
corrompida (Rm.7:21-23), as nossas omissões egoístas (Tg.4:17) e nossos atos,
pensamentos e palavras que não se harmonizam com a santa e perfeita vontade de
Deus.
12. Quais são as consequências do pecado?
R.
A Morte espiritual, ou seja, o rompimento da comunhão com Deus (Gn.2:15-17;
3:1-10), os castigos naturais e os sofrimentos resultantes dos erros cometidos
(2 Sm.12:7-14; Gl.6:7), a escravidão sob o pecado (Rm.7:18-24; Jo.8:34), a
morte física (Rm.5:12) e a perdição eterna (Ap..20:11-15).
13. Que fez o Filho de Deus para livrar o homem das consequências
do pecado?
R.
Diante da Incapacidade do homem de libertar-se do pecado, Deus estabeleceu um pacto
com o Seu Filho, na eternidade, para salvar o pecador e restaurá-lo à comunhão com
o Criador (Ef.1:3-14; Tt.1:4). Esta aliança de Deus com Seu Filho é chamada,
pelos teólogos, de Pacto da Redenção.
14. Que fez o Filho de Deus para salvar o pecador?
R.
Jesus Cristo, o Filho de Deus, escolhido e ordenado pelo Pai para ser o
Mediador entre Deus e o homem, no cumprimento de Sua missão redentora, assumiu
a forma humana (Jo.1:1, 14), nasceu da virgem Maria (Lc.1:26-38; 2:1-7), viveu
vida santa e perfeita e tomou sobre Si mesmo o fardo de nossos pecados (Is.
53.4-5); padeceu em Sua alma os mais cruéis tormentos (Mt.26:38; Mc.14:34;
Lc.22:44) e, em Seu corpo, os maiores sofrimentos (Jo.18:12-13; Mc.14:65;
Jo.18:22; Mt.27:27-31, 46); foi preso e condenado inocentemente (Lc.23:4, 22,
47; Mt.27:24), foi crucificado, morto e sepultado, mas ressurgiu ao terceiro
dia (Mt.28:1-10; I Co.15:3-8), subiu ao céu (At.1:9-11), onde está à direita de
Deus Pai (Hb.10:12; I Pe.3:22), e de onde intercede pelos Seus servos (Rm.8:34;
Hb.7:25). Ao assumir a forma humana, Jesus tornou-se verdadeiramente homem, sem
deixar de ser verdadeiramente Deus, possuindo ambas as naturezas, a divina e a
humana, inteiramente perfeitas e distintas, inseparavelmente unidas em Sua
Pessoa. Como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Jesus realizou uma obra
redentora completa (Hb.9:12).
15. Como a obra redentora de Cristo é aplicada ao pecador?
R.
Deus, através do Espírito Santo, aplica ao pecador a obra redentora de Cristo, operando
em nós a vocação eficaz, a regeneração, o arrependimento para a vida, a fé salvadora,
a justificação, a adoção de filhos, a santificação e a glorificação.
16. Que é vocação eficaz?
R.
É uma atração irresistível que Deus (Rm.8:30), por meio da Palavra e do
Espírito Santo (Rm.10:14-17; Jo.16:13-14; At.16:14; Ef.4:1), exerce sobre o
pecador, levando-o a aceitar a Cristo como seu único Salvador. Se Deus não
agisse no coração do pecador, todos, sem exceção, rejeitariam a salvação em
Cristo (I Co.2:14).
17. Que é regeneração?
R.
É a ação do Espírito Santo, através da qual ele implanta no coração do pecador,
a quem Deus chamou eficazmente, uma disposição santa de servir a Deus em
espírito e em verdade (Ef.2:1-9). É o nosso nascimento (Jo.3:3, 5-8).
18. Que é arrependimento para a vida?
R.
É a tristeza que o pecador sente pelo seu estado de miséria espiritual,
acompanhada da resolução de abandonar o pecado e voltar-se para Deus. Há dois
tipos de arrependimento: 1. O que leva o pecador a ter tristeza pelo que fez,
mas não o induz a abandonar o pecado e a voltar-se para Deus. Exemplo deste
tipo de arrependimento é o Judas Iscariotes (Mt.27:3-5). 2. O arrependimento
para a vida, como o que foi experimentado por Pedro, depois de negar a Cristo
(Mt.26:69-75; At.11:18).
19. Que é fé salvadora?
R.
“É uma confiante entrega a Cristo, para a salvação”. A fé salvadora implica
numa completa renúncia de toda a tentativa para se alcançar a salvação através
de obras, e numa entrega total a Cristo, na firme crença de que o Seu
sacrifício na cruz é suficiente para nos salvar. É Deus quem dá ao homem este
tipo de fé (Ef.2:8) e o pecador a exercita para a salvação (Rm.10:9).
20. Que é justificação?
R.
É o ato de Deus pelo qual Ele nos declara justificados. Em outras palavras:
Deus anula as nossas culpas mediante os méritos de Cristo, que morreu em nosso
lugar (Rm.3:21-28; 5:8).
21. Que queremos dizer, quando afirmamos que Deus nos adota como
filhos?
R.
É o ato pelo qual Deus, por Sua graça, nos torna participantes da herança
eterna, habilitando-nos a viver em íntima comunhão com Ele (Jo.1:12; Ef. 1:5;
Gl.4:4-7; Rm.8:14-17).
22. Que é Santificação?
R.
É o processo que se inicia no momento em que o pecador nasce de novo, buscando aperfeiçoar-se
até atingir a plenitude da vida em comunhão com Deus. A santificação do crente
tem três aspectos: 1. Quando o
Espírito Santo regenera uma pessoa, ela crê em Cristo e todos os seus pecados
são perdoados. Não é considerada culpada de pecado algum. Isto é a santificação
definitiva (2 Co.5:17; Rm.8:1; Ef.1:4; Hb.10:10). 2. A partir da regeneração, o crente começa a crescer
espiritualmente, este crescimento continua a vida toda: É a santificação
progressiva (Ef. 2:10; Fl.3:12-14). 3. Na hora da morte, o crente é
aperfeiçoado em santidade, a fim de comparecer diante de Deus (Hb.12:14;
Ec.12:7; Lc.16:22; Ap.7:9-17). É a santificação final.
23. Que é glorificação?
R.
É o aperfeiçoamento da nossa alma, a transformação do nosso corpo e a completa vitória
sobre o pecado, que nos fará semelhantes a Cristo (Fl.1:6; 3:20-21; 1 Jo.3:2).
A glorificação começa nesta vida, mas só alcançará sua plenitude na
ressurreição do corpo.
24. O crente pode ter certeza de sua salvação?
R.
A Palavra de Deus nos garante que todo aquele que crê em Cristo, como Senhor e Salvador,
tem a vida eterna (Jo.3:16, 36). Logo, o crente pode e deve ter a certeza de que
está salvo e de que viverá com Deus na eternidade (I Jo.5:13).
25. O verdadeiro crente pode cair do estado de graça e perder a
salvação?
R.
Não, o verdadeiro crente não perde a salvação, porque ela depende da fidelidade
de Deus, que o escolheu. O poder de Deus é a garantia de que Ele cumprirá o Seu
propósito (Ef.1:11; 1 Jo.4:4; Jo.10:29). A morte expiatória, a ressurreição e a
intercessão de Cristo garantem a salvação do crente (Rm.8:34). E o Espírito
Santo é o selo e o penhor da nossa salvação (Ef.1:13-14), ou seja, o Espírito
Santo também garante a eterna salvação do crente.
26. Qual é o lugar das boas obras na vida do crente?
R.
Todo crente deve praticar boas obras como testemunho de sua fé, para a glória
de Deus (Tg.2:18-22; Mt.5:16). Todo crente deve praticar as boas obras que Deus
“de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10). No entanto, devemos
estar plenamente conscientes de que somos salvos pela graça, mediante a fé, e
não pelas obras, “para que ninguém se glorie” (Ef.2:8-9). As boas obras são a
conseqüência e não a causa da nossa salvação.
27. O crente deve guardar a Lei?
R.
Na Bíblia, encontramos três tipos de lei: 1.
Lei Cerimonial – ordenanças que tinham como finalidade orientar,
disciplinar e dirigir a vida religiosa do povo de Israel, servindo-lhe de
instrumento de comunhão com Deus e de preparação para vinda do Salvador; 2. Lei Civil – que disciplinava a vida
do cidadão perante o Estado; 3. Lei Moral
– que revela a natureza e a vontade de Deus, bem como o dever de cada ser humano
para com o Senhor. A Lei Cerimonial e a Lei Civil, do Antigo Testamento, foram
todas abrogadas pelo Novo Testamento. Mas a Lei Moral, que se encontra resumida
nos dois mandamentos citados por Cristo (Mt.19:16-22; 22:34-40), deve ser ainda
obedecida por todos os homens, especialmente por todos os crentes.
28. Em que sentido o crente é liberto do mal?
R.
No Sentido de não ser justificado nem condenado pela Lei (Rm.3:28; 7:4-6;
Gl.2:16). Mas o crente tem o dever de pautar a sua vida segundo a retidão
estabelecida pela Lei Moral, que o Novo Testamento mantém como norma de
conduta.
29. Se o quarto mandamento ordena a guarda do Sábado porque não o guardamos?
R.
O vocábulo Sábado, na Bíblia, vem da palavra shabbath e significa repouso, descanso,
etc. Na nossa língua, o sétimo dia da semana chama-se Sábado, mas isto não ocorre
em todas as línguas. Em alemão, por exemplo, o sétimo dia da semana chama-se sonnabend
(véspera do sol) ou samstag (dia de Saturno). Em francês, samedi (dia de Saturno).
Em inglês, saturday (dia de Saturno). Logo, o sétimo dia e Sábado não são a mesma
coisa. O que a Lei ordena é a guarda de um dia de descanso por semana. E isto nós
guardamos. Quando guardamos o Domingo, estamos cumprindo o 4º Mandamento. O
calendário dos judeus lhes foi dado na saída do Egito (Ex.12:2). Os crentes em
Cristo não estão obrigados a guardar o mesmo dia da semana, que os judeus
guardavam e muitos ainda guardam. Guardando o Domingo, não estamos quebrando o
4º Mandamento.
30. Por que guardamos o Domingo?
R.
Por Várias Razões. Dentre elas, destacamos as seguintes: 1. Jesus ressuscitou
no Domingo (Mt.28:1-10; Mc.16:1-8; Lc.24:1-12; Jo.20:1-10). 2. O Espírito Santo
desceu sobre os crentes no Pentecoste, ou seja, no Domingo (At.2:1-4). 3. Os
apóstolos e os discípulos, após a ressurreição de Cristo, passaram a guardar o
Domingo (At.20:6-7; I Co.16.1-4). 5. O Novo Testamento chama ao Domingo de Dia
do Senhor (Ap.1:10). 6.
A
tentativa de levar os crentes a guardarem o Sábado, e não o Domingo, primeiro
dia da semana, é inovação adventista, sem nenhuma base na Palavra de Deus.
31. Quem ordenou o matrimônio e quais os seus objetivos?
R.
O matrimônio foi ordenado pelo Criador Gn.2:18-24), e tem como objetivos: 1. O mútuo auxílio de marido e mulher
(I Co.7:3-5). 2. A propagação da
raça humana por sucessão legítima (Gn.1:27-28) e 3. Impedir a impureza (1 Co.7:2, 9; Hb.13:4).
32. Quais são as regras básicas que a palavra de Deus estabelece
para o casamento do crente?
R.
1. Só pode casar-se quem pode dar
consentimento ajuizado. 2. O Crente
deve casar-se somente no Senhor (1 Co.7:39; 2 Co.6:14). 3. Não devem casar-se as pessoas entre quais existem graus de consanguinidade
ou afinidades proibidas pela moral e que podem acarretar lesões biológicas.
33. Em que circunstâncias a Palavra de Deus permite o divórcio?
R.
Apenas em caso de adultério (Mt.19:9) ou nos casos de deserção irreparável (1 Co.7:15).
O casamento é indissolúvel por ser uma instituição divina, figura da união entre
Cristo e a Igreja (Mc.10:9; Ef.5:22-23).
34. Que é a Igreja?
R.
A Igreja é o corpo de Cristo formado por todos os Seus verdadeiros servos (Mt.16:18;
Ef.1:22-23; 4:5; 5:23). Segundo a teologia reformada, há dois tipos de Igreja: a)
A igreja invisível constituída por todos os que já foram salvos, dos que estão
sendo salvos e dos que serão salvos (Hb.12:23). Igreja visível ou militante,
constituída por todos os que professam a fé em Jesus Cristo. Da Igreja visível,
no entanto, fazem parte tanto os verdadeiros crentes, misturados com o trigo e
o joio. Nesta Igreja visível e militante, com todas as mazelas que a
caracterizam, é a igreja de Corinto. Toda Igreja local (exemplos: de Antioquia,
de Jerusalém, etc.) é o exemplo de Igreja visível. A Igreja Universal é
constituída de todas as Igrejas locais, em todo o mundo.
35. Que é sacramento?
R.
É uma ordenança sagrada instituída por Cristo, para simbolizar, selar e aplicar
ao crente os benefícios da salvação. Cristo instituiu dois sacramentos: O
batismo e a Santa Ceia ou Eucaristia, que quer dizer “Ações de Graças”
(Mt.28:20; 1 Co.11:23-25).
36. Que é Batismo?
R.
É um Sacramento que consiste no derramamento de água sobre a cabeça do
batizando, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, indicando a recepção
solene do batizando na Igreja e selando a sua união com Cristo.
37. Por que a Igreja Presbiteriana não batiza por imersão?
R.
Porque há relatos e circunstâncias, na Bíblia, que nos levam a concluir que o
Batismo bíblico não era aplicado por imersão. Vejamos: 1. João Batista, por
acaso, conseguia imergir no Jordão as multidões que iam ter com ele?
(Mt.3:5-6). 2. Onde, em Jerusalém, os Apóstolos conseguiram água para imergir
três mil pessoas, no dia de Pentecoste? (At. 2:41). 3. Paulo foi batizado
dentro da casa de Judas (At. 9:10-19). Haveria ali algum tanque, onde ele
pudesse ser imerso? 4. O carcereiro de Filipos foi batizado por volta da Meia
noite, depois de um terremoto que fendera as paredes da prisão (At.16:23-33). É
possível pensar em imersão num caso como este?
38. Quais são as bases bíblicas do Batismo por aspersão?
R.
São muitas. Mencionaremos aqui apenas algumas: 1. As profecias sobre a nova era, a dispensação da graça, fala da
purificação dos povos pelo derramamento de água sobre eles, numa alusão que
inclui o Batismo cristão (Ez.36:25; Is.44:3). 2. A palavra grega baptismós (=batismo, em português) é usada pelo
Autor da Epístola aos Hebreus (9:10), quando fala das abluções que se faziam no
Velho Testamento. E tais abluções eram feitas por aspersão (Hb.9:19-21;
Nm.8:7). Se, no Antigo Testamento, as abluções eram por aspersão, por que
teriam de ser diferentes no Novo Testamento? 3. O Batismo com o Espírito Santo, nas Escrituras, é descrito como
um derramamento (Is.44:3; Jl.2:28-29; At. 2:18-33; 10:45; 11:15-16). E Jesus
disse aos Seus discípulos “João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis
batizados com o Espírito Santo” (AT 1:5). Se o Batismo com o Espírito Santo
significa que o Espírito é derramado sobre as pessoas, podemos inferir que o
batismo com água também deve ser feito mediante derramamento de água sobre os
batizados. 4. No Batismo a água é apenas símbolo, como o são o pão e o vinho,
na ceia do Senhor. Logo, não importa a quantidade de água usada no Batismo.
39. As crianças também devem ser batizadas?
R.
Sim. Na antiga dispensação, elas faziam parte da Igreja, sendo recebidas pelo
rito da circuncisão. E a Igreja de Deus é uma só. No capítulo 11 da carta aos
Romanos, Paulo emprega a figura da oliveira para representar o antigo povo de
Deus. Diz ele que os judeus incrédulos foram cortados da oliveira e que os
gentios crentes são enxertados nela. Deste modo, o antigo povo de Deus, que
foram judeus, e o novo povo de Deus, constituído também de gentios, formam uma
só árvore. Assim como as crianças faziam parte da Igreja, na dispensação
judaica, devem elas fazer parte da Igreja na dispensação cristã. No Antigo
Testamento, as crianças eram recebidas na Igreja pelo rito da circuncisão (Gn.
17:9-14, 23, 27; Lv.12:3). No Novo Testamento, são recebidas na Igreja pelo
Batismo, que substituiu a circuncisão (Gl.2:11-12). Na dispensação da Lei, a
criança que não fosse circuncidada, era eliminada do povo de Deus (Gn.17:14). O
crente, na dispensação do Novo Testamento, que não apresenta seus filhos para o
Batismo, está quebrando a aliança com Deus e cometendo grande pecado.
40. Mas, as crianças creem?
R.
Os textos bíblicos que falam da fé como pré-requisito para receber o Batismo,
não se referem às crianças. A prova é que Marcos (16:16), depois de citar as
palavras de Cristo – “quem crer e for batizado será salvo” – registra também –
“quem, porém, não crê, será condenado”. Ora, se as crianças não são capazes de
crer e, por isso, não podem ser batizadas, elas estão condenadas. No entanto,
Jesus afirmou: “...das tais é o reino de Deus”, e sem qualquer referência à fé.
41. Há, no Novo Testamento, registro de Batismo de criança?
R.
O Novo Testamento registra o Batismo de cinco famílias inteiras (At.10:23, 24 e
48; 16:15,33; 18:8 e 1 Co.1:16). Será que nessas famílias não havia crianças?
Orígenes, um teólogo da Igreja Primitiva, ensinou que os Apóstolos batizavam
crianças.
42. O que significa a Ceia do Senhor?
R.
“A Ceia do Senhor é o sacramento que comemora e proclama o sacrifício único,
perfeito e completo que Cristo fez, para a nossa redenção. Ela se caracteriza
por apresentar uma ou mais verdades espirituais mediante sinais visíveis e
externos”. A Ceia do Senhor é uma representação simbólica da morte de Cristo (1
Co.11:24-26), um símbolo de nossa participação no sacrifício e na vitória de
Cristo (Jo.6:53) e, também, um símbolo da união espiritual de todos os crentes
(1 Co.10:17; 12:13). A Ceia do Senhor é um meio de graça, isto é, um meio que
Deus usa para nos alimentar espiritualmente, promovendo assim o nosso
crescimento espiritual.
43. Que significa a morte para o crente?
R.
A Morte física é o meio que Deus usa para revestir o crente da
incorruptibilidade e da imortalidade (1 Co.15:53). Isto é, a morte física é o
instrumento que Deus utiliza para preparar a nossa alma e o nosso corpo para a
vida além. Na hora da morte, nossa alma é aperfeiçoada em santidade e entra
imediatamente no gozo da vida eterna, na presença de Deus. Ao morrer, o crente
dorme aqui e acorda, no mesmo instante, na presença de Deus. O corpo entra em
decomposição e volta ao pó (Ec.12:7), mas ressuscitará no último dia (1
Co.15:35-44).
44. Como o crente deve encarar a morte?
R.
O crente não deve ter medo da morte. Para o servo de Deus, morrer “é partir e
estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fl.1:23). “O morrer é
lucro” (Fl.1:21; Ap.14:13). Mas o crente não tem o direito de apressar a sua
morte, seja por meio do suicídio ou expondo-se ao perigo de vida
irresponsavelmente.
45. O que ocorrerá na segunda vinda de Cristo?
R.
Na Segunda vinda de Cristo, os mortos ressuscitarão (Jo.6:40-44; 1 Ts.4:16), os
vivos serão transformados (1 Co.15:51-53), os anjos apóstatas e todas as
pessoas que viveram sobre a terra serão julgados (2 Pe.2:4; Jd.6; Mt.25:31-34;
Jo.5:28-29; Rm.14:10-12; 2 Co.5:10; Ap.20:11-13), e haverá uma separação eterna
entre os salvos e os perdidos. Os ímpios irão para o castigo eterno (Mt.25:46)
e os salvos reinarão eternamente com Cristo (1 Ts.4:17; Ap.21:1-6).
SOBRE NOSSA HISTÓRIA
1. Como surgiu a Igreja Presbiteriana?
R.
Surgiu da Reforma do Século XVI. Deus levantou um homem chamado João Calvino
para conduzir seu povo de volta à Bíblia. E, desta volta à Bíblia, nasceu a
Igreja Presbiteriana.
2. Como se processou a Reforma Religiosa do Século XVI?
R.
A Reforma tem, como data básica de sua origem, o dia 31 de outubro de 1517, dia
em que Lutero afixou as suas 95 teses, contra as indulgências, na porta da
capela de Witenberg. Martinho Lutero era monge agostiniano e pretendia reformar
a Igreja à qual pertencia. Porém, como foi excomungado pelo papa Leão X, viu-se
obrigado a romper com a sua igreja, dando, assim, origem ao movimento religioso
conhecido como Luteranismo. Movimentos religiosos independentes surgiram em
outras regiões. Na Suíça, levantou-se Zuínglio, sucedido depois por Calvino. As
Igrejas que adotaram as doutrinas e o sistema calvinista, denominam-se Igrejas
Reformadas ou Presbiterianas. Da Suíça, o Presbiterianismo se espalhou para os
Países Baixos, França, Escócia e Inglaterra. E, a seguir, atingiu todos os
Continentes. Hoje, os presbiterianos são o segundo maior grupo evangélico do
mundo, perdendo em número apenas para os luteranos.
3. Quem foi João Calvino?
R.
Foi um dos Reformadores do Século XVI. Nasceu em Noyon, Picardia, na França, no
dia 27 de maio de 1564. Aos 14 anos de idade, Calvino entrou para a
universidade de Paris. Formou-se em direito na Universidade de Orleans, aos
vinte anos de idade. Converteu-se a Cristo em 1533. Calvino foi o mais culto e
o mais inteligente entre os reformadores. Escreveu comentários sobre todos os
livros da Bíblia, com exceção do Apocalipse. Escreveu Sermões e Cartas e também
tratados. Sua obra mais importante foi A Instituição da Religião Cristã, mais
conhecida como As Institutas. Nesta obra ele apresenta um sistema de doutrinas
absolutamente bíblicas. Este sistema de doutrinas é conhecido como Calvinismo.
4. É verdade que a primeira Igreja que surgiu foi a Igreja
Católica?
R.
Não, não é verdade. A Igreja do Novo Testamento é chamada de Igreja Primitiva,
por ter sido a primeira e não ter nenhum nome especial. Esta Igreja já não pode
ser identificada com a Igreja Católica Romana, por várias razões, como, por
exemplo, as seguintes: 1. Os
problemas doutrinários e éticos surgidos na Igreja Primitiva eram resolvidos
pelo presbitério (At.15.1-29) na Igreja Católica, são resolvidos pelo papa; 2. Na Igreja Primitiva não havia missa;
havia culto com cânticos de hinos, orações, leitura e pregação; 3. Todos os membros da Igreja Primitiva
participavam do pão e do vinho, na Santa Ceia (I Co.11:23-29); na Igreja
Católica só o padre é que participa do vinho, na comunhão. 4. Na Igreja Primitiva não havia padre, nem cardeal, nem papa;
havia, sim, presbíteros e diáconos. Qualquer pessoa que examinar o Novo
Testamento, fundamento da Igreja Cristã, verá claramente que a Igreja Católica
Romana não tem nenhuma semelhança com a Igreja Primitiva.
5. Como surgiu a Igreja Católica Romana?
R.
Surgiu da degeneração da Igreja Primitiva. Desde o início, homens fraudulentos
entraram para a Igreja. No princípio, entretanto, as perseguições contra os
cristãos se encarregaram de purificar a comunidade cristã. No ano 323, por um
decreto do imperador Constantino, o Cristianismo passou a ser a religião
oficial do Império Romano. Cessaram as perseguições e muitas pessoas, sem serem
verdadeiras convertidas, entraram para a Igreja. A atuação de tais pessoas e a
influência do mundo pagão levaram a Igreja a adotar doutrinas e práticas que se
chocam brutalmente com os ensinos bíblicos. Eis alguns exemplos: No ano 375 foi
instituído o culto aos santos; no ano 431, instituiu-se o culto a Maria; a
partir do concílio de Éfeso, cidade que pontificava a grande Diana dos Efésios,
divindade feminina pagã; em 503, surgiu a doutrina do purgatório; em 783 foi
adotada a adoração de imagens e relíquias; em 1090, inventou-se o rosário; em
1229, foi proibida a leitura da Bíblia. Há muitas outras inovações que seria
longo mencionar aqui. Felizmente, Deus levantou homens para conduzir Seu povo
de volta à Bíblia. Vários movimentos de reforma religiosa, inclusive os
propostos pelos Concílios de Constantino, Pisa e Basiléia, fracassaram. Porém,
a Reforma Religiosa do Século XVI triunfou.
6. Por que Calvino não se uniu a Lutero, ao invés de criar um
movimento à parte?
R.
Porque Lutero queria apenas reformar a Igreja, enquanto Calvino entendia que a
Igreja estava tão degenerada, que não havia como reformá-la. Calvino se propôs
organizar uma nova Igreja que, na sua doutrina, na sua liturgia e na sua forma
de governo, fosse idêntica à Igreja Primitiva.
7. Como o presbiterianismo chegou ao Brasil?
R.
No Século XVI houve uma tentativa de implantação do presbiterianismo no Brasil,
através dos franceses que aqui chegaram em 1557. A Ceia do Senhor, segundo o
rito bíblico calvinista, foi celebrada pela primeira vez, na América do Sul, no
dia 21 de março de 1557, no Rio de Janeiro. Os franceses, no entanto, foram
expulsos de nosso país em 1567. Duas outras tentativas foram feitas através dos
holandeses, em 1624 e em 1630. Em 1654, os holandeses foram expulsos do Brasil,
e as comunidades presbiterianas que eles haviam implantado no Nordeste,
desapareceram. A implantação definitiva do presbiterianismo, no Brasil, se deu
através do trabalho de missionários, que vieram especialmente para evangelizar
os brasileiros.
8. Quem foi o primeiro missionário presbiteriano a vir para o
Brasil?
R.
Foi o Rev. Ashbel Green Simonton, que chegou ao Brasil, no Rio de Janeiro, no
dia 12 de agosto de 1859. Tinha apenas 26 anos de idade. Seu ministério durou
apenas 8 anos, pois Simonton faleceu em São Paulo, no dia 8 de dezembro de
1867. A esta altura, a nossa Igreja já tinha um presbitério (Presbitério do Rio
de Janeiro), um Seminário, cinco pastores e três Igrejas organizadas (A 1ª do
Rio de Janeiro, a primeira de São Paulo e a de Brotas, no Estado de São Paulo).
9. Em que estão baseadas as doutrinas da Igreja Presbiteriana?
R.
Estão baseadas na Bíblia, a palavra de Deus. Nossa Igreja não aceita nenhuma
doutrina que não tenha base sólida nas escrituras (Gl.1:8, 9).
10. Quando Simonton Chegou ao Brasil, já havia aqui missionários
de outras denominações?
R.
Simonton encontrou, no Rio de Janeiro, o Dr. Robert Reid Kalley, médico
escocês, que fazia um trabalho missionário independente. Do trabalho do Dr.
Kalley resultou a Igreja Evangélica Fluminense. Havia também pastores que
vieram acompanhando imigrantes europeus. Estes pastores, entretanto, se
limitavam a dar assistência espiritual aos imigrantes europeus. Simonton foi,
portanto, o primeiro missionário enviado ao Brasil, com o objetivo de
evangelizar os brasileiros. Os missionários de outras denominações só chegaram
bem mais tarde.
11. Que é uma “doutrina baseada solidamente nas Escrituras
Sagradas? ”
R.
É uma doutrina baseada na Bíblia toda ou, seja, que compreende todos os livros
da Bíblia, do Gênese ao Apocalipse. A nossa Igreja não aceita doutrinas
baseadas em apenas algumas passagens ou textos isolados das Escrituras.
12. Quais são os padrões doutrinários da Igreja Presbiteriana?
R.
Nossa Igreja adota, como exposição das doutrinas bíblicas, a confissão de fé e
os Catecismos como exposição do sistema de doutrinas ensinadas nas Santas
Escrituras. Isto se faz necessário em virtude de a Bíblia não trazer as
doutrinas já sistematizadas.
13. Quem elaborou a Confissão de Fé e os Catecismos?
R.
A Confissão de Fé e os Catecismos foram elaborados por 151 teólogos de várias
Igrejas Evangélicas, reunidos na Abadia de Westminster, em Londres, na
Inglaterra, de julho de 1643 a fevereiro de 1649. Estes livros foram preparados
em espírito de oração e profunda submissão ao ensino das Escrituras.
14. Como uma pessoa pode tornar-se membro de uma Igreja
Presbiteriana?
R.
A Admissão de membros, na Igreja Presbiteriana, obedece aos seguintes
critérios: 1. As pessoas batizadas
na infância, numa Igreja Evangélica, são admitidas como membros da Igreja
mediante a pública Profissão de Fé; 2.
As pessoas que não foram batizadas numa Igreja Evangélica, devem receber o
batismo e fazer a pública Profissão de Fé; 3.
As pessoas que vêm de outra Igreja Evangélica, que não trazem carta de
transferência são admitidas pelo Conselho da Igreja, mediante solicitação por
escrito. Na solicitação deve constar a razão ou razões que as levaram a tomar
tal decisão. Quando um membro da Igreja Presbiteriana se muda de um lugar para
outro, deve providenciar sua carta de transferência. Caso não o faça, poderá
ser arrolado por jurisdição ex-officio, depois de estar frequentando, pelo
menos por um ano, a nova Igreja Presbiteriana.
15. Quais os deveres do membro da Igreja Presbiteriana?
R.
“Viver de acordo com a doutrina da Escritura Sagrada, honrar e propagar o Evangelho
pela vida e pela palavra; sustentar, moral e financeiramente, a Igreja e suas instituições;
obedecer às autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis aos Ensinos
das Sagradas Escrituras; participar dos trabalhos e reuniões de sua Igreja, inclusive
das assembleias administrativas.
16. Como é o governo da Igreja Presbiteriana?
R.
O governo da Igreja local é exercido pelo Conselho, formado pelo Pastor, e
pelos Presbíteros eleitos pela assembleia da Igreja. Sob a supervisão do
Conselho, funciona a Junta Diaconal, constituída de todos os Diáconos da
Igreja, também eleitos pela assembleia da Igreja local. Os Diáconos cuidam da
assistência social promovida pela Igreja e da ordem no Templo e suas
dependências. Acima do Conselho estão os demais
Concílios
da Igreja: Presbitério, Sínodo e Supremo Concílio.
17. Que é Concílio?
R.
É uma Assembleia constituída de Pastores e Presbíteros. Os concílios da Igreja Presbiteriana,
em ordem ascendente, são os seguintes: a) Conselho, que exerce jurisdição sobre
a Igreja local; b) Presbitério, que exerce jurisdição sobre Pastores e Conselhos;
c) Sínodo, que exerce jurisdição sobre vários Presbitérios de determinada região;
d) Supremo Concílio, que exerce jurisdição sobre todos os Concílios. De todos os
atos e reuniões dos Concílios lavra-se Ata, que é submetida ao exame e
apreciação do Concílio imediatamente superior ou, seja, o Presbitério examina
as Atas dos Conselhos que lhe estão jurisdicionados, o Sínodo as Atas dos
Presbitérios que lhe estão jurisdicionados e o Supremo Concílio examina as Atas
dos Sínodos.
18. Como se constituem os Concílios?
R.
No Conselho, o Pastor é designado pelo Presbitério e os Presbíteros são eleitos
pela Igreja local, para um mandato de cinco anos, podendo ser reeleitos. O
conselho nomeia, cada ano, o seu representante junto ao Presbitério, que é
constituído dos pastores e do representante de cada Igreja que o Presbitério
jurisdicionado pelo Sínodo de determinada reunião, e eleito por seu respectivo
Presbitério, na seguinte proporção: Três pastores e três Presbíteros por
Presbitério cujas igrejas tenham, em conjunto, até dois mil
Membros.
O Supremo Concílio é constituído de representantes, Pastores e Presbíteros, eleitos
pelos Presbitérios, na seguinte proporção: Dois pastores e dois Presbíteros por
Presbitério cujas Igrejas tenham, em conjunto, até dois mil membros, e mais um
Pastor e um Presbítero para cada grupo de dois mil membros. Os Presbitérios se
reúnem, pelo menos, uma vez por ano; os Sínodos, de dois em dois anos, sempre
nos anos ímpares; o Supremo Concílio, de quatro em quatro anos, sempre nos anos
pares.
19. Quais os requisitos para um membro da Igreja ser eleito
Presbítero ou Diácono?
R.
Ser são na fé, prudente no agir, discreto no falar e ser exemplo de santidade
na vida (I Tm.3:1-13; Tt.1:5-9). Deve ser membro da Igreja em plena comunhão
com ela, ser maior de 18 anos, civilmente capaz, assíduo nos trabalhos da
igreja e pontual no cumprimento de seus deveres e estar convicto de que Deus o
chama para o exercício de qualquer destes ofícios.
20. Como se faz a disciplina de membros na Igreja Presbiteriana?
R.
O membro da Igreja só pode ser disciplinado depois de processo eclesiástico
regular. Este processo será instaurado mediante queixa ou denúncia, por
escrito, apresentada por um membro ou oficial da Igreja. Ao citar o faltoso
para comparecer à reunião do conselho previamente marcada, deve o conselho
mandar-lhe uma cópia da queixa ou denúncia, facultando-lhe, assim, ampla
possibilidade de defesa. Falta é
tudo que, na doutrina e prática dos membros e concílios da Igreja, não esteja
de conformidade com os ensinos da Sagrada Escritura, ou transgrida e prejudique
a paz, a unidade, a pureza, a ordem e a boa administração da comunidade cristã.
As faltas são de ação ou de
omissão, isto é, a prática de atos pecaminosos ou a abstenção de deveres
cristãos; ou, ainda, a situação ilícita.
As
penas que podem ser aplicadas são as
seguintes, de acordo com a gravidade da falta cometida: 1. Admoestação; 2.
Afastamento da comunhão por tempo determinado ou indeterminado; 3. Exclusão da Igreja, pena que só será
aplicada quando o faltoso se mostrar incorrigível e contumaz. Toda disciplina
visa ao próprio bem dos culpados, a corrigir escândalos, erros ou faltas, e a
promover a honra de Deus e a glória de Jesus Cristo. Toda pessoa disciplinada
terá o direito à restauração de sua comunhão com a Igreja, mediante prova de
arrependimento. O membro da Igreja que estiver sob disciplina, não pode
participar dos sacramentos.
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